Capítulo 35 - Benjamin Sprouse

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Não dormi a noite toda. Serena não sai da minha cabeça, fiz mil planos, para impedir, ela de se casar com Adam, mas todas que me vieram a mente, acabava por eu machucar Serena e matar ele.

Após tomar um banho desço para o café, a mesa está vazia, então eu subo novamente para ver as crianças, que já estão no banho. Então após estarem prontos, descemos todos para tomar o café. Ethan e Joshua pergunta sobre a mãe, e para minha sorte, minha mãe nos interrompe, peço para Nicole e Dy, ir servindo o café deles, assim que eles se afastam, ela diz:

— Serena está na portaria e quer ver os filhos, aliás veio buscá-los. Eu olho para minha mãe e respondo:

— Mas, ela não vai levá-los, pode dizer isso a ela.

— Filho, porquê?

— Não pergunte, se não tem certeza que quer saber. Digo e vou andando quando a ouço:

— Eu quero saber! Porque você faria isso? E não é por ela que estou preocupada, desde que você deu ordem que ela não entrasse mais nessa casa para ver os filhos, enquanto estava na Austrália, imaginei que por ter se casado com Mariel tomara a decisão, mas você não se casou não é mesmo?

— Eu não me casei, e se ela, se preocupasse com os filhos como você, ela não pensaria em se casar com outro! Droga! Estou farto disso tudo, cansado de ter que ficar dando explicações a todos, eu não vou permitir que ela os veja, se quiser pode dizer-lhe, não me importo.

— Por que ela decidiu casar? Não está pensando nos seus filhos, está sendo egoísta, está fazendo isso para magoar Serena... espera aí, não é magoar, é obrigá-la a voltar para você!

— Pense o que quiser mãe, eu preciso que dê o recado a ela. Quando estava indo para a mesa do café, minha mãe me segura pelo braço, me obrigando a parar e olhar para ela, vejo indignação em seus olhos, e com os dentes cerrados ela diz:

— Não pense, que Serena não vai reportar isso ao advogado, vai entrar com petição para poder vê-los! Você está sendo mais que egoísta, está sendo mimado, se quer mesmo, que ela volte, começa a mudar seus planos, porque se não, eu mesma vou entrar com uma petição, para ter a guarda deles, não me provoque Benjamin!

— Serena, não vai conseguir e você também não! O juiz é meu amigo, e amigo do juiz de Dublin, da primeira vez em que Millany entrou com um pedido, eu estava desprevenido, agora eu me certifiquei ninguém vai ajudá-la, e nem a você, então me poupe de seus sermões.

— Benjamin! Como ousa, eu sou sua mãe! Diz e percebo decepção em seu olhar.

— Eu sei, e a amo muito, mas é minha vida, e a dos meus filhos em jogo, eu não posso deixar que a mãe deles se case com outro.

— Então vai obrigá-la a ficar você? Como pode fazer isso! Não sabe dos sentimentos dela, como pode saber se ela vai aceitar?

— Ela não precisa ficar comigo, é somente ela não se casar com outra pessoa.

— É a mesma coisa Benjamin, o que te fez assim tão duro? Tão egoísta, mesquinho, não consigo te reconhecer, e por favor não me fale que é por amor, porque isso não pode ser amor.

— Não mãe, não é por amor, é pela falta dele. Eu sei que está decepcionada, e respeito sua opinião, e não quero brigar e nem ofendê-la, mas tem que deixar eu resolver os meus problemas a minha maneira. Então eu me aproximo seguro seus ombros e olho em seus olhos e continuo:

— Eu compreendo quando fala, que não me reconhece, eu também não me reconheço, é mais forte que eu, a amo muito, e a quero de volta, e sei que seu eu conversar, não vai resolver, eu conversei com ela antes, ela tinha me prometido que me esperaria, e antes mesmo que eu fosse embora, ela estava caindo nos braços de outro, mesmo que seja difícil para você ouvir, e para eu te dizer, a verdade é uma só. Serena, vai voltar para mim, ou nunca mais verá os filhos, pelo menos na Irlanda eu não vou permitir, e entrar com petição de guarda em outro país, ela pode até tentar, e pode demorar muito.

— Está bem Benjamin, e o que eu exatamente falo para ela?

