Um homem honrado, que arcou com todas as consequências dos seus atos... ou que pensava ser suas.
Uma esposa egoísta, infiel, manipuladora, alienadora.
Um filhos, sobrecarregado, infeliz e depressivo.
Uma filha, carente de atenção, e de amor materno...
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Capítulo vinte e sete
José
Seu Edgar vinha para cima de mim como uma fera quando Celina gritou:
— Papai! — E correu para os meus braços. Abracei minha pequena com tanta força lamentando pelo que ela presenciaria naquele momento.
— Thomas, leva sua irmã para o parquinho, filho, por favor? — Ela grudou no meu pescoço.
— Não vou, papai, quero ficar aqui com você.
— Não vou sair daqui pai.
— Meu amor, então você espera o papai lá no seu quarto que preciso ter uma conversa de adulto. — Ela saiu contrariada, mas foi.
— Desgraçado! — Seu Edgar veio para cima de mim, mas dona Ada e Juliana entraram no meio, a ordinária estava triunfante olhado aquela cena, Thomas estava assustado.
— Calma, por favor, seu Edgar. O senhor tem que me ouvir. — Olhei para Leila: — O que está fazendo na minha casa? Porque você trouxe meus filhos para uma situação destas, é isso que quer que eles vejam, é por isso que quer que eles passem? Thomas, vá para o quarto com a sua irmã.
— Pai...
— Agora, Thomas!
— Ele vai ficar comigo.
— Ele vai para o quarto agora e você vai se arrepender amargamente por fazer os meus filhos passarem por isso! — Minha vontade era matar essa desgraçada.
Thomas estava saindo da sala quando Maia entrou. Os dois pararam um de frente para o outro.
— Vá, Thomas! — gritei.
— Filha, você está bem? Pega suas coisas, vamos embora. — Dona Ada caminhou rápido até ela assim que Thomas sumiu de vista.
— Vocês precisam me ouvir. E você, saia da minha casa! — apontei para Leila. Os seguranças estavam por toda parte.