Capítulo 43 - Serena Campbell

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Depois, do acordo firmado com Benjamin, entreguei a casa que alugava, não fazia sentido, mantê-la, conversei com Kelly e Millany, elas não aprovaram minha decisão. Kelly, mas compassiva, enquanto Millany, fez um escândalo, me jogou na cara, todas as coisas que fez para conseguir me tirar das mãos de Benjamin, precisei ameaça-la de romper nossa amizade, se ela não me ouvisse, contei sobre o que eu e Benjamin combinamos, disse que seria sua madrinha com ele, e após se acalmar, ela me abraça, e sei que estava contrariada, Justine apesar de preocupada, percebi uma alegria, de nos ver tentando o melhor caminho para podermos, conviver pelos nossos, filhos. Já, Adam, eu não o vi mais, sei que procurou Kelly e pediu desculpas pelo que fez, colocou a culpa no álcool, não vi John desde que viajou, isso tem uns três meses, sei que já está de volta a Cork, sinto falta dele, é um bom amigo.

Voltei a faculdade, e já se passaram dois meses.

Benjamin, tem se comportado e mantido sua palavra, vejo um esforço enorme, que ele faz, para se manter longe de mim, e tenta ao máximo não me perguntar nada, sobre onde fui, com quem falei, percebo que fica contrariado.

Ele faz terapia duas vezes por semana, quase sempre, depois do jantar nos sentamos e conversamos, nesses momentos eu vejo paz em sua expressão, mesmo assim com tudo que tem feito, acredito que seja cedo para darmos um passo à frente, ele tentou falar sobre o assunto, mas eu evitei, ele entendeu, perfeitamente. Tem, dias que não o vejo, sei que as vezes ele se encontra com os meninos e saem para tomar algo e conversar, e quando isso acontece, fico com ciúmes, mas não pergunto nada sobre, não tenho esse direito, tento manter a serenidade em algumas ocasiões. Quando Kelly e Justine me convidam para sairmos, e geralmente nos encontramos com Benjamin e os rapazes, ele faz tudo o que pode para se manter longe, e eu para não pular na garganta de mulheres que se aproxima dele, mesmo ele dispensando.

Quase todos os sábados e virou, costume, Benjamin leva os meninos, para ver futebol americano, tanto nos treinos e jogos da liga, eu saio com as meninas, vamos á praia, outras vezes tomamos sorvete e até mesmo as compras, elas gostam de maquiagem e de salto, é uma birra quando não satisfaço a vontade delas, mas Benjamin, quando ouve as suas reclamações dá um jeito de comprar, essas são as vezes que discutimos e não chegamos a um acordo.

Após ajudar, Nicoly e Dy, dar o banho nas crianças, descemos para o almoço, o domingo é sempre mesa cheia, como antigamente, e todos nos esperam na sala de estar.

Assim que as crianças vê o pai, correm ao seu encontro, Scarlet, Aira e Dylan, vieram para o almoço, também convidei Kelly, mas ela recusou, disse-me que não ficaria á vontade na casa de Benjamin.

Enquanto, converso um pouco com Scarlet, as crianças fazem a festa pulando em cima de Dylan e Aira, e vejo a alegria de Benjamin os incentivando.

— Podemos, seguir para sala de refeição? Diz, Benjamin me olhando com um sorriso lindo. Eu concordo com a cabeça, e depois de todos tomarem o seu assento, Benjamin pergunta:

— Como está indo à faculdade? Eu fico surpresa com seu interesse, já que ele sempre desaprovou.

— Muito bem! Obrigada por perguntar. Digo, tomando um pouco de água.

— Aira, me disse que vai começar um estágio. Scarlet pergunta-me e Benjamin, me olha e desiste de comer e diz:

— Isso é verdade?

— Sim, eu consegui um estágio, será em uma galeria em Cobh, estou bem entusiasmada.

— Por que, estou sabendo disso, somente agora? Todos, fazem silêncio e me olham.

— Eu, não tenho que te contar tudo o que faço, embora eu ia te falar sobre isso, hoje. Percebo, que seu maxilar trinca, os seus olhos ficam acinzentados, e se mostra indignado com a resposta. Depois, de alguns minutos me olhando, tenta se acalmar, diz:

— Eu, sei que não! Mas, eu pensei que deveria ser o primeiro a saber.

— Mesmo? Porquê?

— Sou o pai de seus filhos, e se vai fazer o estágio, ficará um tempo fora, e isso vai afetar, eles.

— Não vai, posso assegurar. Á tarde, estarei de volta, a tempo para o jantar.

— E, como vai até, lá?

— De carro, eu tenho um, lembra?

— Eu, acredito que isso, não vai dar certo...

Eu o interrompo imediatamente.

