Capítulo 34

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Doisp

Corremos até ela que estava desacordada no meio da rua que por sorte não estava movimentada.

- Luíza acorda por favor não faz isso comigo. - Eu já estava desesperado.

- Que porra aconteceu aqui, amor acorda para de graça. - Knust sacode ela.

- Balança ela não filho da puta, eita porra gente ela tá sangrando. - Baviera fala se desesperando.

Knust saiu correndo e parou um táxi que tava passando, eu peguei ela no carro e entrei atrás com ela e o Daniel. O motorista foi dirigindo rapidão até o hospital mais próximo.

- Valeu aí irmão. - Bavi pagou e entramos correndo no hospital com ela.

- Seja forte pequena por favor não me abandona agora.

Uns enfermeiros enfiaram ela numa maca e a levaram para um corredor restrito.

(...)

Já se passaram 3 horas e nenhuma notícia da minha irmã ainda, a gente ligou para o pessoal e em menos de 30 minutos Bruna, Lorena, CT, Pablo, Pelé, MZ, Chris, Rasta e Xamã estavam aqui.

- Doisp, Knust se vocês continuarem a andar de um lado para o outro vocês vão afundar o chão e não vão resolver nada. - Lorena diz calma.

- Eu vou lá fora fumar.

Sai antes de ouvir qualquer resposta, fui para a área de fumantes do hospital e acendi meu cigarro e descontei toda a raiva do meu dia nele. Eu sabia que eu deveria ter invadido a porra daquele apartamento e ter arrancado ela de lá e ter contado a verdade pra ela, namoral ela deve ta me odiando agora, eu juro que se acontecer alguma coisa com ela jamais me perdoo. Fumei 2 cigarros e voltei para dentro me sentei e fiquei esperando notícias.

- Família de Maria Luíza Lima?

Nos levantamos rápidos e caminhamos até o médico.

- Sim somos nós. - Bavi respondeu.

- Ela está bem e consciente, o desmaio ocorreu por conta de algum stress excessivo que ela passou.

- Graças a Deus. - Bruna falou feliz.

- Mas tenho uma triste notícia.

- E qual seria doutor? - Eu perguntei.

- Infelizmente não conseguimos salvar o bebê, ela já chegou aqui tendo aborto espontâneo e por ser uma gestação de apenas 5 semanas e ela ser nova, o bebê não resistiu. A senhorita Maria Luíza já está liberada para visitas, eu sinto muito aos familiares.

Ele sai e todos olhamos para o Daniel, que estava sentado com as mãos na cabeça chorando.

- Eu não acredito que tu engravidou minha irmã. - Eu ia parti pra cima dele, mas a rapaziada me segurou.

- Porra Pedro Paulo! Agora não é hora disso. - Pablo me afasta.

Porra minha irmã tava grávida, eu não tô acreditando nisso.

- Mano ela tava esperando o filho meu, e ele morreu cara, sem eu ao menos ter conversado com ele uma única vez, sem ouvir nenhuma vez o quanto ele ia ser amado, eu não tô acreditando que eu ia ter um filho com a mulher da minha vida, ele ia ser o fruto do nosso amor. - Ele diz chorando muito no ombro da Bruna.

- Gente eu sei que o clima ta pesado, mas a Luíza tá sozinha e deve ta sendo difícil pra ela, quem vai primeiro? - Ct Perguntou.

- Eu vou! - Knust diz.

Todos concordaram e ele foi.

Knust

Eu tenho que ser forte por mim e por ela, mas tá foda eu tinha quase certeza de que ela tava grávida.

Parei na porta do quarto respirei fundo e entrei, Luíza estava deitada com a cara inchada de choro e com um olhar vazio.

- Oi meu amor. - Sentei do lado dela.

- Daniel me diz que tudo isso aqui é um pesadelo e que eu vou acordar do seu lado no Rio carregando nosso bebê? - Ela começa a chorar.

- Oh minha nega não chora, infelizmente não é um sonho ruim, mas essa fase ruim vai passar eu te prometo amor.

- Amor nosso bebê morreu e eu não tive nem tempo de dizer que mamãe e papai estavam felizes por saber que ele estava aqui, que ele seria o nosso amor maior para sempre. Eu nunca vou saber como ele era, se ele teria suas feições ou as minhas, nunca viu ouvir ele dizendo mamãe ou qualquer outra coisa porque ele morreu e eu não pude fazer nada para impedir. Daniel tá doendo muito. - Ela chora mais alto e aperta seu corpo contra o meu num abraço doloroso.

- Ei amor vamos enfrentar essa barra junto, eu sei que não tá fácil pra gente mas temos que ser forte e seguir em frente, Deus sabe o que faz, só quero que saiba que eu te amo muito e sempre estarei do seu lado e tenho certeza que da onde nosso pequeno estiver ele vai olhar por nós.

- Eu te amo. - Ela diz e me abraça.

- Amor tem uma porrada de gente querendo te ver e se eu não for logo eles vão ficar bem putos. - Dei um selinho nela e sai.

Voltei para sala de espera e todos me olharam angustiados.

- Como ela tá?

- Péssima Lorena.

O pessoal foi entrando aos poucos e não demorou muito para o médico voltar e pedir para o Baviera assinar a alta dela, ele foi lá assinou e voltou em silêncio com ela, chamamos os táxis, pegamos nossas coisas no hotel, encontramos o resto do pessoal e voltamos para o Rio com o ônibus mesmo o clima estava bem pesado a viagem inteira.

Luíza, conseguiu dormir um pouco no meu peito, enquanto eu não consegui pregar o olho. Depois de quase 9 horas chegamos no Rio, cada um foi para suas casas e eu fui para o dia Baviera com ele e a Luíza.

- Eu não estou nenhum pouco bem agora, mas ainda temos que conversar Baviera e assim que eu me sentir preparada vamos ter essa conversa.

- Tudo bem, eu entendo.

- Amor eu já vou indo, vê se descansa tá?

- Amor dorme aqui comigo hoje por favor? - Ela me pede com os olhos marejados, aí não tem como dizer não.

- Durmo sim, agora vem que você precisa descansar, muitas emoções para um dia só.

Puxei ela para seu quarto.

- Vamos tomar um banho e dormir?

- Vamos sim nego.

Entramos no banheiro dela e tomamos banho juntos, terminamos e voltamos para o quarto, ela vestiu um blusão meu e eu coloquei uma cueca que estava na gaveta dela.

- Como eu queria que fosse tudo mentira. - Ela diz tristonha.

- Eu também vida, mas agora é bola para frente e pensar no futuro, só não se esqueça de que te amo muito e sempre vou tá com você.

- Eu te amo amor. - Ela diz e se encaixa no meu peito, faço cafuné na cabeça dela, até ela pegar no sono. Não demora muito e o sono me toma por inteiro.

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