Todo mundo tem seu milagre.
Por exemplo, muito provavelmente você nunca será atingido por um raio, nem ganhar um Prêmio Nobel, nem ter um câncer terminal de ouvido. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos...
"I'm gonna pack my things And leave you behind This feeling's old and I know that I've made up my mind I hope you feel what I felt When you shattered my soul 'Cause you were cruel and I'm a fool So please let me go"
"Eu vou arrumar as minhas coisas E te deixar para trás Este sentimento é antigo e eu sei que Eu já tomei minha decisão Eu espero que você sinta o que senti Quando você despedaçou a minha alma Porque você foi cruel, e eu sou um bobo Então, por favor, me deixe ir"
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Dois dias depois.
"- Edward e eu estamos juntos agora. - Bella apareceu pela incontável vez naqueles dias na minha imaginação. - É como se nada ruim tivesse acontecido aqui. Izzie também está aqui, ela conheceu Edward e diz que gostou dele. - Sua risada tomou conta do espaço."
Você não é real... Falei para mim mesma várias vezes mentalmente, sempre repetindo pausadamente esperando que pudesse dar algum tipo de ênfase.
Contra a parede, Jasper constantemente me observava, confuso, imaginando o que eu estava fazendo, ficando em pé sem me mexer no canto da sala com as mãos tampando meus ouvidos, esperando que isso ajudasse a voz a ir embora.
Eu balancei minha cabeça, tentando entender. Eu sabia que ela não estava lá, e mesmo assim, eu a sentia improvavelmente perto, perto pela primeira vez desde... desde o fim.
Sua voz continuava tão doce e alegre como sempre era, uma coisa que eu já não ouvia pelo que pareceu ser uma vida inteira.
- Ela sabe que estamos atrás dela! - A voz raivosa e familiar de Jasper tomou minha atenção enquanto eu permanecia no meu delírio.
Com o passar dos dias, eu era excepcionalmente cuidadosa para não pensar na cena da floresta, e eu estava surpresa de ver que a lembrança não fez minhas pernas fraquejarem, me derrubando no pavimento com a tortura da perda.
Mas ainda havia dor. A dor de saber que perdi outra pessoa importante na minha vida.
Quando ouvi a voz de Jasper, tudo ficou muito claro. Como se minha cabeça tivesse emergido de alguma piscina escura. Eu estava mais consciente de tudo, a vista, os sons, a sensação do vento frio que eu não havia percebido que estava soprando no meu rosto, e os cheiros vindos do ar de Houston.
A raiva na voz dele era de preocupação, a mesma raiva que uma vez já me foi muito familiar quando quase morremos em Volterra depois da nossa longa separação.
Eu comecei a suspeitar que estava tendo algum tipo de alucinação desencadeada, sem dúvida, pela memória, o déjà vú, a estranha familiaridade da situação.
- Ela está seguindo pelos lugares que sabe onde nós não estamos. - Maria falou. - Ela não está voltando em nenhuma rota, mas o caminho que está indo é praticamente uma linha, podemos tentar encurralá-la.