Nostalgia

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Sorrel lembrava-se de estar naquele mesmo quarto quando Magnus fez a proposta mais absurda de sua vida.

- Oi. Você quer casar comigo? - Magnus falou como se estivesse perguntando as horas.

- Tudo bem, eu me caso com você. - Ela retrucou sorrindo.

- Ótimo, você pode se mudar quando quiser, quanto aos preparativos, eu acho que...

- Espera. Você está falando sério? - Sorrel retirou seus óculos de grau.

- Claro que sim. - Ele falou como se fosse óbvio.

- Eu não posso me casar com você Magnus, só tenho vinte anos, você enlouqueceu?

- Não. Eu não me imagino casando com mais ninguém além de você.

- O que você quer dizer com isso?

- Você sabe, você mesmo nos chamava de Morrel.

- Mas isso foi no colégio. - Sorrel levantou da cama.

- Vai dizer que nunca quis me beijar. - Magnus se aproximou e roçou a boca na da garota que fechou brevemente os olhos com o contato inesperado.

- Claro que eu já quis te beijar, você é gostoso pra caralho.

- Então, pensa que você pode ter isso e muito mais, todos os dias.

- Mas eu...

- Você não vive dizendo que quer se livrar das suas irmãs, essa é a sua chance.

- Eu me mudo amanhã. - Magnus sorriu.

- Essa é a minha garota.

- Não pense que vou me satisfazer apenas com isso, Bane, você ainda tem muita coisa para me explicar.

- Claro, eu te explico tudo depois.

- Você já está pronta? - Magnus sorriu da porta.

- Sim, só vou colocar essas argolas. - Ela sorriu para o espelho. - Aonde vamos?

- Naquele restaurante italiano que você adora. Gostei do colar, onde você comprou? - Magnus se aproximou e tocou o delicado colar de brilhantes no pescoço da noiva.

- Eu... ganhei de presente. - As bochechas de Sorrel coraram como quase nunca.

- Posso saber quem está tentando conquistar a minha noiva? - Magnus perguntou e parecia sério.

- Ninguém.

A morena revirou os olhos diante a reprovação no rosto do noivo.

- Um amigo.

- Ele é gay?

- Não. - Sorrel riu.

- Então não é só um "amigo", ninguém dá joias assim se não tiver segundas e até terceiras intenções.

- Corrigindo: Você não dá joias assim se não tiver algum tipo de interesse.

- Eu sei quando um cara está tentando impressionar. Ele pegou seu número?

- Sim...

- Já mandou mensagem?

- Na verdade não. - Sorrel parecia intrigada.

- E nem vai mandar, pelo menos não agora.

- O quê? Por quê?! - A pergunta saiu em um tom esganiçado.

É recíproco (Malec) Onde histórias criam vida. Descubra agora