-Rudy! – Uma mulher loira saiu pela porta de
sua casa, assobiando em busca de seu cachorro. –
Rudy, vamos! Está muito calor para eu ir atrás de
você! – Ela gritou novamente. A moça parou, de
repente, franzindo a testa ao pisar na coleira de seu cachorro, se abaixando para pegá-la. Quando ela se levantou, Klaus e eu aparecemos em sua frente, Klaus levou a sua mão até a minha cintura. A moça deu um salto para trás com o susto.
-Sentimos muito. Não pretendíamos assustar
você. – Eu fingi um sorriso, enquanto tentava parar de pensar com o toque repentino de Klaus.
- Posso ajudar? – Ela questionou, estreitando os
olhos para nós.
-Sim. Nosso carro ficou sem gasolina à alguns
quilômetros atrás. – Klaus começou, com um falso
sorriso simpático. -Acho que estamos caminhando há séculos, e minha namorada e eu estamos completamente cansados. Sua casa foi a primeira que encontramos, então será que podemos usar seu telefone? – Ele explicou, sorrindo para ela
enquanto usava um falso sotaque americano.
Ele é muito bom em fingir sotaques, e a patética
desculpa de que sou sua namorada têm sido usada
nos últimos dois meses em situações como essa.
– Nenhum de vocês tem celular? – Ela franziu a
testa, olhando entre nós.
-Ahn, sim... – Começo, tirando meu
telefone do bolso. —Acabou a bateria.
-E você? – A mulher perguntou para Klaus. Ela
está muito suspeita de nós.
-Ah, sobre isso... Meu namorado aqui
esqueceu em casa, ele não é um dos mais espertos.– Eu brinco, rindo um pouco na tentativa de fazer a mulher confiar em nós. Klaus revirou os olhos, com um sorriso de canto.
-Olha, eu prometo que nenhum de nós é um assassino em série. Só queremos usar o seu telefone. – Klaus suspirou profundamente, obviamente farto de esperar que a garota nos deixe entrar.
-Bem, um de nós não é. - Sussurrei baixinho, recebendo uma beliscada na cintura de Klaus. Eu reviro meus olhos quando vejo um sorriso brotar em seu rosto.
-Certo. – Ela deu de ombros, começando a se
afastar, mas a voz de Klaus a impediu.
-Então, podemos entrar? – Ele sorriu,
precisando ser convidado. Eu não preciso. Eu sei, isso é incrível.
-Não, eu pego o telefone para vocês. – Ela nos
deu um sorriso tenso. Oh, ela deveria ter nos
convidado a entrar...
-Achei que os camponeses fossem mais
acolhedores. – Klaus disse, se irritando e abandonando o falso sotaque americano.
-Eu sou da Flórida. – Ela respondeu cinicamente.
-Bem, isso explica tudo. – Eu sorri pra ela,
acelerando para ainda mais perto dela e
envolvendo uma das minhas mãos em seu pescoço,
forçando-a a me olhar nos olhos. — Agora, mostre-
nos um pouco da hospitalidade sulista e o convide
a entrar. – Eu a obriguei com um sorriso maldoso,
tendo feito isso o verão todo. Meio que já me
acostumei. -E você vai se comportar. E fazer tudo
o que dissermos. – Finalizei.
-Você pode entrar. – Ela disse monotonamente,
olhando para Klaus com um olhar apavorado. Eu
sorri, soltando-a e me virando para Klaus, que
também sorria.
Klaus gesticulou com a cabeça para que eu fosse em frente. Eu entrei na casa, ouvindo alguém cozinhar na cozinha, com Klaus e a garota ficando parados na porta.
- Aposto cem dólares que aquele cachorro fugiu
para uma casa com ar condicionado! – Uma
mulher morena que estava na cozinha riu, sem
perceber que não era sua amiga quem tinha
acabado de entrar.
-E eu aposto duzentos dólares que você nunca
mais o verá. – Eu disse, me sentando no balcão da
cozinha. A mulher se virou, arfando ao me ver.
-Oque está acontecendo? – A morena perguntou
com cautela, olhando para todos nós, parecendo
preocupada com sua amiga.
-Por favor, não se assuste. Me disseram que Ray
Sutton mora aqui. – Klaus declarou com um
sorriso maligno dançando em seus lábios.
-Ele quase nunca vem para cá. Ele sempre está
viajando! – A morena respondeu, desviando o
olhar entre sua amiga e Klaus. Ela está mentindo.
Ela é uma péssima mentirosa.
-Mas eu suponho que ele volte para casa uma vez
por mês. - Eu pulei do balcão, me aproximando
da moça. A garota morena deu um passo para trás,
rapidamente pegando uma faca na mão. —Hum,
péssima ideia, amor. – Eu fingi uma careta de
tristeza. —Se eu fosse você, eu largaria essa faca.
Agora... onde exatamente Ray está?
A mulher pareceu hesitar por um instante, e então
ela decidiu apunhalar meu abdômen com a faca e
sair correndo da cozinha em seguida. Bem, eu queria ver se ela realmente teria essa coragem. Acontece que ela teve, e agora provavelmente cabeças rolarão.
Eu ri, tirando a faca do meu abdômen e indo para a
direção que ela foi, e quando chego até ela vejo que ela abriu a porta de trás para fugir, mas Stefan
esperava ser convidado do lado de fora da porta. A
moça se virou para correr novamente, mas deu de
cara comigo, fazendo-a gritar.
-Eu adoro quando elas correm! – Klaus riu,
aparecendo atrás de mim com a garota loira ao seu
lado.
- Ele está em uma rodovia perto da fronteira! – A
garota morena confessou, parecendo apavorada.
-Em um bar chamado Southern Comfort, rodovia
quarenta e um. – Ela terminou.
-Obrigado amor. – Klaus disse com um sorriso, se
virando para a garota loira em seguida. – Agora,
meu amigo pode entrar? – Ele perguntou.
-Sim. – A garota acenou com a cabeça, lágrimas
escorrendo pelo seu rosto. Stefan entrou pela porta
nesse momento, olhando para a loira com seu
famoso olhar assassino.
-Mate essa aqui rápido. – Klaus disse para
Stefan, mencionando a garota loira. – E aquela,
faça sofrer. – Ele mencionou a morena dessa vez.
-Juli e eu estaremos no carro. -Klaus disse por
fim, antes de nós dois sairmos da casa e deixarmos
Stefan lidar com as garotas.
Quando chegamos ao carro, eu me encostei no
mesmo, rindo levemente ao ouvir gritos vindo de
dentro da casa. Bem, parece que Stefan está se
divertindo bastante! Isso não é mais uma coisa
estranha para mim. Eu já me acostumei.
– Deus, essas mulheres deveriam ser cantoras de ópera!– Eu disse sarcasticamente, fazendo com que nós dois soltassemos uma risada.
-Bem, elas perderam a chance. Agora estão
mortas. – Klaus sorriu cruelmente. Eu acenei em
concordância, rindo de novo.
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The Gilbert
VampireJuli Gilbert é a irmã gêmea não idêntica da Elena, ela tinha um segredo que ninguém sabia, até a chegada de dois irmãos na cidade, os Salvatores... Depois da morte de seus pais ( Miranda e Grayson), as gêmeas e o Jeremy tiveram que morar com a tia J...
