Todo mundo tem seu milagre.
Por exemplo, muito provavelmente você nunca será atingido por um raio, nem ganhar um Prêmio Nobel, nem ter um câncer terminal de ouvido. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos...
"You don't have to face your fears alone 'Cause whenever you're in trouble I'll know Let me be your superhero There isn't a place I won't go Whenever you need me by your side I'll be there, be there Never be afraid if you fall I'll carry you away from it all"
"Você não tem que enfrentar seus medos sozinha Porque sempre que você estiver em apuros Eu vou saber Me deixe ser o seu super-herói Não há nenhum lugar que eu não vou Sempre que você precisar de mim ao seu lado Eu vou estar lá, estar lá Nunca tenha medo se você cair Eu vou levar você pra longe de tudo"
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P.o.v. Willian Lynch. (antes da formatura).
- Gosto de formaturas, a minha foi no mínimo aceitável, posso dizer. - Olhei para Alice que arrumava alguns enfeites no corrimão da casa. - Quantas vezes vocês se formaram? - Perguntei curioso.
- Mais vezes do que já contei. - Ela riu da expressão que eu fiz e apontou para o quadro acima das escadas com os chapéus de formatura.
- Isso me parece um pesadelo, com todo respeito. - Me levantei e fui até ela, ajudando-a a colocar algumas caixas de som. - Mas festas de formatura compensam isso, tenho que admitir, eu faria qualquer coisa para poder estar em um grupo de adolescentes normais bebendo até esquecer meu nome.
- Eu encaro como uma boa desculpa para poder comprar mais roupas novas.
- Você precisa de algum motivo para comprar roupas? - Ela me olhou como se estivesse ofendida, mas logo deixando um riso escapar.
Rolei meus olhos pela sala e busquei algo para fazer antes que eu me visse hipnotizado pelo sorriso dela.
Mas fui rapidamente surpreendido quando, mesmo na escada, Alice veio até mim, ficando um degrau acima, me encarando com um sorriso angelical em seu rosto, fazendo nós dois ficarmos numa altura próxima.
E apesar da sua postura rígida, suas mãos tremiam com um nervosismo repentino. Eu dei um riso travesso sabendo onde ela queria chegar, deixando-a à vontade para decidir se deveria se aproximar mais ou não.
Ela me fuzilou com o olhar enquanto eu começava a beirar uma crise de riso, disfarçando com uma tosse.
Era definitivamente engraçado ver Alice brava. De longe, ela podia facilmente ser confundida com uma criança fazendo birra por alguma coisa, mas eu sabia, conhecendo ela, que Alice era tão mortal como eu, que provavelmente ela poderia me destruir.
Mas eu não conseguia me sentir ameaçado perto dela, pelo contrário, eu me sentia atraído, como se meu coração ainda estivesse batendo.
No fundo, eu parecia um garoto de 15 anos prestes a declarar o amor à uma garota que conheceu na escola. Me sentia vivo.