Capítulo 50 - Serena Campbell

51 9 1
                                        


O final de semana chega, e como Scarlet, ficou de buscar as crianças, para visitarem Aira em Dublin, fiquei a manhã toda com eles, enquanto Benjamin, está no escritório despachando alguns e-mails, perdida em meus pensamentos, não percebo quando Frida se aproxima.

— Menina, onde estão seus pensamentos? Eu, a olho e vejo um sorriso fraternal.

— Só pensando, eu vou ficar sem meus bebês mais um fim de semana, já estou com saudades. Digo, tentando esconder, como estou apreensiva com a atitude de Benjamin, na noite anterior.

— Eu ouvi, os berros dele, o que aconteceu? Ele, voltou a te magoar? Pergunta-me, e eu não sei o que responder, porém, tento ser mais convincente possível.

— Ele, ficou nervoso, eu penso que está inseguro, com meus estudos e meu, estágio.

— E, seu amigo Adam, é verdade ou não? Eu, abaixo os meus olhos, ela se aproxima, ergue meu rosto para a olhar e diz:

— Eu, sei que ele te ama, nunca o vi tão perdido por outra mulher, já devo ter dito isso em algum momento, sei que você o ama também, passou por cima de tudo o que ele te fez, para tentar novamente, mas tenho que dizer uma coisa. Criei esses meninos, vi cada um deles nascer, eu estava lá, tenho um carinho especial por Benjamin, porque a medida que a adolescência chegava, ele se fechava também, quando conversávamos, sempre me contava o que pensava em fazer quando chegasse a vida adulta, embora Luke ser o mais velho, sempre me pareceu que fosse Benjamin, em sua juventude o vi cada dia com uma mulher diferente, e sinceramente nunca pensei que ele fosse se apegar a alguém, tinha um temperamento difícil, os seus irmãos conseguiam ter uma vida social mais leve, Benjamin não, sempre teve poucos amigos, ou melhor, os mesmos amigos, os que você conhece, nunca retrocedia, quando dava a sua palavra, sempre decidido, nunca era de pensar muito, antes de resolver algum problema seja em qual área fosse, tenho orgulho dele, mas eu sei que depois que te conheceu algo mudou nele, eu sei que tentou vencer o sentimento que tem por você, mas ele perdeu, se me pedisse um conselho hoje menina, eu lhe diria que se não consegue renunciar a coisas que te importa tanto, não deve insistir nesse casamento, ele não vai mudar, embora como havia falado, que algo nele tenha mudado, uma coisa nunca vai mudar, tem que ser do jeito dele. Não, estou falando que deva parar de estudar ou trabalhar, estou dizendo que se isso for ficar entre vocês dois, é melhor pensar direito.

— Por que está me dizendo isso Frida?

— Vou te contar outra história, os pais dele se conheceram quando Scarlet, tinha dezesseis anos, e se apaixonou imediatamente, mas o coração dela, era de outro garoto, quando ela completou dezoito anos, Mike tinha vinte e seis, e o pai dele, já havia dando-lhe o comando de sua empresa, filho mais velho de seis irmãos o único que se interessava pelos negócios da família, sabe como é, o pai dela, viu um marido promissor, quando Scarlet soube que seu futuro praticamente negociado a Mike, ela se revoltou, tentou fugir de casa, trancada dentro dela até que seu casamento acontecesse, bom o fatídico dia aconteceu, se casaram, ela se recusou a ser sua mulher, e sim conseguiu fugir, e entregou a sua pureza ao homem que amava, quando Mike a encontrou, ele a levou de volta, a queria de qualquer jeito, a trancou no quarto, por quase três meses, eu ia visitá-la ocasionalmente, sabia de sua condição, contei ao velho Max, que disse que nada podia fazer.

— Frida, que história triste! E, o que aconteceu depois?

