Capítulo 14

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Na segunda-feira de manhã, assim que Dulce saíra de sua casa, Christopher tomara uma decisão e enquanto arrumava suas coisas no closet, sorriu ao sentir a governanta se aproximar e o cumprimentar com um beijo na bochecha. Praticamente fora criado pela governanta e a tratava como sua segunda mãe.

Anna: Tudo bem, querido?

Ucker: É, mais ou menos.

Anna: Vai viajar novamente?

Ucker: Não. Acabei de decidir que vou passar um tempo morando com a Dulce.

Anna: Vocês estão juntos? (perguntou com um sorriso nos lábios) Eu gosto tanto dela...

Ucker: Não estamos juntos, mas Dulce está grávida de um filho meu. (mordeu os lábios ao ver a governanta arregalar os olhos) Ela está fraca, tendo muitos enjoos, pressão baixa, vertigens... Fora que está completamente instável emocionalmente. Não quero deixa-la sozinha. E de qualquer forma, é o meu bebê. Quero acompanhar cada passo dessa gestação. Vamos contar hoje para os nosso pais e já vou ficar por lá.

Anna: Meu menino vai ser papai. (sorriu animada, abraçando-o) Eu achei que nunca iria conseguir ver você se tornando pai.

Ucker: Eu também, Anna. Acho que se não fosse agora e dessa forma, nunca iria ser pai.

Anna: Faz tempo que você sabe?

Ucker: Já tem alguns dias... Estava tão ocupado com o trabalho e com essa viagem que fiz, que nem parei pra pensar muito sobre. (suspirou passando as mãos no rosto) Acho que a ficha ainda não caiu e provavelmente só vá cair quando eu estiver com essa criança nos braços, mas ter passado o final de semana com Dulce e ter visto o quão mal ela está, me fez perceber que preciso estar lá com ela, mesmo que ela não queira. Nunca vi ela mal e confesso que fiquei assustado.

Anna: Eu percebi que ela estava abatida, mas jamais iria imaginar que está grávida... Agora, Chris, (segurou as mãos dele e o olhou nos olhos) sei que vocês dois brigavam muito e discutiam por qualquer bobagem, mas ela agora é a sua família também. Por favor, deixem essas brigas de lado. Não faz bem para vocês e muito menos para o bebê.

Ucker: Eu sei. Iremos trabalhar juntos para melhorar nosso comportamento e bem, acho que isso já vinha acontecendo nas últimas semanas.

XXX

Tocando a campainha do apartamento de Dulce no final da tarde daquele dia, Christopher não conteve o sorriso ao ver Dulce abrir a porta.

Ucker: Olá, Dulce.

Dul: Oi, Uckermann. (deu espaço para ele entrar e estreitou os olhos ao perceber que ele carregava uma mala) Qual o intuito dessa mala?

Ucker: Ah sim... Vou ficar aqui com você.

Dul: Mas não vai mesmo. (riu debochada)

Ucker: Ah, eu vou sim. Não vou te deixar sozinha, Dulce. Está carregando um filho meu. Vou ficar com você e não se fala mais nisso.

Dul: Não preciso da sua companhia, Uckermann. (cruzou os braços, começando a se irritar)

Ucker: Já está decidido, Dulce. Ou eu venho para cá ou você vai lá para casa, mas sozinha você não fica.

Dul: Não vou ficar na sua casa... E minhas funcionárias já voltaram de férias e estão sempre aqui. Não fico sozinha. (resmungou)

Ucker: Elas ficam durante o dia. (revirou os olhos)

Dul: Meu quarto de hospedes está vazio. (resmungou entre dentes)

Ucker: Durmo no sofá. (deu de ombros) Agora deixe de birra e aceite que eu vou ficar aqui, você querendo ou não.

Dul: Te odeio, Uckermann. (grunhiu, indo em direção a cozinha)

Ucker: Vou deixar minhas coisas no seu quarto, tá? (gritou, indo em direção ao cômodo)

Após deixar a mala no quarto dela, Christopher caminhou até a sala de jantar onde Dulce arrumava um arranjo de mesa.

Ucker: Ansiosa? (perguntou ao parar próximo a ela, colocando as mãos nos bolsos da calça)

Dul: Sim. Você não?

Ucker: Não. (deu de ombros) Não há motivo para ficar ansioso.

Dul: Até parece. (murmurou) 


...

Postei um pequeno spoiler da próxima fanfic em Encontrei Você e vou deixar aqui também para quem não acompanha por lá! 

A decisão de mudar de país e deixar a filha, o marido e os amigos para trás fora dolorosa, mas sentia que precisava fazer aquilo.

As brigas diárias com o marido era apenas um dos motivos que a fizera mudar-se. As brigas nunca tinham um motivo em específico, simplesmente discutiam por qualquer coisa e quando não acabava com cada um chorando em um canto da casa, acabava com seus corpos nus entrelaçados um no outro para então voltarem a discutir poucas horas mais tarde. Não conseguiam mais conversar e muito menos conviver civilizadamente e sabia que aquilo começava a afetar a filha, que apesar de nunca ter presenciado uma das discussões dos pais, sentia o clima tenso entre eles e começava a adoecer com frequência.

Say Love - VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora