Capítulo 6

551 50 185
                                    

William Martinez

 Pisquei diversas vezes tentando assimilar cada palavra que saia de sua boca.

Como assim eu tinha um filho de 5 anos com a garota que mudou a minha vida da noite para o dia?

Isso era totalmente surreal!

— Carol, eu entendi tudo isso que você disse, sei que eu infelizmente te passei uma imagem ruim da minha pessoa. — Digo, me levantando e indo até o carro, pois preciso pegar o meu celular e tentar falar com alguém. — Mas você não tinha o direito de ter me escondido, mesmo depois de tudo.

— William, eu sei que tomei uma atitude impulsiva quando abandonei tudo e vim para cá.

— Eu nunca deixei bilhete para ninguém depois de uma noite, naquele dia eu senti algo diferente e só queria fugir, mas temi que você quisesse algo a mais e por isso fiz aquilo.

— Depois que eu acordei sozinha lá, fui até a casa da Mariana e o Eric disse que isso não parecia ser coisa que você faria.

Assenti, pois Eric sabia muito bem a maneira como eu agia depois de uma noite e sabia que eu jamais deixei bilhete no dia seguinte.

— O que você vai fazer? — Perguntou, quando me viu com o celular na mão, mas o ruim era que estava sem sinal.

— Não sei, eu estou um pouco confuso.

— Eu entendo, também fiquei quando descobri.

— Eu sei que nós fomos imprudentes naquela noite, mas eu falei sério sobre senti algo diferente. — Digo, me aproximando mais dela.

— William, eu não estou disponível. — Deixa claro, se afastando e cruzando os braços.

— Tem outro por acaso? — Questiono, pois não queria nem pensar nessa possibilidade.

— Isso não lhe interessa, o que importa agora é você conhecer o seu filho.

Assinto, pois é tudo o que quero no momento, pois saber que sou pai me deixou um pouco aflito, nunca me imaginei numa situação dessas e ainda mais com um menino de 5 anos.

Mas saber que perdi muitos anos de sua vida me causa uma certa tristeza, pois agora pensando melhor, eu queria ter estado ao seu lado desde a descoberta até o nascimento.

Só que minhas atitudes a levaram a pensar que eu seria um irresponsável que a abandonaria a própria sorte com uma criança na barriga.

Coisa que eu jamais teria feito.

— Sabe, quando eu cheguei aqui, mostrei uma foto sua a um rapaz que estava montado num cavalo. — Conto, pois sinto que aquilo foi proposital, mas que quase me fez retesar. — Mas ele disse que não te conhecia.

— Não é possível, todos aqui sabem quem sou.

— Pois é, eu quase acreditei, mas te vi ali sentada, resolvi arriscar. — Aponto para a linda cadeira de balanço, onde brincava com um garotinho.

— Confesso que estava me preparando para te procurar, mas você estragou os meus planos.

Sorri, pois queria estar sentindo raiva agora, mas tudo o que quero fazer é agarrar essa garota e leva-la para algum canto e fazer com que se perca em meus braços outra vez.

Mas tenho ciência de que preciso ir com calma.

— Eu devia estar com muita raiva agora, mas eu te entendo.

— Você quer conhece-lo?

— Mais é claro, quero poder abraça-lo e contar que não sou um babaca e nem o abandonei.

A Consequência de Uma NoiteOnde histórias criam vida. Descubra agora