— Mike e Scarlet se tornaram marido e mulher somente após quatro meses de casado, nessa época eu havia me mudado para ajudá-la, acabara de me casar com Joseph, e eu fazia o que podia para impedir que Mike a machucasse, ela se rendeu, porque sabia que nunca ele a deixaria ir, e tiveram filhos, quase um por ano, quando em uma noite, ele chegou de uma viagem de três semanas, o que um homem apaixonado quer quando está cheio de saudades, naquele dia, Scarlet estava decidida a recusar, e foi exatamente o que fez, deixando claro que nunca se apaixonou por ele, pelo contrário, ainda amava a pessoa a quem tinha se entregado, foi uma loucura, julguei que ele a mataria, não pudemos fazer nada, a machucou muito, e mesmo assim, não a deixou ir, e depois desse dia, nunca mais a tocou, mas também, não abriu mão dela, Victória sempre foi apaixonada por Mike, era filha da cozinheira da casa do pai dele, desde adolescência era louca por ele, e depois do casamento, ela veio para a casa deles, naquele dia, aborrecido com que ouvira e sabendo que Victória era apaixonada por ele a procurou e dormiram junto, e o resultado, foi Dylan.

— Scarlet, sempre foi amiga de Victória?

— Nessa época, Victória acabara de chegar, era uma jovem, bonita, reservada, nunca contou a ninguém, quem era o pai do seu filho e Scarlet se aproximou dela, e se tornaram amigas, e quando o bebê estava para nascer, ouve uma complicação, e por medo de morrer, com dores do parto, ela contou a Scarlet que Mike era o pai do bebê, e como você deve imaginar, isso não mudou o carinho e o respeito que tinha e ainda tem por ela.

— Por quê! Scarlet nunca o deixou? Eu sei, que deve ter sido difícil se livrar dele, porque talvez pensasse nos filhos pequenos, mas agora todos tem a sua vida, não precisam mais dela, eles praticamente nem se, vê.

— Scarlet, tentou fugir do homem que não amava, e nunca conseguiu, e quando Mike começou a vê-la apenas como mãe de seus filhos, ela descobriu estar apaixonada por ele, mas já era tarde demais.

— Como assim?

— Ele, nunca mais a tomou em seus braços novamente, convivem, mas não a tem por sua mulher, quando Aira completou cinco anos, em sua festa de aniversário, Mike, a liberou de qualquer compromisso com ele, disse poder ir embora, quando quisesse. Como sabe, ela não foi, ele procurou Victória depois do nascimento de Dylan queria ter um começo com ela, mas o respeito que ela ganhou de Scarlet a impediu de viver esse amor.

— Inacreditável! Como conseguiram, suportar tanto desencontros?

— Eu, penso que nunca superaram, mas vivem da forma que encontraram para se manter unidos, embora mais separados do que nunca.

— E o homem por quem Scarlet, era apaixonada, o que houve com ele?

— A esperou tempo suficiente, insistiu muito com ela, disse que a levaria para longe, que cuidaria de seus filhos, mas Scarlet tinha medo, pelo menos era o que dizia, ela não sabia e demorou muitos anos para perceber, mas eu sabia, que já estava apaixonada pelo pai de seus filhos, então em um inverno rigoroso ele subiu as montanhas e nunca mais voltou, não se sabe o que houve com ele, isso já fazem quinze anos.

— Que triste, Frida! Uma, lágrima acaba escapando dos meus olhos e Frida, conclui.

— Menina, tudo pode ou não acontecer, depende de nós, se quer viver esse amor, essa família, eu sugiro que renuncie a algo, e se não puder, abra mão de Benjamin, não gostaria de vê-la amargurada nessa casa, e nem ele fugindo de você em viagens longas, por não poder ter a mulher que ama nos braços, eu sei que de qualquer forma é uma experiência difícil, alguém vai sair magoado, eu só quero que sejam felizes, tem que escolher se juntos ou separados.

— O que, as mulheres da minha vida, tanto conversam? Eu, não havia percebido quando Benjamin, entrou. Ele, me olha dessa vez, sério ao notar que chorei.

— O que houve? Por que está chorando? E, me abraça, e nesse momento eu o aperto com todo o meu amor e respondo.

— Histórias que Frida conta, são tão... emocionantes! Digo, me afastando e olhando para ele, quando Frida diz:

— Eu, vou ver se as crianças estão prontas e, porque Scarlet está atrasada.

Depois que Frida se retira, ele pergunta:

— O que, ela te contou que a deixou, triste?

— Falou sobre a sua vida, como criou vocês e nunca teve seus próprios, filhos. Ele, me olha por alguns segundos, como se quisesse ver em meus olhos a verdade que minha boca falava. Em, seguida acrescenta:

— Ela, foi a nossa mãe em tempo integral, as minhas frustrações, meus medos e sonhos, era com ela que eu dividia.

