Algumas semanas depois...
A data prevista para o parto já havia passado há dois dias, coisa que estava deixando Dulce irritada e cada vez mais ansiosa. Mal conseguia dormir durante a noite e sempre que podia, achava um jeitinho de descontar seu stress em Christopher que por sua vez fazia o possível para não se estressar e acabar discutindo com ela.
Era uma quinta-feira à tarde e Dulce estava sozinha no apartamento junto com Anna e Alice. Christopher havia saído pouco após o almoço e ainda não havia voltado.
Dul: Meninas, liguem para o Christopher, por favor e mandem ele vir para cá seja qual for o lugar que ele esteja. (pediu ao entrar na cozinha onde as funcionárias estavam)
Alice: Você está bem?
Dul: Estou tendo contrações com mais frequência. Quero ele aqui comigo. Vou ficar no quarto, ok?
Anna: Precisa de ajuda ou de alguma coisa?
Dul: Não. Está tudo bem, não se preocupem. As contrações ainda não pegaram um ritmo exato. Pode ser só um alarme falso.
Anna: Ok. Nos chame se precisar.
XXX
Vendo Christopher entrar no quarto cerca de meia hora depois, Dulce deixou o celular de lado e levou sua mão junto a dele em seu ventre assim que ele sentara ao seu lado.
Ucker: Tudo bem? Tá sentindo dor?
Dul: Um pouco.
Ucker: Acha que nasce hoje?
Dul: Não sei. A minha bolsa ainda não estourou, mas as contrações aumentaram um pouco logo que você saiu e agora começaram a intensificar.
Ucker: Já falou com a obstetra?
Dul: Sim. E não avise ninguém, ok? Avisarei somente a doula quando as contrações pegarem ritmo. Não quero ninguém no meu ouvido.
Ucker: Já conversamos sobre isso e eu também não quero. É um momento nosso. Não se preocupe.
Dul: Vai tomar banho e relaxar um pouco, ok? Eu vou dispensar as meninas e tentar descansar um pouco também.
Ucker: Não demoro.
Acomodando-se ao lado de Dulce poucos minutos depois, Christopher a abraçou por trás e pousou sua mão no ventre dela, sentindo-o endurecido.
Ucker: Contração? (perguntou baixinho e Dulce murmurou em resposta levando a mão junto a dele, apertando-a) Está conseguindo cronometrar?
Dul: Sim. O intervalo entre elas está diminuindo.
Entre pequenos cochilos e contrações, Dulce sentira sua bolsa estourar e Christopher a ajudou a tomar banho e vestir uma lingerie confortável.
A doula, uma assistente de parto, já estava ali e orientava como Christopher poderia auxiliar Dulce naquele momento afim de aliviar as contrações.
Dul: Christopher... (chamou a atenção dele que verificava o celular)
Ucker: De novo?
Dulce assentiu e Christopher rapidamente se aproximou, ajudando-a a se apoiar na cama com as pernas afastadas em posição de quatro apoios, apertando as duas mãos em seu quadril.
Ucker: Tá passando? (perguntou baixinho)
Dul: Sim.
Assim que a contração passou, Christopher a virou para si e a abraçou, beijando-lhe a testa.
Doula: As malas para a maternidade estão separadas? (perguntou ao entrar no quarto)
Ucker: Estão sim. Estão no quarto dela.
Doula: Ok. Irei deixar na porta e vamos para o hospital, ok? As contrações estão vindo a cada cinco minutos. Iremos sair assim que a próxima vier.
Assim que a Doula saiu do quarto, Christopher ajudou Dulce a vestir uma camisola longa e um robe de cetim por cima da lingerie.
Ucker: Pronta para voltar para cá com a nossa filha nos braços?
Dul: Sim e não... Me desculpe por ter descontado minha ansiedade em você nessas últimas semanas.
Ucker: Não se desculpe. E obrigado por ter permitido que eu acompanhasse sua gestação, Dulce.
Dul: Não teria porquê te privar desse momento, Chris.
Ucker: Vou sentir saudades da sua barriga.
Dul: Eu também, apesar de não ver a hora de voltar ao meu corpo de antes.
Ajoelhando-se no chão, Christopher lhe deu um beijo demorado no ventre.
Ucker: Pode vir, filha. Papai está ansioso para te conhecer. (sussurrou)
XXX
Dul: Quem diria que um dia seria eu parindo uma criança e não auxiliando a fazer um parto?!
Dulce resmungou para Christopher que estava de pé ao seu lado enquanto a médica a examinava no intervalo de uma contração assim que chegaram ao hospital.
Ucker: Acredito que ambas sejam experiências interessantes.
Dul: E são, a diferença é que uma não dói.
Ucker: Só mais um pouco, Dul. Logo estaremos com nossa filha nos braços.
Médica: Pronta? Você já está dilatada o suficiente.
Dul: Não, mas já que não tem jeito.
Ucker: Pare de resmungar, sim?
Dul: Não vai desmaiar? (provocou ao sentir ele segurar sua mão)
Ucker: Engraçadinha. Eu estou bem. Não se preocupe comigo. Concentre-se na nossa filha.
Dul: E não pense em sair do meu lado.
Ucker: Não irei sair. (garantiu)
Médica: Ok, Dulce. Vamos lá. Faça força assim que vier mais uma contração.
Dulce fez o que a médica pedira e após um longo tempo fazendo força e Christopher a incentivando, enfim a pequena nascera e Dulce não conteve as lágrimas assim que recebera a filha em seu colo segundos depois.
Dul: Nossa menina. (sussurrou, olhando para Christopher que também derrubava algumas lágrimas)
Ucker: Nossa Isabelle... Obrigado por trazê-la ao mundo. Você foi incrível, Dul. (sussurrou beijando-lhe a testa)
Dul: Calma, meu amor. (murmurou passando delicadamente o dedo pela cabeça da filha que pouco a pouco parava de chorar) A mamãe e o papai estão aqui, pequenina.
...
Postando mais um capítulo hoje pq não sei se vou conseguir postar amanhã!!
Lembrando que o capítulo de hoje de Encontrei Você também já foi postado!
❤
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Say Love - Vondy
RomanceEles dois não se entendiam, brigavam o dia todo pelos motivos mais bobos. Um odiava o jeito do outro. Ela não gostava do ego extremamente inflado dele. E ele não gostava de como ela era mimada e teimosa. Tudo era motivo de brigas. Eles se irritavam...