— Que não irá ver os filhos, porque eu não vou deixar, simples assim, agora vou tomar meu café, quero passar a parte da manhã com eles. Por favor, mãe tente me compreender. Dou-lhe um beijo e ela responde:

— Eu compreendo, mas não aceito a forma que está lidando com as coisas, filho ter poder é bom, quando é usado para fazer o bem.

— É verdade! E por mais que não acredite, estou usando o poder que tenho, por um bem maior.

— E qual seria esse bem maior?

— O amor! O amor mãe, que sinto por ela e por meus filhos, é só o que me interessa, nada mais importa.

— Você é quem sabe, eu vou falar com ela.

Depois de uma hora, minha mãe volta, eu já estou na sala lendo as notícias, no meu portátil.

— É de cortar o coração. Serena ficou arrasada, desesperada, me implorou, ficou num estado deplorável, espero que saiba o que está fazendo, essa mulher vai acabar te odiando.

— Me odiando ou não, terá que voltar, eu vou brincar com meus filhos. Victor me chamou não sei ao certo, o porquê. Serena não pode vê-los, espero que respeite minha decisão e acate minhas ordens.

— Eu desisto, já falei tudo o que tinha para falar. Não se preocupe, seus funcionários, nunca desobedecem uma ordem sua, mesmo implorando.

— Eles sabem o que acontece, eu pago muito bem pelos seus serviços, não se atreveriam me desobedecer.

Então após brincar com as crianças nos jardins, as babás os leva para sala de brinquedos, e assim eu entro no meu carro e sigo para casa de Victor.

— Benjamin, que bom que veio, entra, toma algo? Diz Victor assim que abre a porta.

— Um uísque, com bastante gelo, por favor.

— Claro! Só um minuto, senta aí.

— O que precisa falar comigo? Pergunto me sentando em seguida.

— Você é meu padrinho de casamento, precisamos acertar algumas coisas. Diz, e senta á minha frente, e me estendo o copo.

— O que, por exemplo?

— Quem será, o seu par!

— Como assim quem será meu par? Serena obviamente.

— Eu, não entendi!

— Não tem nada complicado de entender Victor, Serena será meu par.

— Mas ela é madrinha de Millany...

— Ela será meu par, avisa isso a sua mulher. Digo tomando o copo todo de uísque, e me levanto em seguida e faço menção de ir embora, ainda de costas, quando ele diz:

— Não complica as coisas Benjamin, vocês não estão junto. Eu não sei o que está acontecendo, descubro que não se casou, mas mesmo assim, a rejeitou no bar do Andrey, ela ficou desolada, o que houve? Vamos, fale comigo! Então eu olho-lhe, sento novamente.

— Olha, se não quiser que eu seja seu padrinho, não tem problema algum, mas se faz questão, tem que ser Serena.

— E se ela não topar?

— Ela vai aceitar, não se preocupe. Digo, tomando o resto do líquido.

— Mas serão meus padrinhos, ela é melhor amiga de Millany, entende que ela não irá permitir, não é mesmo?

— Sim, eu entendo. Então, eu e ela, seremos padrinhos de Millany.

— Mas você é meu amigo! Quero você, Dylan, Justine, Markus e John do meu lado!

— Mas essa ainda, John? Está falando sério?

— Sim, você sabe bem que somos amigos, eu não quero abdicar dele, e nem de você.

— Não há problemas para mim, John ser o seu padrinho, e qual diferença faz, eu estar do seu lado ou do lado de Millany? Vocês dois vão casar separados por acaso? Deixa de besteira, avise a sua namorada, quem será meu par, se ela não me quer do lado dela, vai ter que renunciar Serena, para ficarmos do seu lado na igreja.

— Está bem, não será fácil. E Millany quer os seus filhos para entrarem na frente dela, e Ethan para levar as alianças, sabe bem que é filha única, não tem irmãos e, portanto, nunca será tia, mas tem seus filhos como sobrinhos, então o que me diz?

— Não há problemas, espero somente que eles façam tudo direitinho, são pequenos ainda.

— Fica tranquilo, ela sabe o que está fazendo!

— Está bem, agora preciso ir. Me levanto, e Victor faz o mesmo.

Quando estava indo até à porta, com Victor me acompanhando, a campainha toca e ao abrir., mal posso acreditar, Serena e Adam bem à minha frente. Victor me olha e fica sem ação.

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O amor e o poder. O retornoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora