Tiffany, a Mãe

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O encontro de início de inverno certamente ficaria na memória do garoto quileute para sempre. Acordar sentindo as carícias de Andy em seus cabelos fora a melhor coisa que poderia lhe acontecer, e saber que sua presença doce era um calmante natural para seus problemas apenas complementava o quanto ela lhe fazia bem.

Nos dois dias que se sucederam o bando o procurou, pedindo que retornasse a ativa e que participasse da reunião que teriam dentro de poucos dias. Nenhum pedido de perdão foi ouvido por parte dos alfas, mas, assim como a ruiva cogitara, Paul e Quill se desculparam mais de uma vez pelo transtorno que ajudaram a causar, pedindo humildemente por remissão... O Call os perdoou, no fim das contas, e, mesmo sentindo que sua amizade não seria mais como antes, estava feliz por tê-los novamente ao seu lado.

O tempo passou mais rápido do que Embry gostaria. Uma semana se ocorrera e ele não conseguira fazer nada para que Andy o notasse. Precisava urgentemente se esquecer do acontecido com os lobos quileutes ou perderia o prazo que ele mesmo estipulara.

― Não estamos andando muito hoje para chegar a um simples tronco? – pergunta Andy certa tarde, agarrada ao braço direito do lobo e tropeçando como sempre em seus próprios pés.

― Já estamos bem longe de nossa amiga árvore morta. – Ri. – Porém, estamos bem perto da reserva!

― Reserva? – pergunta surpresa.

― Sim, viramos aqui e... – Pausa, esperando o momento certo para continuar. – Chegamos ao meu lar!

O lobo sorri vitorioso, com olhos brilhantes e visivelmente empolgados com a ideia de levá-la para conhecer sua casa, esperando que, se a ruiva conhecesse suas raízes, talvez entendesse mais sobre ele. Embry encara o rosto feminino com expectativa, mas Andy não parecia tão empolgada, muito pelo contrário, parecia tensa.

― Embry, eu... – Engole saliva, buscando as palavras corretas. – Eu não...

― Já sei – corta ele –, você não pode se sentir surpresa, pois já viu tudo pelas fotos, não é?

― Sim – responde prontamente, sentindo a tensão desaparecer –, é isso mesmo! Desculpe-me, você estava tão empolgado.

Andy morde o lábio inferior tentando dar mais ênfase a sua expressão de arrependimento e acaba fisgando a atenção do quileute que, nem se ele quisesse, se lembraria de ficar chateado. Embry morde o próprio lábio tentando conter o impulso de beijá-la... Ah, se ela soubesse o quanto aquilo mexia com seu imprinting!

― Hoje quero apresentá-la a minha mãe – sussurra ele, tentando controlar-se.

― Me apresentar a quem? – pergunta ela enrijecendo.

― A minha mãe – repete, tentando conter a gargalhada com a expressão incrédula de Andy.

― Acho que isso não é uma boa ideia.

Ela sente seu corpo se arrepiar em protesto, aquilo realmente não era bom. Muitas coisas novas ao mesmo tempo a assustavam, já não era o suficiente levá-la para conhecer a reserva de La Push? Tinha de conhecer a mãe dele também?

Mesmo sem uma resposta final, Embry segura a mão esquerda de Andy e a conduz pela estradinha de terra rumo a sua casa. Por um tempo ela permaneceu inerte, olhando para o vazio como se estivesse totalmente em outro planeta e, de repente, agarrou o braço do lobo, escondendo o rosto no braço de seu casaco enquanto deixava-se ser guiada por ele... Ela finalmente parecia ter voltado a si.

― Relaxe, Andy – brinca Embry, achando graça em suas atitudes. – Minha mãe não é nenhuma bruxa. Ela está ansiosa para conhecê-la – deixa escapar.

Olhos de VidroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora