Alguns dias depois...
Dulce suspirou exausta ao jogar-se em sua cama no início da manhã daquele dia. Estava sozinha em seu apartamento há duas semanas pois a governanta e sua outra funcionária estavam de férias. Os enjoos da gravidez aumentavam cada vez mais e pouco conseguia se alimentar.
Não falava com Christopher desde o dia em que fora no escritório dele contar sobre a gravidez e como havia imaginado, ele apesar de mostrar-se preocupado ao saber, realmente não se importava com o filho e muito menos com ela.
Era sábado de manhã e decidida a marcar o jantar com ambas as famílias, Dulce vestiu-se rapidamente para então seguir até o condomínio no qual Christopher morava. Decidira ir direto até a casa dele já que fazia 3 dias que tentava falar com ele pelo celular e ele não atendia suas ligações e nem respondia suas mensagens.
Em poucos minutos chegou ao condomínio de Christopher, estacionando seu carro e indo até a porta da casa que rapidamente fora aberta por Anna, a governanta dele.
Anna: Bom dia, Srta. Saviñon.
Dul: Bom dia, Anna. Christopher está? Estou tentando falar com ele pelo celular, mas ele não atende minhas ligações.
Anna: Ah sim. Ele estava viajando. Voltou ontem à tarde. Entre que vou chamá-lo.
Acomodando-se no sofá enquanto a governanta dirigia-se até o segundo andar, Dulce respirou fundo tentando controlar o enjoo que sentia naquela manhã. Havia conseguido dormir à noite toda, mas acordara antes das seis da manhã extremamente enjoada.
Levantando-se, aproximou de um porta retrato que estava sobre uma mesinha no canto da sala e não conteve o sorriso ao ver uma foto de Christopher quando pequeno e ao lado havia um outro porta retrato com uma foto de sua família tirada, provavelmente durante um jantar de comemoração. Estava distraída analisando as fotos e assustou-se ao escutar a voz rouca de Christopher em suas costas.
Ucker: Bom dia, Dulce María.
Dul: Bom dia.
Christopher vestia uma calça de moletom e uma camiseta branca, os cabelos estavam bagunçados e Dulce pode notar o quão cansado ele estava.
Ucker: O que faz aqui?
Dul: Precisamos marcar o jantar.
Ucker: E precisava ter vindo até aqui? Não poderia ter me ligado? (perguntou ríspido)
Dulce arregalou os olhos e deu um passo para trás, assustada com o modo que ele havia falado.
Malditos hormônios! Se não estivesse grávida, jamais teria agido daquela forma.
Dul: Eu liguei, mas você não me atendeu.
Ucker: Estava ocupado. (deu de ombros) E eu te disse que meus pais estavam viajando. Não sei porque a pressa.
Dul: Só quero contar de uma vez. Não aguento mais ter que ir em reuniões com meu pai e fingir que está tudo bem.
Ucker: Meus pais voltam amanhã à noite. Marque para segunda, já que está tão ansiosa. Viajarei na semana que vem.
Dulce assentiu e desviou seu olhar do dele.
Ucker: Era só isso? (perguntou após alguns segundos em silêncio)
Dulce mordeu os lábios e o analisou. Queria conversar com alguém, mas observando a expressão corporal dele pode perceber que ele estava impaciente e não queria saber como ela havia passado aqueles dias ou como estava o bebê.
Afinal, como iria querer que ele se importasse com o bebê sendo que nem tinham uma relação boa?!
Dul: Desculpe te atrapalhar. Marcarei o jantar e te avisarei em breve.
Dulce disse num murmúrio antes de pegar sua bolsa no sofá. Sentia vontade de chorar e definitivamente não faria aquilo na frente dele.
Ucker: Espere. (segurou-a pelo braço) Precisamos conversar.
Dul: Você não quer me escutar, Uckermann.
Ucker: Quero sim.
Dul: Não. Não quer e sua postura corporal diz isso claramente. (resmungou puxando seu braço da mão dele)
Ucker: Minha postura corporal? Ah, por favor, Dulce. (revirou os olhos) Vamos sentar e conversar.
Dul: Esqueça, Uckermann.
Caminhando apressada até a porta, antes mesmo que pudesse abri-la para sair, sentiu-se tonta e apoiou-se na parede e logo sentiu ele amparar seu corpo, pegando-a no colo.
Ucker: O que está sentindo?
Dul: É apenas um mal-estar. (resmungou de má vontade) Me coloca no chão, Christopher. (grunhiu ao ver que ele começava a subir as escadas)
Ucker: Não mesmo.
Entrando em seu quarto com ela, Christopher a deitou na cama, arrumando o travesseiro na cabeça e o outro embaixo dos pés dela.
Ucker: Você por acaso comeu algo hoje?
Dul: Estou com enjoo, Uckermann. Não consigo comer. (resmungou de má vontade enquanto sentava e logo sentiu ele a empurrar para que deitasse novamente) Christopher. (o repreendeu)
Ucker: Dá pra você parar de tentar fugir de mim? Eu já enfiei meu pau na sua boceta mesmo, não tem motivos para ter medo.
Dul: Idiota. (o fuzilou com os olhos)
...
#CuriosidadesDaFanfic
Parte desse capítulo tem uma segunda versão e era para ser um tiquinho mais "pesado" por um pequeno detalhe. Quando decidi postar essa estória, decidi que seria melhor adaptar o capítulo para se encaixar melhor em alguns capítulos que teremos mais pra frente.
Abaixo deixo essa primeira versão para vocês verem como teriam sido!
Ucker: Era só isso? (perguntou após alguns segundos em silêncio)
Dulce mordeu os lábios e o analisou. Queria conversar com alguém mas observando a expressão corporal dele pode perceber que ele estava com pressa e não queria saber como ela havia passado aqueles dias ou como estava o bebê.
Escutando passos na escada, Dulce desviou seu olhar do de Christopher e viu Ashley descer as escadas e aproximar-se deles.
Ashley: Christopher, eu já estou indo.
Ucker: Tudo bem. Nos vemos outro dia.
Christopher a acompanhou até a porta, despedindo-se dela com um beijo no canto da boca e em seguida virou-se para Dulce novamente.
O coração de Dulce estava apertado. Ele realmente não estava preocupado com o bebê. Continuava o mesmo Christopher de sempre. O que sempre estava com uma ou várias mulheres por noite e só se importava com si próprio. Como ela iria querer que ele se importasse com o bebê, ainda mais que não tinham uma relação muito boa?!
Dul: Desculpe te atrapalhar. Marcarei o jantar e te avisarei em breve.
...
O que acharam? Melhor a outra versão né? Hahaha
Lembrando que o sentimento da Dulce aqui não é ciúmes, ok?!
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Say Love - Vondy
RomanceEles dois não se entendiam, brigavam o dia todo pelos motivos mais bobos. Um odiava o jeito do outro. Ela não gostava do ego extremamente inflado dele. E ele não gostava de como ela era mimada e teimosa. Tudo era motivo de brigas. Eles se irritavam...
