Precisa. Analítica. Metódica e calculista. Estes são os adjetivos secretamente mais usados para descrever a advogada Diana Andrade.
Dona de uma carreira sólida aos 30 anos, um noivo que a ama e uma família perfeitamente tradicional, ela vive seus d...
Eu escolhi me levantar e não negar, porque eu finalmente encontrei o meu próprio lugar. A Place Of My Own - Alicia Keys
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Mais alguns beijos tomaram conta daquela mesa antes do casal se levantar de mãos dadas e ir até Bento para contar a novidade. O dono do bar começou a rir e não falou nada, apenas meneou a cabeça enquanto entregava um copo de vinho para cada para comemorar, enchendo um para si também.
– Que cara é essa? – Gael franziu o cenho.
– Vocês realmente achavam que conseguiam esconder qualquer coisa? – Bento riu – Eu sei que vocês estão juntos faz tempo.
– Como?! – foi a vez de Diana questionar.
– Ah, Diana, você pode até ser um pouco mais discreta, mas esse aqui chega com sorriso de orelha a orelha sempre que te vê e fala de você o dia inteiro se deixar. Eu digo que ele tá com os quatro pneus arriados por você desde que te conheceu! Perdi a conta de quantos números de telefone ele negou ou jogou fora nos últimos meses.
– Bento! – Gael se envergonhou enquanto o amigo ria alto.
– Mas falando sério agora, eu sempre percebi os olhares que vocês trocavam, foi questão de tempo pra ter certeza. Ah, já vi vocês se beijando lá fora uma vez. Tem certeza que vocês tentavam esconder?!
Gael e Diana acompanharam a risada sempre contagiante de Bento. Por mais que tentassem esconder, o magnetismo e química que tinham tornava isso uma tarefa impossível. Pessoas iam e vinham sem parar entre as mesas do bar, alguns universitários felizes pela aproximação do fim do semestre, outros apreensivos com as provas finais, uns até mesmo bebendo para esquecer dos problemas. Não importava quantas pessoas passassem por ali naquela noite de sexta-feira, ninguém poderia estar mais feliz que o casal sentado no balcão.
Como já era esperado, Gael voltou para casa acompanhado de Diana, que foi para o bar de Uber já com a certeza de que voltaria de moto, fosse para o seu apartamento ou para a casa do rapaz. Ela já estava deitada na cama vestindo uma camiseta do namorado quando ele saiu do banheiro enrolado na toalha tremendo de frio e se enfiou debaixo das cobertas junto dela.
– Finalmente... – ele se aconchegou a ela, que reclamou da pele gelada do rapaz contra a sua – Minha cama, meus cobertores, minha namorada. Tudo o que eu queria hoje.
– Acho que vou demorar a acostumar com o termo namorada – ela soltou um riso baixo.
– Trate de se acostumar, porque foi você que me pediu em namoro. Tudo bem que foi por conta do ciúme que sentiu daquela mulher...
– Não foi bem ciúme, foi... ok, ciúme. Ela era linda, eu me trocaria fácil por ela.
– Mas eu não te trocaria por ela. Nem por ela e nem por nenhuma outra mulher dentro ou fora daquele bar. Mas a senhorita não ficou atrás, né? Também ficou um tempão ouvindo a conversinha daquele cara de sapatênis – torceu os lábios, a fazendo sorrir.