Capítulo 49 - Serena Campbell

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Depois do almoço com Benjamin e o pedido de casamento, ele queria passar o resto do dia comigo, mas eu tive que recusar, não podia faltar, ele ficou decepcionado, dava para ver a frustração em sua voz. Logo depois de quatro horas, eu estou de volta para Cork, e recebo uma ligação, Adam pede para conversarmos, eu tento, encontrar uma desculpa, mas em vão, então marcamos em uma sorveteria bem mais informal, e sem indicar outra pretensão. Espero, alguns minutos e logo Adam chega, parece um pouco chateado, me conta algumas coisas que não deu certo, diz que sente falta de conversar comigo, eu explico que a situação agora difere, que eu e Benjamin estamos fazendo dar, certo, Adam parece inconformado, me dá praticamente um relatório sobre a vida de Benjamin, das mulheres com quem se relacionou, da frieza que dirigia os negócios, e que só estava insistindo comigo porque nenhuma mulher antes de mim o havia rejeitado, e quando ele percebesse que eu estava onde ele queria, certamente, ele iria me deixar, o que me deixou pensativa, afinal, Benjamin é um homem bonito, rico, pode ter a mulher que quiser, e as poucas que eu soube eram mulheres de corpo bem feito, e de rostos lindíssimos, totalmente diferente de mim, que apesar de ser alta, eu sou muito magra, não tenho corpo sexualmente atrativo, apesar de me dizerem que sou bonita, não chego nem aos pés das que Benjamin teve algum relacionamento, em simultâneo, eu fui escolhida para ser mãe de seus filhos, não posso acreditar ser somente por eu ser resistente aos seus caprichos e suas investidas, que fez ele me escolher, eu me desculpo com Adam e digo que preciso ir.

— Serena, eu sei que foi muita informação que ouviu, mas precisa acreditar que esse, cara ele não te ama, o que realmente quer, é que esteja ali a disposição dele, e como se fosse um prêmio, lembre-se ninguém o rejeitou antes, é uma questão de honra para ele e quando sentir que pode ficar tranquilo, ele a trairá na primeira, oportunidade.

— Adam, eu não quero ser indelicada, eu sei que tudo isso que me contou deva ser verdade, mas também acredito que ele me ame, eu preciso te pedir que não me procure mais.

— Penso, que não acredita que está sendo enganada, você sabe que ele tem um apartamento, que mantém para se encontrar com mulheres que ele não quer se, comprometer? Posso te levar até lá.

— Do que está falando? Que apartamento? Onde fica isso? Pergunto, sem entender porque Benjamin nunca me falou sobre o lugar.

— Não sabia? Diz, e dá um sorriso. — Ele, é um hipócrita, porque não lhe pergunta sobre esse lugar, e vamos ver qual será sua resposta.

— Adam, eu preciso mesmo ir. Desculpo-me, e vou embora, sem dar a oportunidade dele, protestar.

Quando chego em casa as crianças estão no jardim com as babás e Benjamin, me aproximo e após beijar e abraçar meus filhos, me aproximo e pergunto porque ele está em casa tão cedo, e sua resposta não me convence, ele me deixa com as crianças, e vai par o quarto, após eu brincar com eles, peço que Dy e Nicole os, leve para o banho e subo também, encontro Benjamin com seu laptop, eu sei que algo está errado, ele diz ser sobre os negócios e novamente não me convence, tomo um banho, em seguida desço para o jantar, nossos filhos estão correndo de um lado para outro com Benjamin, e Dy e Nicole na cozinha preparando o prato deles, rico em legumes, vegetais e proteínas, quando me vê, ele para e me olha por alguns minutos, voltando a atenção para Ethan que insistentemente, puxa a sua calça para que ele continue a brincar, logo após as babás entram, e as acomoda em seus assentos, e Benjamin se aproxima de mim, segura a minha mão e me conduz a mesa de jantar, quando Frida se aproxima eu a convido que jante com a gente, mas ela recusa e diz que já jantou, conversou um pouco e depois se retira nos deixando, sozinhos.

— Benjamin, me fale sobre suas propriedades. Eu pergunto diretamente, ele para imediatamente de comer, me encara e diz:

— Por que, isso agora? O que realmente quer saber? Pergunta-me, com estranheza.

— Exatamente, o que te perguntei, quanto o porquê quero saber, é apenas curiosidade.

— Essa fazenda, a ilha que te levei outro dia, uma casa em Dublin, acredito que seja isso.

— E o apartamento no centro de Cork, não é seu? Ele, fica surpreso em seguida diz:

— Apartamento? Quem te falou isso?

— Não me respondeu! Tem ou não tem um apartamento que você usa para encontros.

— Serena, isso foi muito antes de você...

— E o mantém até hoje, porquê?

— Não sei, eu nem vou lá, e não era somente para encontros, quando ficava até tarde em reuniões, negócios eu ficava lá, para não ter que pegar a estrada a noite, e depois por seu meu primeiro apartamento, comprado com meu dinheiro, não queria me desfazer, é só questão de apego.

— Por que, nunca me falou sobre esse, apartamento? Tinha, intenção de esconder de mim até quando? Percebo, que ele se incomoda, e depois me pegando de surpresa diz:

— Não sei, você também não me conta algumas coisas, não é mesmo? Eu, o olho imediatamente e ele continua: — Vamos, responda! Diz com um tom mais agressivo.

— Do que está falando? Pergunto, sem entender o que ele está se referindo.

— De Adam, e seu encontro com ele, porque não me contou?

— Eu, só estava conversando com um amigo, está me vigiando Benjamin?

— Não! Foi uma coincidência, eu estava passando vi seu carro, achei estar em umas das lojas queria fazer uma surpresa e acabei sendo, surpreendido.

— O que você viu, foi dois amigos conversando, não era um encontro, está querendo desviar a conversa, sobre o apartamento?

— Não! Eu, não me refiro a isso, quero saber, porque não me conta?

— Não queria te chatear, sei que não gosta.

— Não quer, me chatear? E, me enganar, esconder, não tem problema para você?

— Eu, não te enganei, eu só não contei, porque eu não queria estar tendo essa, discussão.

— Estamos, tendo essa discussão porque esconde as coisas de, mim. Diz, elevando o tom de voz e jogando o garfo em cima do prato, e logo em seguida, diz:

— Não quero mais, que se encontre com ele, e nem que vá mais ao estágio, encontre outro aqui em Cork.

— Não pode, me impedir ou me proibir de nada. Digo, enfurecida.

— Posso sim, e já estou fazendo, ou me obedece, ou esquece esse casamento. Diz, e se levanta me deixando sozinha na, mesa.

Então após alguns minutos, tentando entender o que aconteceu, eu me levanto e o encontro na sala de estar tomando uísque, e sua expressão é de alguém que está bem enfurecido, então para evitar qualquer confronto, eu resolvo deixá-lo sozinho e vou em direção a escada, quando ouço sua voz.

O amor e o poder. O retornoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora