Fantasma?!

2.7K 169 29
                                        

O caminho de volta tinha sido angustiante para a Perez. O dia começara promissor, mas a revelação sobre Simon e Iolanda, a suspeita de Paola e ver Cherry na casa dos Muller com Nathaniel ao seu lado, tinha encoberto toda a alegria que tivera. Desde seu comentário, Simon não falara mais nada, e ela tampouco puxara assunto.

Ao chegarem ao apartamento, o Salvatore foi para o escritório e Paulina preparou o jantar, levando para ele por saber que não adiantaria chama-lo para a sala de jantar. Como ele recomendara, ela levou algumas de suas roupas e sapatos para o closet dele, arrumando tudo em um canto afastado e longe da porta, para o caso de Mirela entrar ali.

Terminava de arrumar, quando Simon a surpreendeu abraçando-a por trás e depositando um beijo em seu ombro. Virou o rosto para trás e ele segurou seu queixo, beijando-a lentamente. As mãos em sua cintura puxaram o vestido para cima, se introduzindo por baixo do pano para acariciar sua pele devagar.

— Espere...! — Ofegante, Paulina se controlou e afastou-se. — Talvez... Talvez, fosse melhor praticar um pouco mais as etapas um e dois... Não sei se estou preparada para... Atrair o Nathaniel.

Em silêncio, Simon pegou sua mão e a conduziu ao quarto, sentando na cama e indicando que fizesse o mesmo.

— Paulina, nós praticamos essas etapas o dia todo. Creio que foi tão natural que você não percebeu — Simon comentou, levando a morena à refletir sobre aquele dia, em todos os momentos em que Simon a encorajara. Ela aceitara até mesmo a aproximação de Thiago e tomara a iniciativa em beijar o Salvatore. — Porque quer tanto casar com Nathaniel? — Simon perguntou de repente.

— Porque eu o amo... Ele é especial para mim.

— Especial à que ponto? — O silêncio de Paulina fez Simon prosseguir o questionamento. — Alguma vez pensou em sua vida de casada? Nos dias e noites que passariam juntos?

— Sim, é claro.

— E como seria?

Paulina o encarou confusa, mas a seriedade no rosto de Simon a fez responder insegura:

— Eu cuidarei da casa. Serei uma esposa perfeita, uma boa anfitriã... Uma boa mãe...

— E no quarto?

Paulina corou.

— Quando fosse o momento, faria o necessário... Seguiria o que me ensinou até agora... E o que mais me ensinar...

— Por você ou por ele?

— Que tipo de pergunta é essa? — Desviou os olhos para o televisor. — Isso não é importante agora. Primeiro tenho que reconquistar o Nathaniel... Depois penso nisso...

— Tem certeza que o que sente não é amor fraternal?

— Só porque não penso em sexo? — ela o enfrentou, zangada com as perguntas.

— Só porque pensou em coisas que pode fazer com qualquer pessoa.

— Não posso ter filhos com qualquer pessoa! — contestou apertando as mãos no lençol. — É o dia a dia que faz o casal, o companheirismo.

— O companheirismo e a atração, juntos — Simon a corrigiu afável.

— Você só entende de atração, não de companheirismo! — Paulina retrucou, segurando a vontade de acrescentar que de nada adiantava se atrair por alguém impossível, como era o caso dele. — Nunca ficou com alguém tempo suficiente para entender um casal.

— Sou bom observador.

— E isso explica o que?

— Meus pais são casados a mais de 30 anos e ainda agem como namorados — disse, contando com uma careta: — Nem imagina o que eu via pelos corredores da mansão, por acidente. Portanto, sei como um casal apaixonado age. Você idolatra o Nathaniel, é diferente. E, apesar de ser uma ameba ambulante, ele enxergou isso.

Ensina-meHistórias para pegar e não largar. Descubra agora