Acordo sobre o peito do Knust que ainda dormia tranquilamente, levantei sem fazer barulho e entrei no banheiro para fazer minhas higienes e tomar banho.
Me despi e fui para o chuveiro, de baixo da água quente comecei a pensar em tudo que aconteceu de ontem pra cá e meu Deus como minha vida deu uma reviravolta em menos de 24 horas, não tô conseguindo acreditar que sou irmã legítima do Doisp e todos a minha volta sabia menos eu, que não sou filha do Caio, mas a pior parte está sendo saber que eu tava grávida do Daniel e perdi nosso filho por conta do filho da puta do Caio, eu juro que se soubesse que estava grávida eu teria evitado todo o nervosismo pelo meu bebê e ele estaria aqui comigo, crescendo no meu ventre, ele estaria vivo! Não aguentei segurar mais as lágrimas e chorei toda a dor que estou sentindo, chorei até não ter mais forças. Terminei meu banho, voltei para meu quarto vesti a primeira roupa que eu vi e deitei novamente ao lado do Knust que nem se mexeu na cama, abracei sua cintura e fiquei pensando no nosso anjinho até Daniel acordar que demorou uns 40 minutos para isso.
- Bom dia minha princesa, já acordada?
- Bom dia meu amor, sim já tem mais o menos 1 hora que eu acordei.
- Como você tá?
- Péssima. - Não aguentei e voltei a chorar compulsivamente.
- É ok foi uma pergunta bem idiota, vem cá não chora. - Ele me puxa para um abraço que me faz chorar mais.
- Eu não acredito que íamos ter um filho e ele se foi, nós não vamos ouvir seu coraçãozinho, fazer planos para nós três, ouvir ele dizer papai ou mamãe, ver ele dando seu primeiro passo, não vamos perder noites de sono com o chorinho dele, nada disso vai acontecer porque ele se foi para sempre e isso tá doendo muito Daniel. - Desmoronei em seu abraço, ele me apertou mais contra seu corpo e chorou comigo.
Ficamos assim por alguns minutos.
- Vem amor, vamos superar isso juntos e agora você tem um monte de coisas pra resolver. - Ele diz se levantando.
- Knust me responde uma coisa?
- O que você quiser amor.
- Você sabia que o Pedro é meu irmão? - Pergunto já sabendo a resposta.
- Sim eu sabia, mas não te disse nada porque é um assunto que não me desrespeita e a obrigação era dele de te contar.
- Entendi. - Ele tem razão.
- Tá brava comigo?
- Não, você tem razão.
Ele deu um sorrisinho e me puxou para fora do quarto, descemos e encontramos meu primo deitado no sofá com cara de tacho.
- Bom dia. - Falei e fui para a cozinha.
Dois minutos depois os dois apareceram na cozinha e se sentaram na mesa enquanto eu terminava de por as coisas do café na em cima da mesa, terminei e me juntei a eles na mesa.
- Tu ta brava comigo? - Meu primo me pergunta na maior cara de pau.
- E eu tenho motivos para isso Pedro? Só porque você sabia que eu não era filha daquele monstro, irmã do Doisp e não me disse nada e por conta dessa confusão toda que eu acabei descobrindo da pior maneira eu perdi um bebê que eu nem tinha certeza que esteva aqui na minha barriga, isso é motivo para eu estar brava com você Pedro? - Despejei segurando o choro.
- É eu vacilei. - Eu não acredito que depois de tudo isso a unica coisa que ele tem pra dizer é que vacilou.
- Você é um escroto mesmo Baviera.
Virei as costas e fui subindo para o meu quarto, perdi até a fome.
- Amor volta aqui. - Daniel subiu atrás de mim.
- Knust, por favor agora não, eu quero ficar um pouco sozinha no meu canto. - Falei e me tranquei no quarto.
Não aguentando mais segurar as lagrimas eu sentei no chão encostada na porta e chorei, chorei tudo. Eu juro que to tentando ser forte mas ta difícil, minha vida mudou completamente e eu não to conseguindo acompanhar essa porrada de coisas ao mesmo tempo, isso ta me sufocando cada vez mais e eu só consigo pensar em uma coisa, mas eu tenho que ser mais forte que ela, eu não posso deixar ela me dominar outra vez. Eu preciso conversar com alguém agora, antes que seja tarde.
Peguei meu celular e disquei o numero da Lorena.
Ligação Gêmea chamando...
Caixa postal...
Brubs chamando...
Caixa postal...
Martins (Vulgo Chaminé 💨) chamando...
Caixa postal...
Mais que droga ninguém me atende, deve ser o destino mesmo, eu cansei de ser forte o tempo inteiro, eu tentei resisti mas ela foi mais forte que eu dessa vez, parabéns gilete você venceu! Fui até o banheiro e peguei meu estilete que estava escondido no fundo do meu armarinho de banheiro. Voltei para o quarto sentei no chão e fitei o estilete por alguns minutos, escondi ele debaixo do tapete e sai em direção a cozinha.
- Ei Lu vamos conversar por favor.
- Agora não Doisp, ou melhor dizendo irmãozinho. - Minha voz saiu meio embriagada por conta do choro.
Você ta chorando? Por favor não chora, vem aqui. - Ele tentou se aproximar mas eu me afastei e fui para a cozinha.
Ele desistiu de vir atrás de mim, até prefiro porque assim não preciso dar explicações. Peguei a garrafa de velho barreiro do meu primo, que estava escondida no fundo do armário e voltei para o meu quarto. Abri a garrafa e dei o primeiro gole, que desceu queimando, mas nesse momento eu não sinto mais nada, não sinto dor, medo, raiva, absolutamente nada.
Peguei novamente meu estilete e fiz o primeiro corte no braço e aquilo foi o estopim para que eu começasse a me cortar sem parar, a cada gole na cachaça mais cortes, eu já estava enxergando as coisas de uma maneira turva por conta das lágrimas e do álcool, tudo que eu conseguia ver era uma poça gigantesca de sangue em mim, de repente tudo começou a girar e eu comecei a me sentir cada vez mais tonta e fraca.
Meu celular começou a tocar sem parar, com muito esforço eu me arrastei até ele e atendi sem nem saber quem era.
Ligação on:
- Luiza tá tudo bem?
- Não. - Respondi com dificuldade e sem saber quem era ainda.
- Você bebeu? Tá passando mal, tô começando a me preocupar.
- Eu não consegui ser forte dessa vez, ela me venceu, me perdoe mas talvez seja melhor assim. - Foi a última coisa que eu consegui dizer antes de tudo apagar.
- Luíza?
...
- Por favor para de graça e responde.
...
- Puta que pariu.
Ligação off.
Capítulo cheio de emoções, será que esse é o final da nossa querida Luíza?
Meus amores mil perdões pela demora, to muito sobrecarregada esses dias mas juro que vou tentar arrumar um tempinho pra postar com mais frequência.
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O Tempo Dirá.
Novela Juvenil- Eu não aguento mais isso aqui. - Já que tá ruim vai embora Luiza! - É isso mesmo que eu vou fazer querido pai... Luiza uma jovem de 17 anos que mora em São Paulo com seu pai desde que sua mãe morreu a 3 anos atrás. Sua relação com seu pai não é...
