Capítulo 40 - Serena Campbell

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Após conversar com Benjamin, eu me deito um pouco para descansar e acordo com o celular tocando, vejo as horas e percebi que dormi à tarde toda, e são quase seis horas, eu atendo o celular, sem ver quem estava ligando, e ouço Adam do outro lado, bêbado, dizendo que irá se jogar no rio Lee e ouço ao fundo sirenes tocar, em simultâneo, muitas vozes, eu não sei o que pensar direito, mas depois de alguns minutos eu me convenço que não é uma encenação, então eu dou uma ajeitada na minha aparência e desço, encontro Kelly na sala e conto-lhe o que estava acontecendo, então ela me acompanha. Quando chegamos ao local, estava cheio de gente, a polícia e o corpo de bombeiros tentando fazer ele desistir de pular dali, eu me aproximo e tentam me impedir, de passar um cordão de isolamento. Então eu explico quem sou, e um dos bombeiros ouvindo, permite a minha aproximação.

 Então eu explico quem sou, e um dos bombeiros ouvindo, permite a minha aproximação

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Rio Lee - Cork - Irlanda Norte

— Você é Serena? Eu confirmo com a cabeça, em seguida o bombeiro se aproxima da ponte e diz:

— Adam, sua namorada está aqui. Eu estranho o que o homem fala, mas fico quieta, e Adam está de costas, ameaçando pular. Então, olha para a nossa direção, e quando me vê, ele grita:

— Serena, me perdoa, eu te amo, casa comigo! E todos em volta gritam: casa! Casa! Ouçam uns gritar, perdoa ele, e outros aceita o pedido, e ainda outros, ele te ama. Eu passo a maior vergonha, mas me controlo, e chego bem perto dele, ele se desiquilibra e as pessoas gritam, eu me assusto. Então eu falo, baixo para que somente ele ouça:

— Adam, por favor, desce daí, vamos conversar na minha casa. Ele, abaixa e diz:

— Só, se você me perdoar. Eu, concordo com a cabeça e depois estendo a minha mão, para que ele a segure e digo em seguida:

— Eu perdoo, então desce daí, e vem comigo para casa. Ele me olha por uns minutos, abre um sorriso e diz:

— Me perdoa de verdade? Então casa comigo? Eu ouço as pessoas gritando, olho em minha volta, assustada e respondo:

— Está bem, já disse que perdoo e me caso, agora desce daí, por favor! Então, ele desce, os enfermeiros da ambulância que também está no local examina ele e apesar de estar muito bêbado, ele está bem, então eles me ajudam a colocar dentro do meu carro, e eu o levo para minha casa, até que passe o efeito da bebida, os enfermeiros aplicaram algo em sua veia, e disseram que iria passar rápido.

E quando chegamos em casa, já são nove horas da noite e enquanto colocamos Adam, no sofá, ele tenta a qualquer custo me beijar, e alguém bate na porta, e Kelly me deixa sozinha com ele e abre e quando consigo me livrar dos braços de Adam que estavam em volta do meu pescoço, eu olho para trás e vejo Benjamin parado, e o meu coração dispara e somente aí me lembrei que o deixei, esperando.

Então, eu me levanto, ele me olha por uns minutos, e pude ver em seus olhos a decepção, depois ele se aproxima e diz:

— Eu estava te esperando, e pensei que tivesse acontecido algo, e não me enganei. Poderia ter me avisado, que preferiu esse, cara, mas era o que queria, me fazer de otário, e conseguiu.

— Benjamin, não é o que está pensando...

— PARA DE MENTIR! Já chega! Você, mente o tempo todo! Eu tentei, mas agora, será do meu jeito.

Então, Adam fala algo e se levanta, provavelmente estava melhor, e então diz:

— Você, não vai falar assim com ela na minha frente...

— E vai fazer o quê? Diz Benjamin, interrompendo Adam.

