Depois de perder toda sua família em um desastre de automóvel,do qual inexplicavelmente escapou,Draco Black Malfoy tem sua vida transformada por completo. Ele muda de cidade,de escola,de amigos,e precisa aprender a conviver com uma realidade atordoa...
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Draco
A caminho do restaurante, não consigo pensar em outro assunto que não seja Scorpious e o recadinho irônico que tão cruelmente ele deixou antes de desaparecer. Quer dizer, durante todo esse tempo venho suplicando a ele que me dê alguma informação sobre nossos pais, só me falta ajoelhar a seus pés para obter qualquer notícia, uma migalha que seja, sobre eles. No entanto, em vez de me colocar a par das novidades, de contar o que tanto quero saber, ele fica todo nervosinho e enigmático, recusando a me explicar por que eles ainda não apareceram para mim.
Era de se esperar que a morte deixasse as pessoas um pouquinho mais gentis e generosas. Que nada! Scorpious ainda é o mesmo pentelho mimado e cruel que sempre foi quando vivo.
Regulos deixa o carro com o manobristas e entramos no hotel. Assim vejo o enorme lobby de mármore, os gigantescos arranjos de flores e a extraordinária vista para o mar, arrependo tudo que acabei de pensar. Scorpious tinha razão. O lugar é realmente chique. Chique não, chiquérrimo. Perfeito para um jantarzinho romântico com o namorado__ e não com o sobrinho esquisito.
À porta do restaurante, a recepcionista nos conduz a nosso lugar: uma mesa linda, com toalhas de linho branco, velas cintilantes e utensílios com sal e pimenta que lembram duas jóias de prata. Já sentado, corro os olhos pelo salão, mal acreditando que posso existir um lugar tão requintado assim, sobretudo se comparando aos restaurantes que estou acostumado a ir.
Mas logo caio na real. De que adianta ficar comparando minha vida nova à antiga, mentalmente examinando fotos de "antes" e do "depois "? De que adianta ficar revendo os filminhos arquivados em minha memória sobre como costumava ser ? Por outro lado, com a proximidade de Regulos, melhor amigo e primo de mamãe, não e lá muito fácil evitar as comparações.
Ele pede um copo de vinho tinto para si e um refrigerante para mim, depois damos uma olhada rápida no cardápio. Assim que a garçonete se afasta, Regulos abre um sorriso cordial e diz:
__Então, como vão as coisas? Escola, amigos... Tudo em paz?
Não me levem a mal: adoro meu padrinho e tenho a maior gratidão por tudo o que ele fez por mim. Mas só porque tira de letra um júri de doze pessoas egocêntricas não significa que seja bom em conversa fiada. Apesar disso olho para ele e digo:
__Tudo em paz.
O.K. Conversa fiada também não e lá meu forte.
Em seguida Regulos pousa uma das mãos em meu braço para dizer algo mais, porém ele nem sequer havia ainda encontrado as palavras certas quando vejo já estou de pé e arrastando a cadeira para trás.