Loucura

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Simon a levou para o quarto, colocando-a sentada na cama. Em pé, sem o menor sinal de vergonha Simon tirou as calças e depois a cueca boxer, sua ereção erguendo-se a poucos centímetros da face ruborizada da Perez.

Novamente ela tinha Simon Salvatore nu bem a sua frente, mas dessa vez seus olhos não se desviaram do pênis ereto, reparando em seu comprimento, nas veias em sua extensão, que a pele esticada parecia macia ao toque e, assim como o peito, Simon não tinha pêlos naquela parte de sua anatomia. Infelizmente, de novo, ficou paralisada, sem a menor ideia do que fazer.

— O que... O que...? — gaguejou insegura e trêmula.

Ele sentou ao seu lado na cama, às mãos grandes aconchegando seu rosto e a boca procurando a dela em um beijo profundo, que Paulina correspondeu com o mesmo ardor que a fizera pedir por mais.

— Acalme-se — ele pediu contra os lábios inchados, afastando uma mecha negra para trás da orelha dela, admirando a pele clara marcada pelo rubor. — Tem certeza de que quer prosseguir?

Paulina titubeou, sentindo o suor gelado em suas costas e toda a pressão – acumulada desde que Nathaniel a largara - sobrecarrega-la. Queria prosseguir, mas a timidez e anos doutrinados a considerar aquilo pecado despertavam sua insegurança. Os motivos para continuar eram tão fortes quanto os para desistir.

— Não sei... — Enxergou a condescendência nos olhos do Salvatore. No mínimo a considerava maluca por agarra-lo, fazer o pedido e leva-lo a ficar nu só para recuar no último instante. — Eu quero... Só não sei... o que fazer...

— Tenho uma ideia — Simon anunciou levantando. — Aguarde aqui.

"Como ele conseguia ser tão desinibo em relação à nudez?", Paulina perguntou-se enquanto o observava caminhar em direção ao banheiro. Ter um corpo em forma e atraente devia ser a resposta, concluiu admirando-o antes que ele desaparecesse no cômodo.

Cruzou as mãos no colo, apertando-as para relaxar, embora a espera e o barulho da água não ajudassem. "O que ele fazia?", questionou-se, inclinando-se para olhar o banheiro que Simon deixara com a porta entreaberta, mas sem conseguir ver nada além da bancada em porcelanato imitando madeira, que também revestia o chão, as paredes e a hidromassagem.

Minutos depois ele retornou e simplesmente a ergueu da cama, levando Paulina a envolver seu pescoço para não cair. Ele a pousou no chão do amplo banheiro somente quando chegou em frente a espaçosa banheira de hidromassagem para duas pessoas, desligada e parcialmente coberta por água e espuma.

— O que planejo necessita que nós dois fiquemos nus — ele disse posicionando-se em suas costas. — Posso tirar seu vestido?

Assentiu sentindo o rosto - e o corpo - pegando fogo quando ele percorreu a lateral de seu corpo com as mãos, chegando até a barra do vestido para erguê-lo, retirando-o pela cabeça e jogando-o no chão. Ele deu o mesmo destino ao sutiã de cetim amarelo.

Encabulada, por ficar seminua sem a escuridão para ocultar os pequenos defeitos de seu corpo, viu seu rubor se estender até o alto dos seios que espremeu com os braços.

— Não precisa se esconder de mim — Simon murmurou beijando seu ombro, depois pescoço, até chegar a sua orelha para morder o lóbulo de leve. As mãos masculinas afagando a curva de sua cintura, percorrendo seu ventre e subindo até seus seios fartos para substituir as mãos dela pelas dele. — Adoro seu corpo, cada pedacinho.

Paulina sentiu seu corpo estremecer, incerta se era por causa da exposição ao frio, da excitação dele roçando em sua bunda ou das mãos apalpando seus seios.

Os mamilos enrijeceram quando Simon os acariciou devagar, apertando-os de leve, causando um gemido feminino de prazer. O desejo crescia como um vértice no ventre de Paulina, deixando-a agonizante e sem ar, conforme ele continuou a toca-la, as mãos deslizando aos poucos por seu corpo, acariciando sua pele suavemente, até chegar ao elástico da calcinha de algodão azul.

Ensina-meHistórias para pegar e não largar. Descubra agora