— Bom dia, Justine. Ela abre um sorriso e logo indaga:
— Bom dia! Por quê, de tanta alegria?
— Vou, me casar. O que acha disso? Digo, e ela expressa surpresa.
— Serena, aceitou enfim? Coloco, minha pasta em sua mesa, e me sento em seguida a sua frente.
— Sim, estou muito feliz, acredito que nada, nem ninguém possa nos, separar.
— Sei... me diz uma coisa, tem algum perigo de você perder a cabeça, sei lá, quero saber...
— Eu sei bem, o que você está querendo, dizer. Não sei, essa resposta, mas farei o possível para que não aconteça, como já tenho feito, não possa perdê-la mais uma vez, eu não sei o que faria se isso, acontecesse.
— Então, não a perca, você está indo bem, eu sei que consegue.
— Ontem, a levei para almoçar e a pedi em casamento, e quando ela aceitou, a minha vontade era de gritar, mas tenho que te confessar, eu ainda tenho muito ciúmes, e o processo está sendo muito difícil, eu não quero machucá-la, é muito importante para mim.
— Benjamin, porque senti uma pequena frustração em sua voz?
— Estava, disposto a passar o dia com ela, pedi a você que cancelasse minhas reuniões, mas ela não pode faltar do estágio, quer saber, a minha vontade era de proibi-la, mas eu consegui me controlar, eu queria ser o primeiro em tudo para ela, porque ela me é. Não quero que isso me arrase, como fazia no passado, eu estou me matando lentamente, para não a ferir, nem com palavras, não quero repetir os meus erros do passado. Quero ser um homem melhor para ela, queria que ela entendesse, que eu só preciso dela, e gostaria de sentir que para ela também é assim.
— Meu amigo, já é muito que está fazendo, isso que está sentindo vai passar, conforme você for entendendo que você é sim para ela tudo, não precisa prendê-la a você para sentir isso. Seu amor por ela, parece sufocante.
— As vezes é assim que me sinto, tudo mudou quando eu a vi, do preto e branco que minha vida se resumia, ficou colorido com ela. E foi tão fácil amar ela, algo que eu não imaginava, foi entregar o meu amor, com um olhar. Tudo estremeceu dentro de mim, o universo escreveu que seria minha. Me, perdi no amor dela. Simplesmente aconteceu, e sou todo dela.
— Queria, alguém para me amar, assim. Eu, olho-lhe e percebo os seus olhos cheios d'agua, então diante do que falou, eu pergunto:
— Acredita que Dylan, não vai te amar? Eu acredito que já está apaixonado, só ele, e você ainda não percebeu.
— Sério? Porquê, ele não demonstra? Pergunta-me com um brilho no olhar, entusiasmada, pela sua expressão, esperava que revelasse, que ele me disse isso.
— Ele, não sabe como fazer, como eu também não sabia, mas ao invés de impor a sua presença, ele prefere fugir, enquanto eu preferia trancá-la dentro daquela casa. Abaixo, minha cabeça, e Justine diz:
— Ei! Você consegue, eu acredito, precisa esquecer o que fez, agora começou tudo novo. Eu, lhe dou um sorriso, pega a minha pasta e falo em seguida:
— Valeu, pela força. Mas, vamos ao trabalho, temos muitas coisas para fazer, Markus ainda não, chegou?
— Não, ele vai demorar um pouco, quer estar no cartório assim que abrir, é sobre aquele edifício precisa lavrar a escritura, pensei que ele tinha te, avisado.
— Sim, mas esqueci. Está bem, assim que ele chegar, pede que venha em minha, sala.
Assim, que entro em minha sala, ouço o meu celular, e fico maravilhado, é uma mensagem te Serena. Dizendo eu te amo.
Eu respondo com a mesma frase, acrescentando" Sempre".
Ouço, batidas na porta, e em seguida Markus entra.
— Bom dia Benjamin, pediu para me chamar? Diz, indo direto pegar um café.
Eu, espero ele voltar e se sentar, e pergunto:
— Como foi? Deu tudo certo?
— Sim, está tudo como queria, porque me chamou?
— Preciso, que dê olhada nesses documentos, e depois me diga o que acha, temos que resolver essas pendências que fomos deixando para trás, sabe perfeitamente que não gosto que nada fique engavetado sem uma solução. Digo, jogando a pasta em sua frente, colocando meu cotovelo no encosto do braço da minha cadeira com uma caneta rolando em meus dedos, e giro a minha cadeira o encarando, enquanto ele abre a pasta e me olha, incrédulo.
— Isso, é sério? Porquê, não vimos isso antes?
— Eu, fiquei enrolado com os problemas que tivemos com a empresa dos Carther, e também Serena me atrasou um pouco.
Ele me dá um sorriso e diz:
— Mas, agora, está tudo bem, não é mesmo? Fiquei, sabendo que vai se casar, só não entendo, porque não fui o primeiro a saber dessa notícia, não voltou depois do almoço ontem, e também não me ligou.
— Pelo visto, Justine já te contou! Eu, fui para casa, fiquei com meus filhos, esperando minha mulher chegar, pensei que passaria o dia comigo depois do pedido, e não foi o que aconteceu, então fiquei um pouco frustrado, não queria voltar ao trabalho, não iria me concentrar.
— Entendo, mas o importante você conseguiu, e com o tempo, ela vai perceber que tem que ficar em casa, cuidando dos filhos e de você.
— É o meu sonho, mas Serena é teimosa, eu quero encontrá-la em casa, quando chegar, e isso não acontece, desde que ela começou a fazer esse, estágio.
— Calma, Benjamin! Foi, difícil reconquistar Serena, se fizer qualquer coisa, pode botar tudo a perder.
— Eu sei, mas nunca mais a deixarei ir novamente, ela é minha, eu preciso dela para viver. E, para viver em paz, a quero ao meu lado o tempo todo, longe de todos que possam tirar ela de mim. Me, levanto e pego um copo, coloco o meu uísque e vou até à janela, tentando me acalmar.
— Benjamin, do que está falando? Eu, me viro para ele, tomando um gole da bebida, e em seguida, respondo.
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O amor e o poder. O retorno
RomantiekBenjamin e Serena se apaixonaram assim que se conheceram, e quando ela descobre algo sobre seu passado, ela desiste desse amor, mas Benjamin não desisti a obrigando a se casar com ele, e depois da violência e opressão que ela sofreu, consegue ser li...
