— Desculpe-me... eu... — Agitada, ela recolocou o copo na mesa de centro para, com mãos trêmulas, secar a boca, mantendo a vista nos respingos no tapete da sala ao invés da peça na mão da Salvatore.
— É só uma calcinha Perez, não uma assombração — zombou Simon dirigindo um olhar entediado para a mãe. — Tive um pouco de diversão ontem à noite, com uma mulher que conheci em uma festa. Parece que acabei ficando com um souvenir...
— Você trouxe alguém aqui em um momento em que Paulina precisa de apoio e tranquilidade? — Mirela estreitou os olhos.
— O apartamento é meu! — Simon respondeu, rude. — Não virarei celibatário só porque a empregada é.
— Oh céus, quanta insensibilidade, não acha Lina? — Mirela questionou para a governanta, que não tirava os olhos do tapete.
A Salvatore voltou a sentar entre eles e pegou as mãos da Perez com as suas. O que fez a calcinha ser depositada nas mãos de Paulina, que imediatamente ficou rubra de vergonha.
— Oh, desculpe-me, filha! Você não tem que tocar algo que não lhe pertence... — Mirela disse, soltando Paulina para entregar a peça íntima para Simon. — Devolva a dona e diga que quem comprou tem bom gosto. É uma peça que eu escolheria.
Paulina arregalou os olhos com as últimas palavras da Salvatore. Ela sabia! Definitivamente se lembrava da bendita calcinha de renda que havia escolhido! Simon, por outro lado, agiu como se nada de mais tivesse ocorrido, colocando a calcinha dentro do bolso da calça de moletom.
Mirela reafirmou o horário da comemoração em sua casa e novamente disse que a presença de Paulina era realmente importante para sua irmã, antes de sair do apartamento.
— Ela percebeu que a calcinha é minha... — Paulina lamentou inquieta depois que a Salvatore partiu. — Aquilo que ela disse... Ela escolheu...
— Minha mãe não percebeu nada — Simon duvidou, considerando o medo da Perez infundado. — Ela jamais nos imaginaria como casal. Ninguém cogitaria isso.
O argumento de Simon só fez Paulina se aborrecer, mas logo afastou o sentimento. O Salvatore arrogante estava certo. Eles eram totalmente incompatíveis na mente de qualquer pessoa que os conhecesse bem.
— O que é perfeito para nós... — Simon ponderou envolvendo os braços na cintura da Perez. — Podemos brincar à vontade, e ninguém desconfiará de nada. — Beijou o pescoço alvo, as mãos subindo o tecido da camisa dela para tocar a pele macia, arrancando um suspiro extasiado da governanta. — Temos que sair para a academia, mas na volta, se ainda preferir se esconder, posso te fazer companhia debaixo das cobertas.
— Seus pais esperam sua presença... — Paulina murmurou, ficando na ponta dos pés e apoiando as mãos nos ombros dele para receber seus beijos. — Desconfiarão que...
— Que sou um péssimo filho? Minha mãe já tem certeza disso — argumentou, deslizando os lábios para mordiscar devagar o lóbulo da orelha. — Um erro a mais ou a menos não vai mudar a opinião deles.
— Mas... e se eu não quiser me esconder?
Simon afastou o rosto, observando a face ruborizada e os olhos claros da Perez.
— Você quer ir? — ele perguntou, abrindo um meio sorriso.
— Mirela tem razão. Paola não terá o apoio do nosso pai... — Paulina disse, olhando para ele com determinação — Ela precisa de mim... Não posso me esconder e deixá-la sozinha!
— Essa é minha garota! — Simon segurou seu rosto, plantando um rápido beijo estalado nos lábios carnudos. — Hmm... Vamos. Troque-se logo para irmos à academia, ou vamos nos atrasar.
— Podemos ir. Já estou pronta — ela o respondeu, com um sorriso bobo.
— Com essa roupa? — ele arqueou uma sobrancelha, voltando a observar a Perez de cima a baixo. — Está linda, mas é elegante demais para fazer exercícios — explicou as mãos acariciando a cintura feminina.
— É que não tenho outra roupa. A de ontem esta suada, e não quero gastar suas camisetas.
— A academia tem uma loja. Você compra o que precisar e se troca no vestiário.
Paulina corou de leve e assentiu. Sorrindo, ela enlaçou seus braços no pescoço dele, juntando seus corpos e beijando o queixo do Salvatore. Sua iniciativa surpreendeu tanto Simon quanto ela própria, que retrocedeu corando ainda mais ao perceber o que fizera. Tentou se afastar, mas ele a manteve junto de si.
— Gosto quando demonstra o que sente e é espontânea. Suas atitudes foram inesperadas, tanto quando revidou o que falei como o seu abraço agora, e é assim que deve ser... — encorajou acariciando a bochecha da Perez com o polegar. — Tem uma guerreira dentro de você, Paulina Perez, e eu a quero.
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Ensina-me
Romance+18 ~ DEGUSTAÇÃO Depois de uma decepção amorosa Paulina Perez, uma tímida governanta, decidi que é hora de mudar e aceitar a ajuda do maior conquistador que conhece: Simon Salvatore, seu patrão. Contra todas as suas regras Simon começa a ensina-la...