— O que for preciso, para defendê-la, você é um idiota, não vê o que está na sua frente, não percebe a mulher que estava nas suas mãos, a perdeu, por ser idiota! Então Benjamin lhe acerta um soco, fazendo Adam cair no sofá, que se levanta imediatamente, e vai para cima de Benjamin, enquanto eu grito para eles pararem, e Kelly pega o celular e chama a polícia que chega em minutos, e depois da troca de socos entre os dois. Após serem contidos, Adam é retirado da minha casa, enquanto Benjamin, eles praticamente reverenciam, então mais uma vez, constatei, que não há como lutar contra ele.

A polícia se retira, ele ajeita a sua camisa e diz:

— Sabe que isso não vai ficar assim, perdeu qualquer oportunidade que tinha de rever os seus filhos, pelo menos por hoje eu não penso em mudar de ideia, sobre isso. Diz e vai embora.

Eu começo a chorar, e me sento no sofá. E Kelly vem e senta do meu lado e diz:

— Serena, eu sinto muito. O que vai fazer agora?

— Não sei, não há mais nada a fazer. Vou embora, amanhã mesmo, quero pedir um favor, pode resolver tudo aqui, para mim?

— Claro que posso! Mas, não queria que fosse embora, mas diante dessa situação, vai ter que ir. Fica tranquila, eu devolvo a casa para imobiliária, e os móveis o que faço?

— Todos os móveis, que não são da casa, pode doar, eu não vou precisar mais. Liga para Justine, depois e pede para que ela me mantenha informada, sobre os meus filhos, amanhã cedo eu vou para Dublin, para pegar o voo para os Estados Unidos

— Vai, se despedir de Michael e Adrian? Pergunta-me Kelly.

— Não! Eu não quero me despedir de ninguém, mesmo porque vocês podem ir me visitar, porque eu, não volto mais para Cork.

— Ai! Amiga, eu vou ficar desconsolada, sem você por perto.

— Vem, comigo para os Estados Unidos. Eu, a convido e Kelly abre um sorriso.

— Está falando sério?

— Sim, estou falando muito, sério.

— Mas eu preciso, pedir demissão, acertar algumas coisas e depois pode ser.

— Não precisa ser amanhã, depois que fizer o que te pedi e ajeitar as suas coisas, você vai, eu ficarei feliz em dividir com você, um apartamento.

— Está bem, combinado, eu vou sim, é meu sonho conhecer o seu país.

— Está feito, amanhã você vai comigo, para eu pegar o voo até Dublin, em seguida pede a demissão, devolve a minha casa, pega seu passaporte e vem me encontrar.

Ela pula, e me abraça de tão feliz que está, eu sei que não será fácil ficar longe dos meus filhos, mas não tem outro jeito.

— Agora, é seguir, e começar de novo, sem uma parte de mim, porque eu deixo aqui.

— Eu sei, amiga. Eu sei! Então nos abraçamos e eu choro terrivelmente, e Kelly se afasta e diz que vai ligar para Justine.

Depois ela me conta o que conversaram, e Justine logo chega em casa.

— Serena, você vai amanhã mesmo? Pergunta-me Justine assim que entra em minha casa.

— Sim, amanhã de manhã. Preciso que mantenha informada, tudo o que acontece com meus filhos, me prometa que mesmo que Benjamin tente te impedir, você vai me contar tudo.

— Eu prometo amiga, eu contarei tudo, mesmo que custe o meu emprego e minha amizade com ele, eu o amo como um irmão, mas não posso concordar com ele sobre o que está fazendo, não é justo da parte dele, a afastar de seus filhos. Fica tranquila, lhe mandarei fotos e vídeos deles, você irá acompanhar a rotina deles mesmo que longe, porque falei com Hope, e ela prometeu me ajudar nisso.

— Obrigada, amiga, não sei o que seria de mim, se não fosse vocês na minha vida.

— Você é especial Serena, nos envolveu com seu carinho, e todos nós a amamos.

Então, ela me abraça e me convida para uma bebida, eu reluto, mas acabo concordando em comer algo, porque não comi nada o dia todo, então eu e Kelly nos arrumamos e saímos com ela, no carro de Justine, paramos em uma casa de lanches, e enquanto estamos ali, Markus liga e Justine conta que estamos lanchando.

