Capítulo 81

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— Sons de tiro? — Eu me levantei e coloquei a cabeça na parede tentando ouvir.

Realmente, sons de tiro.

Ouvi a voz de Dabi me chamando e sai pela porta na companhia de Tomura.

— Dabi! Cadê você?! — Gritei correndo pelos corredores ouvindo sua voz ficar mais alta.

— Izuku! — Ele gritou correndo em minha direção e me abraçando. — Te machucaram? — Ele perguntou com preocupação.

— Isso não importa agora! Precisamos ir embora! Cadê os outros?! — Falei um pouco mais alto pelos sons de tiro.

— Vem! — Ele pegou na minha mão me levando para os outros que estavam atirando nós capangas do All For One.

Assim que os capangas morreram eles abaixaram as armas e foram ao meu encontro.

— Temos que ir embora agora. — Disse Toga pegando Eri no colo.

— Trouxeram a criança?! — Falou Tomura e eu olhei para eles como uma mãe dando bronca.

— Vamos embora logo! — Disse Kaminari e formos para a saída.

Porém antes que chegasse nós lá uma parede caiu na porta impedindo a gente de passar.

— O que faremos agora?! Essa é a única saída! — Disse Shinsou.

— Tem outra saída. — Disse Tomura.

Todos olharam atentos para ele esperando ele falar.

— Ela passa por todo o bar e por todo o galpão e vai até a sala do All For One, lá tem uma passagem que leva ao esgoto da cidade. — Disse Tomura. — O esgoto leva até o centro da cidade, mas antes de ir precisamos passar na sala de alquimia primeiro.

— Por que? — Disse Bakugou desconfiado.

— Por que o Izuku está sem suas individualidades por causa de uma vacina que All For One aplicou, lá com certeza deve ter um antídoto. — Disse o azulado. — E por aqui.

Ele nos guiou até o segundo andar, subimos as escadas não muito longas e formos até o fim do corredor onde ele abriu uma porta dupla, a sala tinha um cheiro forte de fumaça, o ar parecia bem tóxico.

Lá tinha recipientes com líquidos estranho, uma tabela periódica na parede, siringas, objetos cirúrgicos, folhetos de partes do corpo humano...

Tudo o que uma sala de cientistas tem.

Ele começou a mexer nos armários e compartimentos a procura de um antídoto.

— Deve estar aqui em algum lugar..
Achei! — Ele disse pegando uma siringa com um líquido branco. — Eu ouvi escondido um cara dizer que isso anula os efeitos da siringa pro All For One. — Ele diz orgulhoso se aproximando de mim.

Ele pegou meu pé descanso e o examinou procurando um lugar pra colocar a agulha.

— Se eu não me engano era acima do calcanhar. — Ele aplicou a siringa no meu pé e eu grunhi pela mini dor da agulha.

Do Bem Vem O MalOnde histórias criam vida. Descubra agora