Binngà

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Imagine uma pessoa tímida, porém faladora.

Baixo, mas não muito. Gordinho, mas nem tanto.

De alma pura e singela, fácil de engambelá. 

Pela meia idade, apresenta-se com coração de menino diante da vida. 

Incompreendido, não adaptado, julgado, apontado,... É um mistério para si e para o mundo. 

Menino simples e solitário, tem curiosidades: Por que a cauda da lagartixa cresce de novo? Por que a chuva tem cheiro? Por que os adultos brigam tanto? Por que choramos tanto quando estamos tristes ou felizes? Por que não saltamos de criança para velho? Por que,  por que, por que,...? Binngà é um eterno aprendiz.

Entre bolinhas de gude, amarelinhas, piões e outras brincadeiras de rua, criou-se. Assim como em meio aos livros e desenhos, especialmente os mais bobos e os que fazem pensar. Desse húmus formou sua personalidade livre. A música é sua matemática. O céu e a formiga são seus contatos com o infinito.

Binngà é único e irrepetível. Resiliente, empático e compassivo. Ansioso, travesso e de humor volátil. Sofre pela sua solidão particular, mas regozija-se todas as vezes que diante do mundo, percebe que não está só.

É um buscador de sorrisos. Eis o seu termómetro: Sorrisos! Se pude viveria de sorrisos, mas sabe que nem sempre é possível sorrir, as vezes chorar, mesmo que internamente como o faz, também pode ser libertador e consolador. 

Vida longa ao Binngà! Esteja ele com quarenta ou com sete anos, com oitenta ou com dez anos, que ele seja apenas ele e nada mais. 

Tenho Sede dos NadasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora