Capítulo 62

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Meu mundo parou por um segundo quando ouvi a Bruna dizendo que estava prestes a parir.

- Caralho minha cria vai nascer, bora logo. - Pablo saiu desesperado em direção ao estacionamento com a Bruna em seus braços. 

(...)

Já tem mais de quatro horas que a Bruna entrou em trabalho de parto e estou tão angustiada que é capaz de eu entrar em trabalho de parto também.

- Luíza tem como você parar de andar de um lado para o outro já já tu fura o chão e vai parir ai mesmo. - Meu primo diz enquanto me puxa para o sofá que tem na sala de espera.

- Puta que pariu, que demora do caralho, será que esta tudo bem com a Bruna e a Lua? - Perguntei inquieta no sofá. 

- Claro que tá vida, essas paradas de parto demora mesmo, aquieta ai porque daqui a pouco quem vai acabar parindo é tu, e eu não quero a cara do meu filho antes do tempo não. - Knust disse e me abraçou para ver se eu sossegava no lugar

(...) 

Depois de quase 10 horas sem noticia alguma Pablo veio todo bobo alegre dizer que a Lua nasceu e que ela e a Bruna estavam bem e que as visitas estavam liberadas somente no outro dia após as 13:00.

- Parabéns compadre, nossa menina nasceu. Obrigado por me presentear com a benção de ser madrinha da Luana. - Abracei Pablo enquanto chorava.

-Que isso pô, tu merece sempre fortaleceu a gente, eu que agradeço por aceitar ser madrinha da minha filha e por me escolher padrinho do seu bebê, tamo fechadão pra sempre. - Respondeu enquanto me abraçava de volta.  

Todos que estavam presentes foram parabenizar o Pablo e logo em seguida eu e o Daniel fomos embora pois eu precisava descansar para pode vir amanhã ver meus amores.

- Quer ir pra sua casa ou para minha amor? 

- Vamos para sua Daniel, ta mais perto e eu to morrendo de sono. 

- Nega porque não se muda logo pra minha casa? Nós vamos ter um filho juntos, não faz sentido morarmos separados e se você precisar de algo no meio da noite e eu não estiver por perto ou sei lá, sei que tem seu primo e seu irmão que moram lá, mas não é a mesma coisa, eu sou o pai, eu que tenho que cuidar de ti e do nosso bebê. - Ele intercalava os olhos entre a estrada e a mim enquanto falava.

- Amor não tiro sua razão cê esta mais que certo, mas é complicado, não me sinto preparada nesse momento pra morar contigo e prometi pra minha mãe que sairia de casa casada, é foda quebrar uma promessa feita para ela, me entende?

- Não amor, está tudo bem foi só uma ideia mesmo, não se sinta mal por isso e de qualquer forma to aqui pra tudo. 

Não tocamos mais no assunto, mas sei que ele ficou um pouco chateado, mas tudo tem seu tempo e o nosso ainda vai chegar.

Chegamos na casa dele, tomei banho enquanto ele preparava algo para comermos, terminei o banho e me joguei na cama apenas com uma camiseta dele que eu sempre uso.

- Amor come e depois você dorme. - Daniel subiu com um prato de macarrão com bife pra mim.

- Obrigado amor, to morrendo de fome. 

Jantamos enquanto assistíamos um filme qualquer na tv, terminei de comer e apaguei.

(...)

- Bora Knust que eu quero conhecer minha afilhada hoje.

- Já to indo mulher, calma que vamos chegar a tempo no hospital. - Diz enquanto desce as escadas com a chave do carro na mão.

- Depois mulher que é enrolada. - Reclamo e vou para o lado de fora esperar o bonito.

Fomos o caminho conversando sobre o quanto estamos ansiosos para a chegada do nosso bebê e quando me dei por conta já estávamos na frente do hospital.

Nos apresentamos na recepção e fomos para o quarto onde elas estão.

- Cadê a coisa mais linda da Dinda? - Invadi o quarto deixando Daniel para trás.

- Olha Lua sua madrinha doida veio te visitar amor. - Bru falava com ela enquanto a pequena a encarava no colo.

- Eu não aguento tanta fofura, posso pegar? - Perguntei chegando mais perto.

- Mas é claro que pode.

Bruna me passou ela com todo cuidado do mundo, nada pode explicar a emoção que eu senti nesse momento. Minha afilhada é linda, tem os olhos da Bruna e os traços do Pablo.

Olhei para trás e Knust estava parado atrás de mim, encantado com a pequena que estava nos meus braços.

- E aí coisa linda, cê é a cara do teu pai, só que bonita. - Ele brincou enquanto ela a encarava.

- Amiga ela linda demais, eu tô apaixonada.

- E eu? Quase nem dormi de tanto que fiquei admirando ela.

- Pô comadre muito linda mesmo, vai dar uma dor de cabeça pra mim e para o Pablo quando crescer. - Knust falou passando as mãos nos cabelos.

- Se a tua cria for menina também, nosso trabalho vai ser em dobro brother. - Pablo entrou no quarto entrando na zoeira.

- Nem brinca com isso, já pensou as duas juntas por aí? O primeiro vacilãozinho da escola que chegar perto vai se ver com a gente.

- Parem de loucura vocês dois, se for menina vai viver normalmente e minha afilhada também, nem vem com essas histórias.

- Isso aí, minha filha nem cresceu, nós nem descobrimos ainda o sexo do bebê da Lu e vocês tão pagando de louco aí.

Ficamos no hospital com eles até acabar a hora da visita, voltamos completamente encantados com a pequena Luana e mais ansiosos do que nunca com a chegada do nosso baby, não vejo a hora de ter ele em meus braços.

Chegamos na casa do Daniel, eu tomei banho e me joguei na cama exausta, ultimamente qualquer coisa me deixa muito cansada. Daniel se deitou comigo e ficou falando com minha barriga como todos os dias, só que dessa vez aconteceu algo diferente.

- Amor é impressão minha ou o bebê chutou? - Daniel perguntou todo eufórico já.

- Sim amor chutou pela primeira vez. - Eu disse com os olhos marejados pela emoção da sensação do primeiro chute.

- Caraca eu acredito que eu senti o primeiro chute junto com você, cê sabe que é o papai né meu amor? Eu amo tu e sua mãe mais que qualquer coisa nesse mundo e vou cuidar e proteger vocês com todas minhas forças para todo o sempre.

Daniel ficou conversando com o nosso bebê por vários minutos, ou até por horas se bobear, eu não pude prestar muita atenção na conversa pois fui tomada por completo pelo sono.

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