— Você, deve amá-la muito! Digo, ele me olha com sorriso de ladinho e diz:

— Sim, eu a amo muito. Sabe, quem mais eu amo muito, e não consigo ficar um minuto sequer longe? Eu, sorrio e ele continua:

— Você, é a pessoa mais importante do mundo para mim, e meus filhos também. Após dizer, me beija, em seguida pergunta:

— E, nossos filhos?

— Já vão descer, sua mãe que está demorando, já ligou para ela?

— Acabei de falar com ela, está chegando, e pensar que eu vou tê-la comigo sozinho nessa casa, os meus pensamentos divagam em loucuras. Eu, aproveito o seu comentário e pergunto:

— Onde, me levou ontem? O que fez comigo, depois da nossa discussão, não foi legal, você apertou o meu pescoço, quer me contar porque fez aquilo? Ele se vira depois suspira fundo e responde:

— Onde eu a levei, prefiro não te contar ainda. Diz, colocando uma mecha de meu cabelo, atras da minha orelha. Eu, estou fazendo o possível para não machucá-la, porém não consigo entender, porque insisti em me afrontar.

— Você, parou ao dizer a você, que faria o que você estava pedindo, sei que a minha negativa, iria descontrolar você.

— Eu, estava no limite, mas eu não queria ter feito aquilo, queria poder conversar e me entender com você, sem causar medo, mas tenho que confessar que quando disse o que eu precisava ouvir isso me, tranquilizou.

Quando, ele termina de falar, Scarlet entra na sala, nos aproximamos e após os cumprimentos, ela pergunta:

— Está, tudo bem, por aqui?

— Claro, mãe! Estamos, todos muito, bem. Então, ela me olha e pude perceber que Frida já deva ter contado sobre os gritos de Benjamin na noite, anterior.

— Que bom! Espero que continue assim, e as crianças? Não, quero pegar a estrada, tarde.

— Já, ofereci o jatinho, mas insisti em ver Heitor, antes.

— Sim, ele também é meu filho, vou passar na casa dele, dar um beijo e vamos para Dublin, seu pai vai nos esperar na casa de, Aira.

— Sério! Não sabia que ele iria também, da última vez que nos falamos ele estava nos, Estados Unidos.

— Ele, voltou para a Inglaterra na terça-feira, e provavelmente, ele virá comigo ao retornamos com as, crianças.

— Está bem, estou mandando dois carros com seguranças para acompanhá-las até, Dublin.

— Não exagera, Benjamin. Diz.

— Não é exagero, estarão juntos os maiores tesouros que eu tenho, não vou arriscar. Ela, dá um beijo nele, rindo e depois me pergunta:

— Ele, te encheu de segurança também? Eu, olho-lhe que está olhando diretamente para mim e diz:

— Ela, é muito teimosa, não quer segurança, mas eu ainda vou convencê-la, que não é para vigiá-la e sim protegê-la.

— Eu, não vejo necessidade, e não quero ninguém atrás de mim, já conversamos sobre isso.

— Vamos, mudar de assunto, e o casamento será para, quando?

— Estamos, esperando você organizar tudo, a data será para daqui a duas semanas. Eu, mal posso acreditar no que ouço, não falamos sobre a data e ele já decidiu.

— Não! Definitivamente, não será daqui a duas semanas, eu vou começar a ver isso essa semana, e depois decidiremos sobre a data, dessa vez quero participar de tudo, não quero ser pega de surpresa como foi da primeira vez. Dessa, vez muito, sério, diz:

— Será, como você quiser desde que seja rápido.

— Qual a, pressa? Já, não estamos juntos?

— Tudo, o que é meu, quero no meu nome, entendeu? Diz, erguendo uma das sobrancelhas.

— Tá! Vamos ao que interessa, chama as crianças, além da saudades, estou com pressa. Diz, Scarlet, para evitar uma possível discussão. E, quando me viro para ir chamá-las as babás descem com elas.

Depois que todos se foram, Benjamin se aproxima, me beija. Após o beijo diz:

— Vamos, subir quero fazer amor com você, agora

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.


— Vamos, subir quero fazer amor com você, agora. Eu, lhe dou um sorriso, seguro sua mão e juntos fomos para o quarto.

Comentem muito e votem.💋💋💋  



O amor e o poder. O retornoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora