Naruto
― Você faz totalmente o meu tipo. ― Falei para a imagem da Hinata que eu coloquei na tela de fundo do meu celular.
Calma, eu peguei a imagem do perfil dela, não sou nenhum stalker nem nada. Ver a imagem dela me acalma, me dá paz, eu preciso disso na minha vida, é cansativo estar sempre em alerta. Nunca se sabe quando pode ser apunhalado, e por quem.
― Príncipe, temos notícias da Sombra. ― Falou um subordinado do lado de fora da minha sala de escritório.
― Entre. ― Quase que eu falei "por favor", acho que estou passando muito tempo com a Hinata.
A Sombra é uma das quatro organizações que controlam a favela do Rio. Eles devem estar enchendo o meu saco de novo, quer dizer, o Príncipe da Sombra, o Óbito em específico. Desde que eu peguei uma parte do território do Madara (eu paguei para ganhar esse território), ele tem me mandado mensagens nada agradáveis, está pensando que eu quero tomar tudo pra mim, não posso negar, é verdade, mas ele não precisa saber. Se eu não fizer nada para ele sossegar pode acontecer algum conflito, e eu não quero chamar a atenção da polícia ou das forças armadas, embora nós tenhamos alguns amigos lá dentro, é uma troca de favores, nós não os incomodamos e eles não nos incomodam, tem uma linha, uma fronteira que não podemos ultrapassar, e se o Óbito fizer alguma burrada é possível que passemos dessa fronteira.
"Você não pode sair com as mãos abanando depois de nos insultar." - Óbito
Li a mensagem com a testa franzida em confusão. Quem insultou ele? Eu?? Acho que ele não está entendendo as coisas. Eu só queria estar com a Hinata agora, ver o rosto dela e ouvir ela dizer que tudo vai ficar bem.
Mas eu não sei se ela se importa comigo tanto assim.
Por que eu me importo tanto com isso? Não é como se ela fosse a única mulher no mundo, tem várias que poderiam ser melhor que ela. Quer dizer, ela é tão pequena, meiga, humilde e bondosa.
Droga, no que eu estou pensando agora?!
O subordinado ainda me estava em pé esperando a minha resposta.
― Diga a ele que vá se foder.― O empregado começou a anotar. ― Era brincadeira, eu vou falar com o Jiraya mais tarde sobre isso. Pode ir.
Ele vai saber o que posso fazer. Sempre soube me ajudar nessas horas. É um verdadeiro pai, mesmo que tenha sido rigoroso, também foi amoroso quando precisei, sou muito grato a ele por ter me criado. Pareço a Hinata agora. O que será que ela está fazendo? Será que vai fazer alguma doação nessa semana? Tenho que inventar outra desculpa pra encontrar ela.
Falando nisso, tem algo que uma amiga dela falou que não sai da minha cabeça "Nossa, se o meu filho estivesse vivo teria a sua idade.".É besteira eu sei, mas e se tiver uma chance de eu ser o filho dela? Ela disse que eu sou igual ao marido dela. Preciso saber a ficha dos dois primeiro. Mandei uma mensagem para o Kiba investigar isso.
― Aqui príncipe, quer dizer, Naruto. Esta aqui a ficha dos dois.
― Ótimo. Preciso também do exame de DNA dos dois, e leve o meu também para o laboratório. ― Entreguei uma pasta com exames para ele. Realmente o Minato era a minha cópia, ou o contrário no caso, eu era a cópia dele.
Depois do resultado eu fui em direção ao banco. Estou tentando não pensar muito no assunto, já que não posso chegar lá chorando, a Hinata não pode me ver assim. Chamei a Kushina e o Minato para conversar a sós, e mostrei o resultado dos exames. As nossas histórias sobre o que aconteceu no dia em que me perdi no acidente de carro se divergem, mas isso não muda o fato que o resultado de DNA mostrou que sou realmente filho de Minato e Kushina Uzumaki. Vi quando a minha mãe caiu no chão, não consegui abraçar ela, ainda não consigo acreditar nisso, mas é real. Vi quando a Hinata escancarou a porta do escritório e se constrangeu pela cena. Não consigo mais segurar as lágrimas, ela percebeu o meu estado e veio correndo me abraçar, não perguntou nada, apenas me abraçou quando eu precisei.
Talvez ela realmente se importe comigo afinal.
O Minato pediu uma folga naquele dia para ele e a Kushina, pensei em pedir uma para a Hinata, mas esse assunto é algo muito íntimo. Ela não precisa me ver chorar de novo.
Botei as cartas na mesa, contei a minha história para os meus pais, contei o que passei e o que fazia, pedi para que não se assustassem, o que não adiantou muito, quer dizer, se você contasse para os seu pais que fosse o chefe de uma quadrilha eles ficariam tranquilos? É uma posição arriscada, mas eu já estava acostumado. Falei sobre o meu pai adotivo, e mostrei que ele era alguém responsável, e por pouco a minha mãe não ligou para prenderem ele, agora ela sabe que eu seria levado junto.
Foi mais tranquilo do que eu imaginei que seria contar para eles, eu sei que vão se acostumar com o tempo, agora que sei que são meus pais, terei que botar seguranças disfarçados com eles, para que ninguém nunca mais os tirem de mim, agora que os encontrei não quero me separar deles nunca mais. Preciso tomar cuidado quando for visitá-los daqui pra frente, por que inimigos podem usar esse laço para me ameaçar, principalmente se tratando do Óbito.
Mal posso esperar para apresentar os meus pais para o meu pai. Vamos ser uma família maior agora, e se o universo quiser, talvez entre mais uma pessoa para o grupo.
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Oii gostaram? Essa fanfic está sendo mais divertida de escrever do que eu imaginei. Sobre a capa do capítulo, espero que ninguém tenha se ofendido, essa imagem é para mostrar o sentimento do Naruto em relação ao Óbito.
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A Princesa Hyuuga
RomanceHinata tem uma vida tranquila e calma, mas nem sempre foi assim. Quando criança tivera uma infância repleta de traumas e escassez, por muitas vezes passara por dificuldades, já havia lhe faltado comida e roupas, mas fora salva pelas constantes doaçõ...