— Está, tudo bem-planejado, de manhã, eu tomo café com eles, vou à faculdade, almoço com eles, e tenho uma hora e meia para chegar em Cobh, contando que só leva quarenta e cinco minutos para chegar lá, tenho um estágio de quatro horas, tudo está perfeito, não se preocupe, não vai afetá-los, estarei com eles nas principais refeições, e depois eles têm atividades o dia todo, escolas, as meninas balés, natação e aula de piano, os meninos têm artes marciais, futebol e natação, como vê, eu sei o que estou, fazendo. Todos, continuam comendo em silêncio, então ele coloca o guardanapo após limpar a boca, em cima de seu prato e sem acabar a refeição, ele sai da mesa, com os olhos fixados em mim, eu olho para todos que estão na mesa, e em seguida Scarlet diz:

— Espero que saiba, o que está fazendo, sabe o quanto ele tem se esforçado para deixar você à vontade, mas tenho medo, que isso não acabe, bem.

— Ele, terá que lidar com isso também, e todas as coisas que eu quiser, ou precisar fazer, e o estágio, eu quero e preciso.

— Eu sei, querida, mas ele pode se desestabilizar, sabendo que estará longe de seu, alcance.

— Scarlet, parece que não entendeu ainda, eu estou longe do alcance dele, mesmo estando aqui com ele, ou pensa que o fato de morar aqui, lhe dá o direito de dizer, o que eu devo ou não fazer? Esse, foi nosso acordo, ele aceitou, agora se me dão licença, eu vou me retirar.

Vou até o escritório, a porta está fechada, eu bato duas vezes e ouço a sua voz, permitindo a minha entrada. Ele está de costas, não se atreve a me olhar, então eu me aproxime e seguro em seu braço, chamando sua atenção para mim, ele resiste, mas acaba me olhado, percebo seus olhos vermelhos.


— O que foi? Está assim, pelo estágio, ou por saber que não pode e não deve me questionar?

Depois de alguns segundos, com suas mãos na cintura, ele olha para cima, suspira fundo e depois novamente para mim, responde.

— Sabe, que tenho esforçado, para não a pegar, pelos cabelos e jogar em cima dessa mesa e fazer amor com você... tenho silenciado o meu coração, todas as vezes, que ele grita para que eu, entre em seu quarto à noite, tenho tentado ao máximo, não contratar um detetive e seguir você, aonde vai, com quem conversa, o que faz quando não está aqui perto de mim, sabe o que tem sido meus dias, estar tão perto e não poder beijar a sua boca? Você, não sabe, o que falo com minha terapeuta nas consultas, e o meu desespero para que ela me diga, quanto tempo, falta para minha cura, porque eu sei, que só assim para tê-la de, volta. Não! Você, não sabe e nem se interessa em saber, eu não consigo, ver esse mesmo desespero em seus olhos, nunca ouvi os seus passos, no corredor indo até à porta do meu quarto, e após lutar muito e desistir, porque fez uma porra de acordo, você não tem ideia, do inferno que eu vivo, e vê-la tranquila e sorridente pela casa, me deixa estressado, mas eu me controlo, para não te perguntar, você não me ama?

Nesse momento, vejo lágrimas em seus olhos, e percebo a sua luta para não deixá-las cair, mas em vão. Então, eu me aproxime, ele se afasta e com as mãos erguidas, diz:

— Não, me toque, não me faça quebrar a minha promessa, e ter que começar tudo de novo, com medo, de você não esperar mais por, mim.

— Benjamin, calma, estou aqui. E sempre estarei. Ele me olha, enxuga as lágrimas e diz:

— Por que não sinto? Eu, me aproxime e com minha mão acaricio o seu rosto e respondo.

— Você, não vê o meu coração queimando, e não vê quanto demoro a pegar no sono, torcendo para que abra a porta e me tome em seus braços, e sinta meu corpo tremer, que sinto ciúmes, quando o vejo com outra mulher, conversando, e quando demora a che...

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— Você, não vê o meu coração queimando, e não vê quanto demoro a pegar no sono, torcendo para que abra a porta e me tome em seus braços, e sinta meu corpo tremer, que sinto ciúmes, quando o vejo com outra mulher, conversando, e quando demora a chegar, sou tentada te ligar e perguntar onde está, mas não quer ver o meu desespero, por o seu ser, mais importante, mesmo assim eu vou te, dizer.

Ele, me olha esperando a resposta.

— O meu amor, é fogo mesmo que não possa, ver. É um querer, alucinado, mas paciente. Eu, o amo mais-que-tudo nesse mundo, eu o desejo com o meu corpo e minha alma, eu o quero de volta, diariamente na minha cama, mas eu espero, o tempo que for preciso, para esse amor ser curado, e se me ama e puder suportar, as minhas decisões, saberá como amar assim é, bom.

Ele chora, e eu choro junto come ele, então nesse momento, inconscientemente, ele está com suas duas mãos apoiada na mesa, e com a cabeça abaixada, eu o abraço, e beijo sua cabeça, então o ouço, sussurrar.

— Não quero te perder, faça amor comigo agora, eu preciso sentir você, me deixa beijá-la, por favor? Eu, aperto mais, o meu abraço, e luto comigo para não atender o seu pedido.

Votem e comentem muito. 💋💋💋

Será, que Serena vai ceder??? 


O amor e o poder. O retornoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora