Benjamin e Serena se apaixonaram assim que se conheceram, e quando ela descobre algo sobre seu passado, ela desiste desse amor, mas Benjamin não desisti a obrigando a se casar com ele, e depois da violência e opressão que ela sofreu, consegue ser li...
O dia anterior foi ótimo, tentei interagir com os meus filhos, eles parecem me conhecer mesmo, mas o que estou dizendo! Eles, me conhecem, eu sou a mãe deles, queria me lembrar deles pelo menos, mas eu sinto carinho por eles, apenas não sei lidar com a rotina de mãe.
Depois do banho eu desço para tomar o café da manhã, Benjamin está sentado tomando seu café com sua mãe, eu me aproximo, ele me acompanha com os olhos, mas nada diz, sua mãe me cumprimenta assim que me vê.
— Bom dia! Dormiu bem Serena? Ficamos preocupados com sua indisposição de ontem.
— Sim, tive uma noite tranquila, na verdade, eu dormi muito bem. Benjamin continua me olhando sem dizer nada. E depois do primeiro gole de café, ele se pronuncia.
— Hoje, você tem médico. Minha mãe irá acompanhá-la, eu tenho uma reunião e não vou poder ir. Tudo bem para você?
— Claro! Sem problemas...
Respondo, sem muito interesse se ele vai me acompanhar ou não.
— Você, não se importa, não é mesmo? Diz, encostando em sua cadeira e me encarando, eu desvio o olhar e sua mãe o interrompe.
— Benjamin, por favor, filho, vamos tomar o café em paz...
— Não se preocupe, eu já estou saindo, preciso correr, estou atrasado. Empurra a cadeira para trás levantando de uma só, pega seu casaco e sua pasta me encarando o tempo todo e sai.
Eu olho, para sua mãe tentando entender o que aconteceu de ontem para hoje, apesar de ter me pedido desculpas por ser grosseiro, hoje volta a ter o mesmo comportamento sem verbalizar é claro, mas sua expressão se tornou dura e fria.
— Serena, assim que tomar o seu café, podemos ir. Diz se levantando.
— Claro! Mas ainda não está cedo? Ela me dá um sorriso e diz:
— Benjamin quer que você faça um ultrassom, então vamos ao neurologista e depois ao seu médico porque ele quer saber se está tudo com o bebê.
— Faz pouco tempo que fiz, ele não está exagerando?
— Sim, acho que ele nasceu exagerado, eu não sei se tive culpa nesse processo, mas Benjamin é diferente de todos os meus filhos.
— Mesmo? Pode me falar sobre ele? Ela, me olha e diz:
— Com certeza! Eu te conto no caminho. Após sairmos, Scarlet me conta um pouco sobre Benjamin menino, diz que era levado, amoroso, porém muito teimoso, sempre foi um bom aluno e bom filho, algumas vezes tinha algumas queixas da escola, em relação a brigas, mas era somente porque defendia os seus irmãos ou amigos, e que as brigas nunca eram diretas a ele.
Após o exame, ela me levou onde Benjamin trabalha, o prédio me pareceu familiar e por um momento eu tive a sensação de já ter estado ali, então eu paro antes de entrar e tento forçar a minha mente até que Scarlet me chama a atenção.
— Serena! Está tudo bem? Eu a encaro e respondo:
— Sim, o que viemos fazer aqui?
— Benjamin, queria te ver e saber sobre o ultrassom antes de voltarmos para casa.
Ao chegamos, logo reconheço a sua secretária, que vem ao meu encontro me dando um abraço caloroso, a qual eu correspondo na mesma proporção.
— O Benjamin, está terminando a reunião e logo em seguida irá recebê-las.
— Obrigada Justine. Diz a mãe de Benjamin e ela lhe dá um sorriso me olhando logo em seguida:
— Quer tomar alguma coisa, um café, um suco, água, enfim...
— Obrigada, estou bem, não se preocupe. Digo e percebo que fica confortável com minha resposta.
— Se quiser comer ou beber qualquer coisa, é só me pedir.
Eu lhe dou um sorriso e me sento, mas assim que fiz isso a porta da sala se abre, e Benjamin sai com quatro homens, se despede deles, e faz sinal com dois de seu dedos, nos chamando para entrar.
Assim que entramos, ele pergunta como foi a consulta, se acomodando em sua cadeira.
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— Está tudo bem com o bebê, e com ela também, o neurologista diz que nada pode ser feito em relação a sua memória, bom tudo aquilo que você já ouviu antes.
— Que bom, eu espero que essa memória dela volte logo, quero minha mulher de volta. a que estava ontem em casa e essa que está a minha frente não é minha mulher, pelo menos não tem os olhos dela.
— Benjamin! O que está dizendo?
— É isso mesmo... Serena tinha ternura no olhar, além de ser cheio de fogo quando se aproximava de mim, os dela são frios e distantes. Diz me apontando, fala de mim como se eu não estivesse presente, então eu me levanto e vou saindo quando o ouço dizer:
— Onde pensa que vai? Eu me viro e o encaro.
— Esperar lá fora...
— Por quê? Me pergunta, fazendo gesto com a mão como se não tivesse entendido, eu dou de ombros e vou em direção a porta, e quando a abro, ele empurra para fechá-la novamente, não sei como ele chegou tão rápido.
— Não me ouviu? Diz ofegante.
— Sim, e não sei o que devo responder.
— Está me fazendo de idiota?? Diz me fuzilando com os olhos.
— Desculpa, não foi a minha intenção, só não sei o que dizer.
— Filho, deixa ela em paz...
— NÃO! Diz, com um grito em direção a sua mãe, e quase me deixa surda e eu fico paralisada.
— Vamos Serena, você consegue, me diz o que sente quando eu me aproximo de você?
— Eu não sei...
— CHEGA! A leve para longe de mim.
— Desculpa, eu queria te responder, mas eu não sei o que...
— Saia da minha sala! Diz, abrindo a porta e me apontando a saída.
Logo Justine se aproxima e me dá um abraço em apoio.
— Eu não sei o que deveria dizer...
E começo a chorar.
— Diz o que sente Serena, somente diga o que sente e isso irá satisfazê-lo, você vai ver.
— Vamos para casa Serena, até logo Justine. Diz a mãe de Benjamin assim que sai de sua sala.
O caminho de volta foi tranquilo, porém o silêncio reinou o tempo todo.