Belo Par

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Seu estado em duas palavras: Entediado e frustrado.

Simon não sabia qual era o mais forte, ficavam se revezando, enquanto escutava a mãe e esperava Paulina aparecer. Depois de vestir uma calça moletom cinza e uma camiseta branca com o desenho de dragão nas costas, o Salvatore foi para a sala, no exato momento em que Mirela desistia de esperar e entrava no apartamento.

Em vez de falar a que veio, sua mãe insistiu que esperarem Paulina acordar – aparentemente, o sono da Perez merecia mais respeito que o dele – e o escoltou até o sofá, recomeçando a tortura dos fins de semana em que cometia o erro de visitar os pais. O monologo "filho, conheço uma moça... blá, blá, blá". Foi fácil afastar sua mente da conversa: mergulhando nas lembranças do corpo de Paulina contra o seu e sua entrega inocente, bem como seus gemidos e seu sabor...

Aflito com o rumo de seus pensamentos esfregou as mãos pelo rosto. Estava ferrado.

— Está passando mal, filho?

— Sim... — respondeu, enfrentando o olhar preocupado de Mirela. — Mãe, eu te amo, mas cansa escutar essa ladainha sobre a minha vida vazia.

Mirela sorriu afetuosamente, coisa que Simon estranhou. Esperava outro discurso sobre o futuro, os descendentes, sua falta de consideração com a preocupação dela... Tudo, menos essa expressão satisfeita.

— Pelo menos admite que sua vida é vazia — a mais velha comentou, com sua voz doce e sábia.

Respirou fundo e revirou os olhos, consumido pelo aborrecimento.

— Sim, admito. É o que quer escutar?

— Quero escutar que é feliz. Você é feliz, filho? — Mirela perguntou, pousando uma mão no ombro de Simon.

— Porque não seria? — ele retrucou, olhando-a com desdém.

— Não foi o que eu perguntei.

— Esposa e filhos não são garantia de felicidade — Simon comentou, amargo. Cruzou os braços e olhou para trás, implorando mentalmente que Paulina chegasse para o assunto mudar.

— Continua a não ser o que perguntei... — insistiu Mirela, com um sorriso irritante nos lábios.

Simon segurou a vontade de ser grosseiro com sua mãe, mandá-la cuidar da própria vida e se conformar com a ideia de que ele nascera para foder as mulheres disponíveis e esquecê-las no dia seguinte, sem culpas e expectativas de ambos os lados.

— Bom dia!

Aliviado em ouvir a voz suave da governanta, Simon levantou e virou-se para recebê-la, ansioso para sair do radar de Mirela. Observando a Perez de cima a baixo, esqueceu o discurso casamenteiro de sua mãe, tudo em que conseguia pensar era em beijá-la e testar os limites da etapa quatro.

Cravando seus olhos claros nos desejosos de Simon, Paulina corou e desviou o olhar para as mãos que se apertavam em frente ao corpo.

— Bom dia, Lina! — Mirela foi até Paulina, envolvendo a jovem em um abraço apertado antes de deixar a distância de um braço entre elas para apreciar a roupa que a Perez usava. Bermuda de linho preta e camiseta púrpura de decote canoa moldada as suas curvas. — Está linda, filha! Não é verdade, Simon?

Simon voltou a analisar Paulina, dos tênis até o cabelo trançado sobre o ombro, antes de responder com um aceno afirmativo de cabeça, a expressão simulando tédio e indiferença. Sua mãe soltou um resmungo, obviamente contrariada pela falta de palavras enaltecendo a nova aparência da Perez.

Mas, que diferença faziam as roupas? O corpo de Paulina ficava irresistível com ou sem elas. Seus olhos encontraram os dela, que ficou encantadoramente ruborizada. O Salvatore desejava tanto que sua mãe fosse embora, de forma que tivesse Paulina só para si e tirar aquelas peças devagar, beijando e acariciando cada parte exposta...

Ensina-meHistórias para pegar e não largar. Descubra agora