Benjamin e Serena se apaixonaram assim que se conheceram, e quando ela descobre algo sobre seu passado, ela desiste desse amor, mas Benjamin não desisti a obrigando a se casar com ele, e depois da violência e opressão que ela sofreu, consegue ser li...
Depois que Serena saiu eu fui atrás dela, mas cheguei tarde, ela subiu na moto do tal Adam, eu fiquei desnorteado, Markus e Victor tentam me acalmar sem sucesso, então me lembrei que havia colocado um rastreador no celular dela, entrei em meu carro e segui a rota que ela fazia. Depois de quase vinte minutos, cheguei ao local, parece uma oficina de lancha, na verdade parece mais um galpão de uma indústria desativada, eu vejo a moto e uma pequena abertura na porta de armazém, entro, ouço vozes em seguida silêncio, quando chego em uma espécie de escritório fechado apenas por um alambrado lá está Serena, ele se aproxima dela, coloca a mão em seu rosto e se inclina para beijá-la e ela parece aceitar, isso me deixa cego, eu tento me controlar para não fazer uma besteira, tentando pensar em algo, e nessa tentativa com meus movimentos de desespero eu bato o braço em alguma coisa que não sei bem o que é, e o barulho acaba atrapalhando o momento dos dois, eles se viram rapidamente, ele bem tranquilo, e ela se apavora, eu fico sem reação e depois de alguns minutos eu falei:
— Fez a sua escolha, agora eu sei que não tem mais jeito para nós dois. Ela vem em minha direção, então vou embora o mais rápido que posso, quando cheguei perto do meu carro, dou um soco no mesmo, e apoio os meus braços e abaixo minha cabeça tentando assimilar o que vi, e nesse momento ouço a sua voz:
— Benjamin, me deixa explicar... o que você viu, não é o que parece...
— Não há o que explicar, eu vi, você ia beijá-lo, isso se já não o fez antes, mas isso não importa mais. Conseguiu a sua liberdade, estou indo para Austrália amanhã, e não sei quando volto, as crianças ficarão aos cuidados da minha mãe, pode visitá-los quando quiser, mas quero que saiba que semana que vem eles viajam com meus pais, já havia falado com você sobre isso, tire esse tempo para arrumar a sua vida, porque está perdida, porém pode fazer o que quiser com ela, não é mais da minha conta. Adeus Serena.
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Então quando seguro na maçaneta da porta, ela segura meu braço, uma tentativa de me fazer parar, eu me solto de seu aperto, abro a porta e entro, ela debruça na janela, e com os olhos marejados pede por favor que eu a escute, mas estou com muita raiva, decepcionado, se eu ficar mais um minuto eu vou machucá-la, então olho para ela, enquanto chora me pedindo para escutá-la, com os braços esticado segurando o volante eu deito a minha cabeça sobre o mesmo, depois novamente olho para ela, dou a partida e vou embora arrancando com carro. Volto ao bar onde estávamos, preciso beber um pouco, o pessoal ainda não foi embora, então passo pela mesa onde estão e vou direto ao balcão, Markus e Victor se aproximam.
— O que aconteceu? Me pergunta Victor. Eu olho para ele e respondo:
— Não aconteceu nada! Vamos beber.
— Onde estava? Me pergunta Markus.
— Eu estava constatando o que sempre imaginei que fosse acontecer um dia. Mas vamos esquecer, quero somente beber. Virei meu copo todo de uma vez e depois pedi mais uma dose.
Eles se sentaram um de cada lado, eu vejo John passando, então me levanto e vou até ele sob protesto de Markus e Victor.
— John! Ele se vira e diz:
— Benjamin. Em que posso ser útil? Eu o encaro e ele faz o mesmo.
— Em nada, não pode ser útil em nada, que ironia, nem me atrapalhar você pode, já que Serena escolheu o Adam sem sobrenome, mirei na pessoa errada.
Ele fica sério, dá pra ver que ficou surpreso também, e depois diz:
— Do que está falando? Eu dou risada e respondo.
— Exatamente o que você entendeu, mas eu não estou aqui para pedir desculpas, por julgá-lo tão mal, você não era nem de longe a pessoa que poderia me tirar Serena, eu me equivoquei.
Virei de costas para ele, e volto ao balcão e peço mais uma bebida, tomo tudo de uma vez e olho para Markus e digo:
— Até a volta amigo, se eu voltar. Mas sei que posso contar com você, caso não volte. Depois me viro para Victor e apenas aperto sua mão, e quando estou saindo, Serena entra e parece bem desesperada. Eu a olho por alguns minutos, e vou em sua direção, passo por ela sem falar nada e sigo em direção a saída, quando ela me segura pelo braço e diz:
— Espera, só um minuto por favor. Então eu me virei e a encaro.
— Seja lá o que for me dizer, tome muito cuidado, porque pode ser um gatilho pra mim.
— Benjamin, eu não ia beijar Adam, eu nunca beijei outra pessoa além de você, eu te amo mais que eu posso amar, eu não quero que vá embora pensando que isso seria possível.
Então eu me aproximo, segurando o casaco em um dos meus ombros e respondo:
— Não foi o que eu vi, e o que vi é o que conta pra mim, então não fala mais nada, porque eu estou muito cansado para ouvir você repetir a mesma coisa, eu preciso descansar antes do voo, e você está me atrasando. Se era somente isso, perdeu seu tempo.
— Benjamin por favor...
— Por favor o quê? Me diz o que quer Serena?
— Quero ficar com você essa noite... eu preciso de você...
Por uns minutos ela quase me convence, então eu vou em direção a porta do estabelecimento, entro em meu carro, e vou para casa. Minha mãe está acordada, conversando com Frida.
— Oi filho, está tudo bem? Minha mãe pergunta.
— Não está! Mais vai ficar, não se preocupem, eu vou me deitar, descansar um pouco. Beijo as duas na testa e subo para meu quarto, e fico pensando nas palavras de Serena, e quase que a seguro pelos cabelos e a trago comigo, mas logo a cena de Adam quase a beijando me ajudou a resistir esse desejo. Demoro a dormir, mas acordo cedo, pedi para deixar o meu jatinho pronto, e sigo para Dublin, quando saí todos ainda dormiam. Depois de horas de voo, chego na Austrália vou direto para a empresa e em seguida ligo para Mariel, combino de me encontrar com ela para jantarmos, eu espero que eu consiga fazer ela muito feliz nesse resto de vida que lhe resta.
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