Capitulo 06

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—Não vale a pena Bela, vem, a vida dele é tão infeliz que ele tem que ser esse escroto do caralho pra tentar se sentir superior.—afasto ela e entro no elevador com a mesma.
—Eu odeio esse desgraçado do caralho, quem ele acha que é pra falar da minha mãe?.—Isabela diz com a voz trêmula assim que a porta se fecha.
—Ei, não foi você que me disse que nada que esse merda falar vai nos afetar, ele é só um embuste infeliz.— abraço ela.

Entramos no carro e pego meu celular.

Me: Que horas é hoje lá? Me manda a loc direitinho!

Xamã❤️: A hora que vc quiser descer, já tô por aqui com os mlk tomando uma cerveja e montando os negócios.
Xamã❤️: Localização 📍

Me:Vou só passar em casa pra me trocar.

Estacionamos na frente de um quiosque e mais pra frente conseguimos ver uma movimentação, vamos caminhando até lá.

—Porra, esqueci meu celular no carro, vou voltar lá pra pegar, pode ir indo, te encontro la.— Bela diz voltando.
—Tá bom, vai rápido.— olho pra ela e sigo andando.

Me aproximo e espremo os olhos tentando achar ele.

—Fala bebê , tá perdida? Precisa de ajuda?.— um moreno, tatuado, cabelo com reflexo se aproxima.
—Não não to de boa.— sorrio sem graça.
—Certeza? Vai negar ajuda de um gatinho desses?.— ele ri dele mesmo me fazendo rir.
—Eu vim ver alguém.— respondo ainda sorrindo.
—Quem? Qual teu nome?.

Me assusto ao sentir alguém me abraçando por traz e cutucando minhas costelas, olho pra trás rapidamente.

—Caralhooo que susto meninooo.— viro o corpo e comprimento ele.
—Conheceu o cabelinho já.—Xamã ri.
—Cabelinho então o seu nome, o meu é Cathe prazer, e vim ver ele.—sorrio, seguindo o assunto.
—Tinha que ser esse índio do carai.—ele revira os olhos rindo.
—Eu acho que eu esqueci ele em casa na verdade.— Bela diz se aproximando e revirando sua bolsa.
—Ui ui, e quem é essa gatinha?.— Cabelinho diz ao perceber a presença da loira chegando.
—Isso é um pedido de socorro ou algo do tipo?.—começo a rir.
—Não pode perder tempo né.—ele ri de volta.
—Prazer, Isabela.— ela cumprimenta ele com dois beijos na bochecha.
—Chega aqui.— Xamã diz mais baixo e me puxa segurando minha mão.
—Não cai na dele não, eu tô de olho.— digo me afastando e faço sinal com os olhos para Bela.

Xamã me leva até a areia e senta me puxando para fazer o mesmo.

—Eai, como foi lá no teu compromisso chatão?.— ele olha pra mim e passa os braços pelo seu joelho.
—Você não tinha que tá se preparando pro seu show?.— sorrio.
—Se vier uns 7 nego é muito, e já tá tudo no esquema pra começar lá.— ele ri.
—Sério? Mas aqui é um lugar bom, acho que a galera vem, ainda mais que é no quiosque, galera vem beber.—digo tentando dar uma animada.
—Meu sonho é trampar só com a minha música, mas ainda não tá fácil assim.— ele suspira.
—Ihhh antes mesmo de te conhecer ontem, tinha escutado uma música sua, acredita?.— dou um empurrãozinho com o ombro.
—Que? Sério? Onde?.— ele pergunta animadinho.
—Alguém repostou um vídeo teu cantando no storys, passei o dia com ela na cabeça, aí cheguei no show e era tu, papo de conexão.— arqueio a sobrancelha sorrindo com os lábios.
—Caô para, mentira.— ele vira pra mim com um sorrisão, e eu aceno afirmando com a cabeça.
—Tu vai ver, quando eu tiver famosão, vou fazer um show em um estádio lotado, vou te chamar e tu vai lembrar dessa conversa aqui.— ele vira o olhar para o mar e a brisa bate no nosso cabelo, fazendo eles voarem.
—Ebaaaa, eu vou cobrar einn.— brinco.— E sobre meu compromisso...— alguém grita ele me interrompendo.
—Só um segundinho.— ele diz levantando e olhando pra trás.
—VAI COMEÇAR, VEMM.— cabelinho grita lá do quiosque.

Escuto e me levanto também, andamos até lá, sento na mesa com a Bela e com alguns meninos que não conhecia.
Ele senta em uma banquetinha na frente do microfone e solta a voz, cantou rap, love song, rimou com a galera que tava lá, e dava pra perceber o amor que ele tinha com a música só pelo seus olhos que brilhavam, e o sorriso estampado no rosto. O quiosque foi enchendo e no final tinha umas 25 pessoas, ele finalizou e todos aplaudiram, logo outro menino foi para a banqueta e ele veio em nossa direção.

—Eai?.— ele diz suado.
—Porra tu é muito bom, juro!!.— Isabela diz muito empolgada levantando seu copo americano de cerveja na mão.
—Foi incrível, eu amei.—sorrio.
—Acho que vou meter uns love song também, pra ver se eu faço sucesso com a mulherada igual tu.—cabelinho ri.
—Que papo de love song, nois é rock and roll.— o moreno que estava com ele no show, se aproxima e abraça ele.
—Aindaaaa é mc rd e mc xamã quebrando tudo na zona oeste.—Xamã responde ele retribuindo o abraço.
—Senta aí vamo comemorar, a cerveja é por minha conta.—Isabela diz levantando a mão para chamar o garçom.
—Caralhooo essa mina é pika pra caralho.—Cabelinho diz com um sorriso de orelha a orelha.
—Porra loirinha, lançou a braba.—Rd puxa a cadeira e se senta.

Depois de alguns litros de cerveja, curtindo o som de todos que foram cantar lá, conversa vai conversa vem, sinto Xamã colocar sua mão na minha coxa. Olho mas desvio o olhar rapidamente, volto a conversar como se nada tivesse acontecido.
Os meninos começam a rimar e se zoar entre si na mesa, sinto a mão descer da coxa para a minha mão, e ele fazer um sinal com a cabeça de "vamo ali".
Ele se levanta e eu levanto atrás.

—Bela eu volto de uber pra casa tá? Vou dar uma volta.— sorrio e ela me olhar com um sorriso malicioso.
—Vou ficar aqui mais um pouquinho, quando chegar em casa avisa.—ela me dá um beijinho.
—Certeza? Cuidado, você tá sem celular!! Te amo e te cuida, quando chegar em casa me avisa também.— abraço ela e saio.
—Parece que alguém vai conhecer a oca do indiozinho.— Rd grita e ri.
—Aí calicaaaaa.— Cabelinho entra na brincadeira.

Xamã ri e balança a cabeça negativamente, levanta o dedo do meio e me abraça de lado, eu tô com o rosto ardendo de vergonha. Caminhamos em rumo ao calçadão.

Era uma vez // Xamã Histórias para pegar e não largar. Descubra agora