— O que Markus queria? Pergunto, desconfiada, afinal algo me deixa inquieta.

— Ele, me perguntou onde eu estava. E depois desligou.

Quando estávamos quase acabando o lanche, Benjamin e Markus entra no estabelecimento.

Ele me olha, por alguns minutos e depois diz:

— Quero falar com você. Eu fico parada, olhando para ele, por alguns minutos e depois respondo.

— Benjamin, está tarde, estou cansada, vou para casa e não quero falar com você, nem hoje e nunca mais.

— Por isso vai embora? Eu, olho para Justine, indagando se ela contou, algo.

— Serena, quando Kelly me ligou, estava com Markus e o celular no viva voz. Então ela e eu olhamos para Markus, que tenta se justificar e Benjamin interrompe.

— Pensou, que eu não iria saber? Sei, cada passo que dá, agora quero que se levante daí e venha comigo, precisamos conversar.

— Sobre nossos filhos? Mudou de ideia? Porquê, falar com você, só se for sobre eles, caso contrário esquece de mim.

— Serena, levanta daí agora e venha comigo, se não eu...

— Você o quê? Vai fazer o quê Benjamin, me levar a força?

— Se for preciso sim, eu não quero fazer um escândalo, mas se insistir em ser teimosa, é o que vou fazer. Eu me levanto, e respondo:

— Você, não manda mais em mim, eu não quero falar com você, não quero mais te ver na minha frente, nada que vem de você me interessa, eu cansei de seus joguinhos, cansei de você, eu vou embora, porque não há nada mais para mim, nesse lugar, embora esteja deixado para trás a única coisa que me importa, sendo meus filhos, esses que você tirou de mim, então não adianta me ameaçar, porque eu já perdi tudo, que me é precioso, eu muitas vezes me calei, por medo de você, mas agora eu não tenho medo mais, eu perdi a minha esperança, você conseguiu me quebrar, mas não me destruir ainda tenho forças para continuar, eu não tenho que ficar aqui, dando explicações a você, o que vou fazer ou deixar de fazer, não é da sua conta.

Ele continua parado com as mãos no bolso e me olha sem dizer uma palavra, mas quando olho ao meu redor, percebo que as pessoas pararam de comer e fica nos olhando. E após longos segundos ele, diz:

— Preciso falar com você, estou pedindo que me acompanhe, não quero escândalos, então se acalme, eu não vou embora, sem antes falar com você. Eu fico indignada com sua insistência, então eu pego a minha bolsa e saio do local, quando estou na rua, eu dou um grito, porque ele me assusta ao me pôr em seus ombros, eu peço que ele me solte, por várias vezes, mas ele não me ouve, e assim que chegamos em seu carro, eu ouço o alarme de abertura das portas, ele praticamente me joga lá dentro, eu o vejo passar a frente do carro, para entrar no banco do motorista, assim que entra, eu falo que quero ir para casa e ele furioso responde:

— CALA A BOCA! Você vai comigo, para a nossa casa, eu tentei, juro que tentei, mas não deu, com você tem que ser dessa, forma. Agora fica quieta, eu não quero ouvir nenhum som, sair de sua boca. Não me irrite, mais do que estou irritado.

Então, percebo não haver, nada a fazer, e em silêncio, chegamos à sua casa, e já passa da meia-noite, as crianças estão dormindo, e a casa está em silêncio. Ele me olha tirando o seu casaco e diz:

— Agora sobe, e me espera no nosso quarto, eu subo assim que falar com Markus, então ele tira o celular do bolso, eu fico parada, sem entender bem o que ele está fazendo. Ele, me olha e grita:

— SOBE! Então, eu me viro e subo as escadas, e abro a porta do quarto, e não tenho vontade de entrar, mas vejo que se fizer diferente vou enfrentar a sua fúria. Depois de alguns minutos parada na porta, eu entro, e me sento no sofá. Eu não consigo conter as lágrimas, e sinto que eu não vou mais sair dessa casa, talvez, nem saia mais desse quarto.

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O amor e o poder. O retornoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora