Daniel
Já se passou exatamente 1 mês, o tempo que o medico deu para a Luíza voltar venceu hoje e ela não demonstrou nenhuma melhora, daqui a pouco eu vou para o hospital com o Doisp, Baviera, Bruna, Lorena, Lívia e o Luan, não vou muito com a cara dele mas não posso negar que ele é um amigo fiel, foi no hospital quase todos os dias ver como ela estava e aparentemente ele ta bem abalado também. Neste momento estou indo para casa do Baviera de onde todos vão sair.
Acabo de chegar aqui e o clima ta bem tenso, estamos apenas aguardando a Bruna e a Lorena chegar para irmos ao hospital.
- E ai Pedro como você ta?
- To péssimo Knust! O hospital me ligou cedinho falando que eu tenho que ir lá hoje assinar para eles desligarem os aparelhos, mano você tem noção que eu vou ta assinando o consentimento de deixar ela morrer, de desistir da vida dela. - Ele começa a chorar consequentemente me fazendo chorar também.
- Calma cara, sua irmã é forte eu sei que ela vai resisti, logo mais ela ta aqui com a gente, tenha fé Deus e os Orixás tão cuidando dela.
- Você tem razão irmão, as meninas chegaram bora?
Respirei fundo e assenti.
Nos dividimos nos carros e fomos, chegamos em 20 minutos, o Doisp foi atrás do médico e nós começamos a ir visitar ela de um e um.
Finalmente chegou minha vez, entrei no quarto e ela continuava do mesmo jeito, isso me dói tanto.
- Amor por favor não me deixa, tu é a luz da minha vida tá ligada? Se você for embora eu não sei se sou capaz de suportar, sem ti nada mais faz sentindo, por favor volta pra mim eu juro que vamos construir uma família linda e você vai ser a mulher mais feliz do mundo. - Abracei ela e não controlava mais as lágrimas que desciam como cachoeira no meu rosto.
Ela nem se mexeu.
- Eu te amo muito amor e amarei pra sempre.
Levantei e sai do quarto, pois Doisp e o médico já estavam na porta esperando para poder desligar os aparelhos, e sinceramente eu não quero ver isso.
Voltei para a sala de espera e todos estavam em silêncio, cada um sofrendo da sua maneira. Me sentei na cadeira e fiquei pensando em tudo que passamos juntos, nossa história não pode acabar assim eu não aceito.
Fiquei perdidos em meus pensamentos por muito tempo, até que Doisp volta chorando muito que me fez levantar no pulo.
- O que aconteceu mano? Me diz? - Baviera entrou em desespero.
- E-ela não r-reeistiu, minha irmã se foi, minha pequena se foi para sempre ela não volta mais. - Ele tentava falar em meio às lágrimas.
Meu mundo desabou, isso não pode tá acontecendo, ela não me deixou isso não é possível.
- NÃO, ISSO NÃO PODE SER VERDADE. - Cai de joelhos no chão chorando totalmente despedaçado.
Todos estavam em estado de choque, a Bruna foi levada pra uma sala para ser medicada pois começou a passar mal, Lorena e Lívia estão chorando abraçadas, Luan saiu daqui que nem um furacão e não sabemos pra onde ele foi, Baviera tá se culpando por tudo que aconteceu, Pedro chora sozinho no canto dele e eu estou aqui no chão chorando por ter perdido o amor da minha vida.
- Minha nega me deixou, ela não conseguiu se forte, porque Deus? Por que ela? - Eu sussurrava em meio as lágrimas.
- Licença, eu sei que é um momento difícil pra vocês, mas preciso que dois de vocês me acompanhe para resolver a papelada para liberar o corpo para o IML e começar acertar as coisas do enterro.
Eu ainda não tô acreditando que ela morreu, que eu não vou ver mais aquele sorriso lindo ao amanhecer me dando bom dia, não vou ver o brilho único que só ela tem nos olhos, eu amo tanto ela, eu não vou aguentar viver sem ela, minha felicidade, vontade de viver morreu junto com ela.
O Baviera e o Doisp foram resolver essas coisas do enterro e eu fiquei parado no mesmo lugar sem reação alguma.
- Força cara, tu precisa ser forte eu tenho certeza que a Luíza não iria querer ver você assim.
- Porra Pablo ela se foi para sempre, eu não vou suportar continuar sem ela, ela era o amor da minha vida, tá doendo muito cara.
(...)
- Knust? Knust porra! Acorda Daniel.
Despertei no susto e respirei aliviado em perceber que tudo isso foi apenas um pesadelo.
- Que foi Baviera, alguma notícia?
- Sim mano ela reagiu depois que desligaram os aparelhos, ela acordou porraaaaa.
- Cê tá de brincadeira comigo? - Levantei felizão.
- Claro que não pô, depois de alguns minutos sem os aparelhos ela reagiu.
- E cadê ela?
- Tá sendo examinada agora pelos médicos.
Meu Deus que felicidade, obrigado por devolver minha princesa, só de lembrar daquele pesadelo tenho arrepios.
Estamos umas 2 horas esperando notícias, acho que vou ter um troço aqui de tanto esperar, mas o pior já passou.
Luíza
Acordei numa sala branca e bem iluminada. Onde é que eu tô? E que porra de gosto horrível na minha boca é esse?
- Boa tarde senhorita Luíza, como se sente? - Um cara de jaleco branco me pergunta, aaah estou em um hospital.
Pera hospital? Que merda ti fazendo aqui.
- Boa tarde, estou sim e o que eu tô fazendo aqui no hospital mesmo?
- Você estava em coma senhorita.
Oi? Como é que é?
- Coma? Como assim? Por quanto tempo eu fiquei em coma?
- Você ficou 45 dias em coma.
- Meu Deus tô passada.
- Seus familiares estão aqui e querem te ver, tudo bem?
- Não espera! Eu preciso de um banho primeiro.
- Ok, quando estiver preparada me chame por favor.
Concordei com a cabeça. Achei uma sacola com roupa minha perto da cama, peguei a sacola e fui para o banheiro do quarto, tomei banho, escovei os dentes porquê eu estava necessitando urgente, penteei os cabelos e voltei para o quarto onde se encontrava uma enfermeira.
- Tudo pronto para ver sua família senhorita Maria?
- Sim, e por favor não me chame de Maria prefiro apenas Luíza, tudo bem?
- Como quiser, com licença.
Ela saiu do quarto e eu estou muito ansiosa para ver quem tá aí, mesmo que pra mim não tenha tanto tempo, pra eles devem ter sido uma eternidade.
Hahaha pegadinha do malandro.
VOCÊ ESTÁ LENDO
O Tempo Dirá.
Teen Fiction- Eu não aguento mais isso aqui. - Já que tá ruim vai embora Luiza! - É isso mesmo que eu vou fazer querido pai... Luiza uma jovem de 17 anos que mora em São Paulo com seu pai desde que sua mãe morreu a 3 anos atrás. Sua relação com seu pai não é...
