Eu e Dabi estamos caminhando lado a lado, ele segura a minha mão animado.
Enquanto recebíamos olhares de algumas pessoas que pensavam que a gente era uma casal.
Estamos quase chegando na casa da minha mãe só falta duas quadras.
— Esse sol está de matar... Estamos chegando? — Pergunta Dabi um pouco cansado.
— Sim Dabi, estamos quase lá. — Dei um sorriso leve e segurei sua mão delicadamente.
— Meu amor se não pararmos agora eu acho que vou morrer. — Ele faz um drama jogando a cabeça em meu ombro.
— Mas não faz nem dois minutos que saímos! — Eu digo e ele bufa, acho que ele quer passar mais tempo comigo.
É tão óbvio, ele tem muitos ciúmes dos outros então quase nunca temos tempo assim juntos.
Mas nós não temos tempo, minha mãe vai morrer em breve e eu não a vejo faz anos, quero ter pelo menos uma conversa com ela.
— Dabi não seja tão egoísta, te dói todo o tempo do mundo quando voltamos pra casa. — Digo apertando sua bochecha.
— Sinto que estou indo conhecer a sogra. — Ele diz e eu rio baixinho.
Andamos mais um pouco até chegar em uma escadaria com um apartamento no topo.
Aquela era a casa da minha mãe, claro que ela não poderia saber que eu sou um vilão nem que eu sou um inútil.
Então já preparei minhas mentiras, se eu fosse ela gostaria de morrer sabendo que meu filho tem uma boa vida.
Então eu vou mentir... Mas vai ser por uma boa causa.
Subimos uns degraus e Dabi fez seu famoso drama se apoiando em mim por trás.
Resumindo tive que carregar ele.
Aquelas escadas pareciam não ter fim, meus pés já estavam doloridos e eu tinha impressão que iria desmaiar de cansado.
Quando chegamos ao topo joguei Dabi no chão e ele resmungou, o lugar era de madeira mas parecia estar em boa forma, andei até a recepção onde um homem nos atendeu.
Ele parecia cansado e mal humorado, porém nos informou o quarto e o caminho que deveríamos seguir.
Andamos um pouco até chegar em uma porta de madeira, bati nela ouvindo um "pode entrar" bem baixo.
Abri a porta adentrando dentro do apartamento, Dabi fechou a porta e olhamos em volta.
A cozinha era bem cuidada, a sala era bem decorada porém a parede de cimento estragou um pouco, segui o corredor até um quarto com a porta aberta.
Lá estava a minha mãe sentada na cama calmamente com seus aparelhos respiratórios.
— Mamãe! — Gritei indo até ela e a abraçando. — Eu senti tanto a sua falta... — As lágrimas insistiam em descer pelo meu rosto, ela colocou a mão em minha bochecha e alisou.
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Do Bem Vem O Mal
Hayran KurguIzuku Midoriya sempre foi um garoto inocente e alegre, até dizer adeus a sua vida antiga... Sua mente mudou, agora ele é mal e deseja se vingar de quem tem raiva... Esse é o novo Izuku Midoriya.
