Para Holly McCoy, sua independência é o certificado de que ela não se tornou como a sua mãe, casada por interesse com um cara rico. Mas para sua progenitora, e o resto da população da Big Apple, ela é, sem dúvidas, uma das garotas mais sortudas de N...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Holly McCoy
Me espreguicei na cama, ainda sonolenta me recordo que Cameron dormiu aqui e assim, toda a noite de ontem me veio em mente, e não foi como eu gostaria que realmente fosse. Espalmo a mão ao meu lado na cama e sinto ela vazia, instantaneamente abro os olhos, vendo que ele não está aqui. Me sento rapidamente, um pouco atordoada, me perguntando pra onde ele foi.
Sinto um alívio quando surge na porta no mesmo instante em que havia pensado em sair a sua procura. Ele está com uma bandeja em mãos, vindo em minha direção. É impossível não abrir um sorriso com o gesto, é como se Cameron não fosse dessa realidade e me alegro em saber que ele não é como os outros.
— Bom dia. — abre um sorriso ao colocar a bandeja na minha frente e noto que tem uma rosa entre as comidas. — Como se sente? — seus dedos tocam meu rosto, afastando meu cabelo para trás das orelhas, fecho os olhos sentindo seu toque.
Pego a rosa.
— Muito melhor agora. — estou sorrindo, parece que uma dose de dopamina tomou parte do meu corpo.
— Fiquei preocupado em como você estaria hoje pela manhã. — ele está sentado agora, de frente para mim com aquele olhar que sempre me faz sentir única. É estranho se sentir assim quando a opinião vem de alguém que não é você, nunca tive muitos problemas com auto estima, mas o jeito que Cameron te olha parece que você é algo extremamente raro que ele não se cansa de admirar.
Pego um pãozinho e dou uma mordida, não quero pensar muito em ontem à noite, mas é meio inevitável.
— Bom... Eu queria sua opinião profissional sobre o que aconteceu ontem.
Cameron parece um pouco desconfortável agora.
— Como médico cardiologista? — ele pergunta sério, mas acabo rindo.
— Não, como um profissional da área médica.
Ele fica um momento em silêncio.
— Imagino que apenas com o tempo ele possa superar esse término, isso não faz nada bem para os dois. Era evidente que ele precisava de terapia e talvez com o tempo ele possa se libertar disso. Você está seguindo em frente e ele não consegue aceitar isso.
— Tem vezes que não sei se ele sempre foi assim durante toda a relação ou apenas vim perceber isso agora. — desabafo, pensativa.
— Bom, o que importa é que agora você está saindo disso. — Cameron diz, mostrando-se um pouco aliviado.
Uma lembrança me vem à mente.
— Cameron, eu queria te perguntar uma coisa... — ele olha pra mim. — Por que o Vince chamou o seu pai de criminoso? Ele sabe?