Capítulo 32

2K 117 250
                                        


Eram duas horas da tarde de quinta-feira quando Dulce entrava no prédio da empresa Christopher. Havia recebido o resultado de um exame e queria abrir com ele.

Christopher chegara no início da madrugada e, portanto, não tivera tempo de conversar com ele visto que ele também saíra cedo para o trabalho.

Encaminhando-se rapidamente para o elevador, em poucos minutos Dulce chegou ao último andar do prédio e aproximou-se da mesa de Hannah.

Dul: Bom dia. Uckermann está ocupado?

Hannah: Bom dia, Srta. Saviñon. Não está não. Vou avisar que você está aqui.

Dul: Não, não precisa. (disse antes que ela pudesse levantar) E não se preocupe que ele não irá lhe chamar a atenção por isso. (piscou pra ela e encaminhou-se até a sala de Christopher)

Ucker: Há que devo a honra de sua visita pela terceira vez no ano em minha humilde empresa? (sorriu ao ver Dulce entrar em sua sala)

Dul: Deixa de besteira... Fui pegar um exame hoje. (sentou na cadeira de frente pra ele, colocando o envelope sobre a mesa)

Ucker: E? (prendeu a respiração) Não são gêmeos, são?

Dul: Não. (arregalou os olhos) Não viaja, Uckermann. Já conversamos sobre isso.

Ucker: Exame do que então?

Dul: Sexagem fetal. Já podemos saber o sexo do bebê. Na verdade, desde a oitava semana, mas quis esperar mais um pouco.

Ucker: Você já viu?

Dul: Não. Esperei pra ver com você. Quer abrir agora ou quer esperar chegar no apartamento?

Ucker: Agora. (pegou o envelope e deu a volta na mesa, puxou-a pela mão e sentaram no sofá) Não é 100% certo, né?

Dul: Não. Iremos confirmar com o ultrassom daqui algumas semanas, mas dificilmente esse exame dá errado.

Ucker: Você abre.

Dulce abriu o envelope e após ler com cuidado a folha que havia ali, olhou para Christopher que parecia ansioso e sorriu docemente.

Dul: Seu sonho de anos atrás estava certo. (sussurrou) Estamos esperando uma doce garotinha.

Ucker: Uma menininha. (sussurrou com os olhos cheios de lágrimas) A minha garotinha, Dul. (sorriu deixando algumas lágrimas caírem) Obrigado.

Christopher a abraçou, afundando seu rosto no pescoço dela e Dulce sorriu emocionada. Era um dos poucos momentos em que via ele demonstrar um real sentimento em relação àquela gravidez inesperada e quase não conseguia conter as lágrimas que caiam de seus olhos.

Ucker: Nunca vou conseguir te agradecer o suficiente. (disse ao se afastar, olhando-a nos olhos)

Dul: E nem eu a você. (disse baixinho, passando a ponta dos dedos pelas lágrimas dele)

Ucker: Obrigado por me deixar fazer parte de tudo. (acariciou a bochecha dela)

Dul: Só fiz e estou fazendo o que qualquer mulher deveria fazer, Uckermann. A escolha de estar e se fazer presente é do pai.

Ucker: Sim... Esse destino é um danadinho. (sorriu junto com ela) Vem aqui.

Christopher a fez levantar e a colocou de frente para si, apoiou as mãos no quadril dela e beijou-lhe carinhosamente o ventre enquanto sentia Dulce acariciar seus cabelos.

Ucker: Minha menininha. O papai já te ama tanto, filha... (sussurrou com a voz embargada e Dulce também não conteve as lágrimas)

Dul: Ela terá muito amor. 

Ucker: Terá sim e ela já tem, não é pequenina? (murmurou antes de dar mais um beijo no ventre de Dulce) Realmente pequena, aliás. Quero que sua barriga cresça logo.

Dul: É claro que quer. (riu) Logo ela cresce e eu vou estar andando igual uma pata.

Ucker: Boba. (riu levantando-se e a abraçou pela cintura) Está um pouco maior hoje, não está?

Dul: Está sim. Aposto que em dois dias vai estar ainda maior. Já passou da hora desse bebê dar as caras.

Ucker: E eu diria que precisamos aproveitar certas posições do kama sutra enquanto ainda é tempo. (roçou seus lábios nos dela)

Dul: Uckermann. (o repreendeu, dando um tapa no braço dele) Sempre quis transar comigo e agora está se aproveitando.

Ucker: Claro que não. Fiz essa escolha no Hawaii. (riu) E você quis transar comigo também. Não negue.

Dul: Estava bêbada quando tomei essa decisão.

Ucker: Eu também estava e isso não importa. (beijou o pescoço dela, sentindo o corpo dela estremecer) Me quer e seu corpo não nega isso.

Dul: Não seja convencido. 

Ucker: Não estou sendo. E quando transamos 8 dias atrás você não estava bêbada então nem vem que esse papo não vai colar. Aliás, não vejo a hora de marcar seu corpinho novamente. (sussurrou no ouvido dela, mordiscando o lóbulo da orelha em seguida)

Dul: As marcas acabaram de sair, Uckermann. (sussurrou sentindo ele deslizar as mãos por seu corpo)

Ucker: Justamente por isso. (sorriu, passando os lábios pela mandíbula dela)

Dul: Preciso ir. (murmurou com os olhos fechados)

Ucker: Tudo bem. (suspirou e afastou-se dela relutantemente) Eu só vou te deixar ir porque e também tenho um compromisso em alguns minutos e não daria tempo de te debruçar nessa mesa... Temos um jantar na casa da minha mãe a noite, você vai né?

Dul: Sim. É somente para a sua família né?

Ucker: Sim. E escolha uma roupa que seja fácil de ser tirada. (sorriu safado, fazendo-a revirar os olhos)

Dul: Até mais tarde, Uckermann.


...

Eu amo tanto esse capítulo 😍 Ele foi um dos primeiros capítulos a ficar pronto e sem dúvidas está na lista de favoritos!

Say Love - VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora