Capítulo 42 - Serena Campbell

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Á noite está fria e o aquecedor desligado, eu sentada aqui, tentando adivinhar o que Benjamin, vai fazer quando passar por aquela, porta. Eu sei, que não posso esperar algo romântico da parte dele, mas mesmo assim, não consigo odiá-lo, o seu jeito controlador e obsessivo é preocupante, se ao menos ele quisesse mudar, eu certamente o ajudaria.

Ele, entra me tirando dos meus pensamentos, eu me levanto imediatamente, fica parado, me olhando com as mãos no bolso, e em seguida, diz:

— Fique a vontade, pode sentar-se. Ele, segue até a mesa posicionada em frente ao sofá, onde estava sentada com aproximadamente uns dez passos de distância, senta, e com seus olhos fixados em mim, fica em silêncio.

Diante do constrangedor silêncio que se forma eu digo:

— Estou bem, em pé, me diz o que devo esperar de tudo isso? Você, não pretende me deixar presa aqui em sua casa, sabe que não tem esse, direito.

— Eu quero fazer uma proposta, se me ouvir com atenção, sem me interromper, poderemos chegar a um acordo sobre essa situação, que já está insustentável, acredito que seja assim para nós dois, correto? Pergunta-me, arqueando a sobrancelha esperando, minha resposta.

— Concordo! Está insustentável, como eu sei que nada, que eu diga ou faça, vai mudar isso, vendo que você é o único, que toma decisões, e impõe como deve ser tudo, eu decidi, que o melhor é que eu fosse embora, mas se tem uma proposta eu quero ouvi-la, então sigo até a mesa, puxo a cadeira, e me sento, durante alguns segundos nos olhamos, o meu coração acelera diante de seu olhar, penetrante.

— Pensando, nos nossos filhos, e embora eu sei que não irá acreditar, eu cheguei a conclusão, que você não pode ficar ausente eles, precisam de você, assim como precisam de mim, e o meu, ciúmes, egoísmo, está afetando de forma agressiva a eles, eu não quero que pense que terá que ser a minha mulher de qualquer forma, embora terá que morar nessa casa, eu vou respeitá-la, e terá livre acesso, para ir e vir, desde que não negligencie a, eles.

— Espera aí, está querendo me contratar novamente...

— Não é o que estou dizendo, eu quero que eles cresçam tendo nós dois por perto, assim como eu e você tivemos, crescemos junto dos nossos pais.

— Não sei, isso não irá funcionar, você é controlador, agora diz que não, mas vai querer saber aonde vou e com quem, e quando não tiver as respostas, eu vou pagar por isso.

— Serena, é verdade que não a quero, perto de nenhum outro homem, é verdade também que tenho ciúmes até do sol que você toma. Mas, eu quero aprender a lidar com isso, eu não quero que nossos filhos, tenham de perder a mãe, mas não farei nada para obrigá-la, bom corrigindo, vou lutar comigo mesmo, para que isso não ocorra.

— Então, está me dizendo ser um, risco?

— Sim, e sinto muito por isso, mas corre um, risco.

— E se eu não, aceitar? Vai me permitir ver os meus, filhos?

— Por isso, que seja chama acordo, esse é meu único critério, que volte a essa casa, e que me ajude a superar e talvez me, perdoar.

— Podemos, fazer isso, sem precisar eu morar aqui...

Ele, se levanta contrariado, ficando de costas para mim, e passando as mãos pelos cabelos, e indignado, me olha e diz:— Não é capaz, de ceder pelos nossos, filhos? Não vê, que estou cedendo? 

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Ele, se levanta contrariado, ficando de costas para mim, e passando as mãos pelos cabelos, e indignado, me olha e diz:

— Não é capaz, de ceder pelos nossos, filhos? Não vê, que estou cedendo? 

O amor e o poder. O retornoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora