Só amigos

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Magnus tirou os sapatos sociais pretos assim que fechou a porta. Sorrel estava sentada no sofá mas não percebeu sua presença, provavelmente estava distraída, Magnus notou que era com o celular assim que se aproximou da morena.

Ela ergueu os olhos azuis por um instante.

- Se chegou tarde então a noite foi boa. - Um sorriso brincou na boca sensual.

- Você não poderia estar mais errada ma chérie. - Ela o olhou com total atenção depois das palavras dele. O sorriso sumindo do rosto.

Magnus abriu os botões da camisa social preta que usava antes de levantar os pés da noiva e colocá-los em cima das próprias pernas enquanto sentava no sofá perto dela.

- Você não estava com o Alec? - Sorrel bloqueou a tela do celular largando-o no sofá.

- Não... de certa forma sim, eu nem sei. - Magnus balançou a cabeça.

- Se você me explicar talvez eu entenda.

- Eu falei com a Clary mais cedo. A cunhada de Alec, funcionária da minha mãe, estou fazendo o vestido de casamento dela, longa história... - Magnus tentou explicar brevemente.

- Continua. - Sorrel fez um gesto impaciente com a mão esguia.

- Enfim... Ela percebeu que eu estava um pouco distraído e disse que eu precisava resolver os meus problemas e eu pensei que ninguém melhor do que ela para me ajudar, depois de explicar toda a história de forma hipotética e preservando o anonimato dos envolvidos, ela me disse algumas coisas que me fizeram pensar e eu fiz aquela escolha.

- Sério?! - A modelo se desencostou do braço do sofá.

- Sim, eu fui falar com ele mas aquele loiro de farmácia me atrapalhou. - Magnus começou a fazer uma massagem nos pés da noiva. Precisava apertar alguma coisa.

- Ele não quis te ouvir? - Ela voltou a se recostar lentamente.

- Até queria mas eu não ia falar com aquele tal de Mark presente.

- Ele não percebeu em nenhum momento que vocês precisavam ficar a sós?

- Acho que sim mas Alec literalmente se jogou na garupa da moto dele e eles saíram. - Magnus revirou os olhos.

- Não precisa descontar em mim. - Sorrel resmungou.

- Desculpa. - Magnus sorriu suavizando o aperto nos pés dela.

- Por que demorou tanto? Se for me dizer que procurou aquela mulherzinha vulgar, nem precisa...

- Eu resolvi dar uma volta, perdi a hora. - Magnus a interrompeu.

- Você comeu alguma coisa?

- Não...

- Vem, eu vou esquentar alguma coisa para você. - Sorrel tirou os pés das pernas dele. - Magnus apesar de te amar eu preciso ser sincera. - Ela o olhou seriamente.

- Pode falar. - Magnus pareceu preocupado.

- Você não sabe fazer massagem.

Pela primeira vez naquela semana Magnus gargalhou.

- Só você para me fazer rir uma hora dessas. Leve em consideração a minha frustração.

- Eu não posso querido, você é péssimo em qualquer situação. - Sorrel lhe estendeu a mão.

- Você é muito implicante. - Magnus se levantou pegando a mão dela.

- Eu não consigo andar Magnus, você vai ter que jantar sozinho.

É recíproco (Malec) Onde histórias criam vida. Descubra agora