(+ LIVRO EM REVISÃO)
A fase adulta chega para todos. Principalmente quando a saudade da infância bate em momentos aleatórios de um dia qualquer. Fase essa que nossa única preocupação é a hora que os melhores desenhos iriam passar na TV ou quando nos...
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Uma longa noite eu havia tido com Aurora. Ainda não consigo acreditar em como — num piscar de olhos — eu pude começar a gostar de uma pessoa tão contrária de mim. A sensação do calor do corpo dela sobre o meu era perfeita e impregnava na minha mente como se jamais fosse esquecida. E, na verdade, não será mesmo. Deixar a Hastings entrar na minha vida fora a melhor coisa que eu poderia fazer, agora vejo o sentido nisso tudo que antes não passava de uma vida no preto e branco.
Depois de sair da casa de Aurora, voltei finalmente para a minha. Entrar e respirar o ar puro de casa — sem ter milhões de mosquitos me picando o tempo inteiro — era a melhor coisa que eu poderia fazer. Entretanto, joguei a mochila do acampamento em qualquer canto da sala e peguei logo uma cerveja para poder me divertir da forma que bem gosto. Me sentei no sofá e como de costume, coloquei logo uma série de suspense — gosto de coisas do tipo, no final sempre consigo solucionar os fatos — e relaxei o quanto pude.
Quando pensei que poderia ter sossego, de repente escutei a campanhia soar. No momento em questão, não fiz a proeza de levantar para atender quem quer que fosse, mas a pessoa insistira e acabei sendo vencido pelo cansaço de ter que ouvir aquele barulho insuportável. Isso era estranho, não estava esperando ninguém. Me levantei e abri a porta. Era uma mulher de cabelos castanhos e que me olhava de modo emocionado e animado. Olhei para ela tentando reconhecer aquele rosto.
— Posso ajudar?
— Filho — chorou. — Eu senti tanto sua falta.
— Mãe?
Me afasto do seu toque e a olho estranho. Agora eu sabia de onde era aquele rosto familiar, era a desgraçada da mulher que me abandonou. Minha mãe, Bárbara Bradley. As perguntas do porque ela estaria aqui — depois de tantos anos — surgiam na minha cabeça e nenhuma resposta parecia se encaixar pro problema em questão.
— Oh, meu filho, quanto tempo não o vejo. Senti muito a sua falta esse tempo inteiro — ela tirou a garrafa de cerveja da minha mão e me pegou em um forte abraço. Me senti envolvido por uma estranha.
— Me solta! Que merda você acha que está fazendo? — pego de volta a garrafa e me afasto empurrando seus ombros. — Não me toca!
— Filho, ainda não me perdoou pelo que fiz? — falou, triste. — Você sabe que tive muitos motivos e que na época era o melhor para eu fazer.