Tenham certeza que leram o capítulo anterior!
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Acabei transando com Megan ontem.
Eu sei! Eu sei! Já sei o que está pensando. Mas, em minha defesa, ela que tirou a própria calcinha.
Sim, tinha sido bom, como sempre. Meu medo era o que aquilo significava. Estava com medo de que Megan achasse que aquilo fosse algum tipo de confirmação de relacionamento. Não quero um relacionamento, já que a criança nem viva está.
O que tinha que fazer, fiz. Me desculpei e a dei o que ela tanto queria, meu pau.
Sai da sua casa era perto de uma hora da manhã, havia dormido muito pouco. Tentava de tudo disfarçar minha cara de morto ao abrir as portas principais do colégio.
Sinto mãos frias encostarem as minhas.
- Porra, Megan! - A afasto. - Enfiou a mão num defunto?
- Não, enfiei a mão no seu coração, seu ignorante.
Reviro os olhos, e continuo andando com a garota ao meu lado.
- O que quer?
- Não sei se já percebeu, mas essa escola é um lugar público, posso andar onde quiser.
- A escola pode até ser pública, mas eu sou bem privado, então, sai.
Ela para. Começou.
- Eu não acredito. Não acredito que depois de dois anos, e mesmo sabendo o que aconteceu, ainda me trata do mesmo jeito.
- A porra do bebê está vivo?!
Ela cambaleia.
- N-não.
- Então não entendo porque depois de dois anos, ainda vem atrás de mim. - Viro as costas.
- Porque eu te amo, Josh.
Hesito, mas continuo a andar. Já ouvi isso algumas vezes, sei que nenhuma delas é verdade. As pessoas resumem o amor em qualquer merda.
Quero dizer, muitas pessoas morrem sem sentir amor de verdade. Eu provavelmente sou uma dessas.
Além de dona Ramirez, não sinto amor por ninguém. E pensar em amor no sentido romântico me dá náuseas.
Enquanto olhava distraído pelo corredor, sou puxado para uma sala de zeladores.
- Boquete agora não, gata. - Digo em meio ao escuro.
A luz acende.
- Ah! - Berro. - Caralho Hulk, é sério? Quer dar uma mamadinha, é?
O garoto malhado me encara seriamente.
- Se fosse você, ficaria bem quietinho. - Ele se aproxima.
- Prometo não gemer. - Riu.
Hulk me soca.
- Cala a porra da boca!
Ai, essa doeu. Seguro meu rosto por cima da sua batida.
- É o seguinte, Barbie. - Ele continua. - Você está tirando de mim, a única coisa que tenho, e não do jeito bom. Você é a última pessoa do mundo que quero a ver namorando ou qualquer porra. Saiba que tudo que fizer com ela, vou saber. Any me conta tudo, inclusive o caralho do beijo que a deu no hospital, enquanto te socorria com a maior inocência do mundo.
- Te conta tudo? Virou o pai agora? Aposto que não te contou o jeitinho que ela me deixou chupar aquela língua, ou o jeito que vou me enterrar nela com força, um dia. - Sorriu.
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Begging | Beauany.
Fiksi Penggemar#ANY!¡: " - Não sou obrigada á te dizer nada! E mais uma vez aquela noite, ela estava virando as costas. - Vai se foder, Any! - Eu grito longe. - É, eu que me foda, Josh! - Ela grita de volta. Agarro meus cabelos molhados de chuva, enquanto ela fica...
