| Eu sinto muito.

3.7K 331 94
                                        

Tenham certeza que leram o capítulo anterior e obrigada pelas mil visualizações, amo vocês mas agora vamos pro capítulo!

!Capítulo contém gatilhos depressivos e suicidas, se é propício á qualquer tipo de pensamento relacionado, não recomendo que leia!

JOSH BEAUCHAMP.

Terças-feiras. Três aulas diretas da Andrews.

Havia na verdade, pulado a segunda feira, e não estou nem um pouco preocupado com o fato da falta. Realmente não me sentia bem durante o final de semana, me sentia certamente um vegetal sem fotossíntese mais uma vez. Talvez agora seja minha chance de voltar aos trilhos.

Noah surge á minha frente.

- Porque me deixou sozinho ontem, daddy? - Ele diz.

- Caladinha, babygirl.

- Ai daddy, o senhor está bravinho? - Noah faz bico.

O dou um tapa. Tão gay.

- Não me bate, papai.

- Gay. E não vim para a escola ontem por conta de Katie.

- Justificável o suficiente, mas infelizmente, temos aula da putinha hoje. Uma criativa, e duas teóricas.

- Espera, você está nas aulas dela comigo?

- Sim, seu porra. Mas por conta da sua pequena brincadeirinha de gay do ano passado, somos proíbidos a sentar perto.

- Isso significa que...

- Sim, vai ficar do lado da Megan. Os lugares são fixos, e você sabe.

- E dela também. - Aponto para Any, já em seu lugar.

- Boa sorte, gostosão.

Meu melhor amigo me deixa um beijo na bochecha e sai rebolando para seu lugar. Não evito rir.

Tento meu melhor para agir naturalmente do lado da morena. Não me lembro exatamente o que aconteceu na última sexta, mesmo tendo certeza de não ser algo bom.

- Página 56, todos. Vamos começar a leitura em ordem alfabética. - A puta diz.

Anne Ruthes é a primeira a começar. Era incrível o como vozes de garotas eram chatas.

Apoio meu rosto nas mãos quando Charles Dawson começa a ler.

- "Cara Gertrudes, as tristezas não andam como esías, sim como batalhões." - Goonie diz.

Céus, isso nunca vai acabar.

Nem mesmo dormir conseguia, de tão irritantes as vozes dos estudantes estúpidos eram. Podia até mesmo ouvir a respiração de Any.

Oh. Any.

Não podia descaradamente olhar para trás e ver o que fazia. Pelo que me recordo, havia feito um trato sobre fingir não a conhecer.

Balanço a cabeça e mais uma vez, tento atentar-me sobre a leitura, minha vez estava próxima e mal sabia onde estavam.

Minha cabeça girava. Quando Larry começa a ler, já sabia o quão ferrado estava. As páginas eram extensas e as letras pequenas, era basicamente impossível advinhar onde estavam.

- "A vida vale mais que um amor."

Até que abruptamente, alguém atrás de mim se levantasse. Quando começa a andar para fora da sala, posso ver o cabelo cacheado.

Merda.

A professora a encara fazer seu caminho com pressa. Tento tudo que podia me manter calado e colado na cadeira, mas já sabe que isso seria impossível.

Begging | Beauany.Onde histórias criam vida. Descubra agora