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Uma semana havia se passado e depois de várias perdas, Marília estava no seu apartamento descansando com Maiara deitada ao seu lado,Julyer  e sua mãe Ruth na cozinha preparando o almoço.

- Sinto como se eu precisasse sair correndo e gritando. - Marília soltou do nada fazendo Maiara a olhar.

A ruiva segurou a mão de sua amiga e sorriu.

- Mas você não vai, você sofreu muitas emoções, precisa ficar aqui descansando. - disse compreensiva. - Você podia ter contado a verdade para mim e para Julyer.

- Eu não quis assustar vocês,  não podia trazer vocês para esse mundo. Viu o que aconteceu comigo? A Maraisa, meu pai... Eu nunca ia me perdoar se algo acontecesse a um de vocês dois. - Marília disse limpando uma lágrima de seus olhos.

Maiara limpou a lágrima da amiga e sorriu.

- Nós somos sua família, eu e o bobão do Julyer somos sua família, e vamos sempre estar com você te apoiando, certo? - a loirinha sorriu e assentiu.

A loira foi interrompida por julyer entrando no quarto.

- Eu me perco nesse apartamento, você sabia que tem uma sala de jogos aqui? - ele disse afobado e as meninas riram. - Vamos almoçar? Sua mãe fez um Risoto que tá incrível.

Maiara levantou e deu a mão para que Marília pudesse a acompanhar.

- O Risoto da tia Ruth, é incrível. - Maiara disse rindo.

Assim os três foram rindo e brincando para a cozinha.

- Depois do almoço podemos jogar nessa belezura de mesa de sinuca?

Marília parou, olhou para a mesa e fechou os olhos por uns segundos...

" Sentou a mulher sobre a mesa de sinuca que tem em sua sala e se afastou da loira apenas para tirar seu paletó, feito isso olhou nos olhos da loira que estava com o batom todo borrado, os cabelos levemente bagunçados, extremamente sexy. Perreira sorriu de lado segurou no pescoço da mulher e a puxou para beijá-la novamente.

Marília levou suas mãos até a camisa da morena e puxou com força fazendo os botões caírem e Maraisa a ajudou tirar de si."

- Eu acho melhor não... - disse com um sorriso triste.

- Por que? - Julyer olhou a amiga que ergueu uma sobrancelha. - Eca, que nojo.

- Se for assim, você não vai andar pela casa. - Marília disse fazendo Maiara gargalhar e Julyer a olhar forçando vômito.

- O que houve? - Ruth disse se aproximando sorrindo.

- Nada, mamãe, só conversando... Soube que fez risoto. - sorriu.

- Sim, minha princesa. Vem. - estendeu a mão para a filha que deu para ela e andaram juntas até a mesa.

Os quatro se sentaram e começaram a de servir quando Marília soltou um suspiro triste e algumas lágrimas escorreram de seu rosto.

- Ei, filha, o que houve? - Ruth disse colocando a mão sobre a sua.

- Eu sinto tanto a falta dela. - a loira chorava - Tudo aqui dentro me lembra ela, eu sinto o cheiro dela em tudo. Não consigo ser igual a você, papai morreu e você parece extremamente bem.

- Porque eu tenho você, filha. Um pedacinho do nosso amor para eu lutar. - Ruth disse sincera.

Maiara sabia o impacto que essa frase teria e negou levemente levando a mão ao rosto.

Marília se colocou de pé.

- Isso eu perdi. - disse sorrindo fraco. - Obrigada pelo almoço, mas eu preciso deitar.

A loirinha foi para o quarto e deitou na cama chorando e colocou uma música...

Same bed, but it feels just a little bit bigger now
Our song on the radio, but it don't sound the same
When our friends talk about you, all it does is just tear me down
‘Cause my heart breaks a little when I hear your name

Ela pegou o travesseiro da latina e fechou os olhos lembrando das palavras dela...

" Marília, estou tendo sentimentos por você... - a mais nova abriu a boca em um perfeito "O". - Acordar do seu lado me faz bem, a irritação quando demoro acordar e você já saiu para o curso me faz bem, é para você que corro para contar minhas histórias do dia, eu sei que é muito louco, estamos há seis meses juntas como amigas com beneficios, mas eu construi sentimentos por você.

- Maraisa eu... - A loira estava nervosa.

- Você não precisa ter sentimentos por mim também, mas eu precisava muito que você soubesse que eu estou completamente apaixonada por você."

- Eu te amo, Maraisa, meu coração é todo seu. - A mulher chorava.

O barulho na porta de seu quarto chamou atenção e ela olhou vendo Julyer na porta.

- Aparentemente, o dela também é seu... - Marília se sentou olhando o amigo.

- O quê? - perguntou confusa.

- Ela acordou e já ameaçou quebrar o hospital todo se não levarmos você até lá. - o homem disse sorrindo.

- Julyer, não brinca comigo. - Marília disse séria.

O homem riu.

- Vamos, Mendonça. Sua esposa está te esperando.

A loirinha voltou a chorar e o homem foi até ela para a ajudar se arrumar e a levar para o hospital.

A mafiosa do amorOnde histórias criam vida. Descubra agora