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— Estávamos a ponto de mandar uma equipe de resgate atrás de você. — Kalen, a maquiadora com quem Wakasa geralmente trabalhava em suas sessões de fotos, agarrou Ailyn assim que ela colocou os pés na casa de hóspedes. — Todo mundo já está colocando os vestidos. Ainda bem que você só precisa de um pouco de rímel e batom.
Normalmente, Ailyn teria concordado em manter o rosto quase sem nada. Ela nunca se sentira muito à vontade com maquiagem. Emma era quem sempre gostara de brincar com as sombras e os pós de arroz que Shinichiro sempre trazia; Ailyn preferia achar os livros que ensinavam a irmã como aplicar a maquiagem, em vez de brincar de ser a manequim.
— Na verdade — ela disse —, gostaria que usasse um pouco da sua mágica comigo. E - A moça levantou uma sobrancelha.
— Mágica? - Ailyn balançou a cabeça.
— Tem esse cara... - Kalen abriu um sorriso lento para Ailyn.
— Bom, nesse caso, vou ficar muito feliz em usar um pouco da minha mágica em você. Ele não vai ter nem ideia de onde veio o tiro. — Chamou a amiga cabeleireira que trouxera com ela. — Jackie, pode vir aqui um momento?
Alguns minutos de conversa secreta depois, na qual Ailyn deixou claro que não queria parecer nem muito arrumada nem vulgar, somente muito mais sexy do que normalmente era, as três mulheres montaram um plano.
Ailyn sentou-se na cadeira e tentou ignorar o coração disparado enquanto Kalen e Jackie transformavam a Boazinha em alguém absolutamente diferente. Trinta minutos mais tarde, depois de Kalen e Jackie ajudarem Ailyn a colocar o vestido de madrinha sem estragar o cabelo nem a maquiagem, Emma entrou na sala e olhou chocada para ela.
— Caramba, o que fizeram com a minha pequena irmã?
As duas não vinham se dando muito bem no último ano. Ailyn odiava o jeito como Emma deixava aquele idiota que namorava em segredo passar por cima dela. Todo mundo via sua gêmea — bivitelina — como atirada e destemida, mas ela sabia que Emma simplesmente conseguia esconder as emoções melhor do que o restante deles.
Cada vez que Ailyn tentava abordar a situação, a irmã a bloqueava cada vez mais de sua vida. Emma era mestra em tiradas sarcásticas e secas, como ela sabia muito bem, e tinha sido atingida vezes demais nos últimos meses. No entanto, apesar de tudo o que acontecera entre elas durante o último ano, ela amava a irmã. Como não poderia, quando dividiram o útero e sempre foram as metades de um todo?
E esse dia era um daqueles em que Ailyn precisava de sua gêmea, da outra metade que entenderia tudo automaticamente, no nível do DNA, para dar-lhe segurança. No afã do momento, quando tomara a decisão de sacudir um pouco as coisas, o fato de Kalen e Jackie a produzirem parecera dar-lhe poder; mas, para alguém como ela, que sempre ficava feliz em desaparecer na multidão, esse cabelo e essa maquiagem eram uma distância muito grande do seu verdadeiro eu.