capítulo três

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Holly McCoy 


Eu estava me sentindo extremamente confortável com o Vince ao meu lado, tínhamos ido dormir tarde e era segunda-feira, dia de ir para a agência trabalhar. Me sentei na cama, com os cabelos super bagunçados, podia sentir a luz do sol entrando pela janela, esquecemos de fechar ontem e posso ver toda a Nova York acordando daqui.

Fui ao banheiro e fiz minha higiene matinal, quando saí, Vince estava sentado na ponta da cama com o celular no ouvido, falando com alguém. Seu cabelo estava uma bagunça e a barba deixava seu rosto relaxado e contornado, de alguma forma. Passei para o closet e escolhi uma roupa para ir trabalhar, junto com um salto. Não sou do tipo que usa vestido todo dia, não gosto muito, então sempre uso alguma calça e de sobra coloco um salto para ser levada a sério, não que eu não fosse.

Não queria preparar nada então resolvi passar numa padaria que vende os melhores doces para se comer logo ao acordar (contém ironia). A Stella surtaria se soubesse disso, e todos os dias agradeço por não morar na mesma cidade que a minha mãe, já a Isobel deve sofrer horrores, coitada. A nossa mãe sempre foi paranoica com essas coisas de alimentação e quando eu era criança só comia doces quando eu saía com meu pai ou na época em que morava com ele.

Ao pisar os pés na calçada, pois eu iria andando até a agência que era no próximo quarteirão daqui, senti meu celular tocar e sorri ao ver a tela, que mostrava uma foto minha e do meu pai na última vez que nos vimos, há mais ou menos um mês atrás. Atendi a ligação, animada, a gente se falava sempre que possível, porque meu pai tinha uma vida muito agitada por conta do trabalho.

- Bom dia, coelhinha! - ri ao ouvi-lo me chamar do apelido de quando eu tinha 9 anos de idade.

- Bom dia, pai. Acho que esse apelido não cai muito bem já que daqui há dois meses eu faço 26. - pude ouvir sua risada do outro lado, ele sempre me chamava com esses apelidos todas as vezes que nos falamos.

- Você tem razão, mas não consigo pensar que você cresceu. - eu me aproximei da padaria e dessa vez não ela estava tão cheia como de costume.

- Eu cresci, mas amo você da mesma forma de quando eu era criança. Nada mudou. - respondi olhando os doces atrás do vidro, eu sempre ficava indecisa, porque eu simplesmente amo doce. - Donut de red velvet, por favor.

- Sua mãe nem sonha que você come isso escondido, né? - ele falou do outro lado da linha.

- E nem vai saber. - respondi brincando.

- Como estão as coisas entre vocês duas? - perguntou sério dessa vez. Não era nem novidade que não somos próximas da mesma forma que eu sou do meu pai, acho que a última vez nos falamos foi quando uma revista inventou uma história de que eu e o Vince teríamos terminado. Ela ficou desesperada porque acha que uma mulher só pode ser feliz se tiver um homem rico que garanta sua vida estável, já que ela não acredita que eu possa me sustentar sozinha. Ela é a prova viva disso, porque é casada com um homem muito rico e não é feliz porque ela não o ama, mesmo que tente enganar.

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