Não era um dia ensolarada em Forks, mas quando fazia sol naquele lugar ?
Seth levantou animado bem cedo. Tínhamos combinado de ir até a antiga casa de Alyssa, mas havíamos feito isso no dia anterior, só para poder curtir o domingo sem preocupações, e foi a melhor coisa que fizemos, porque só no sábado eu consegui perceber que Alyssa era realmente parecida comigo ( não era a toa que minha família insistia em me dizer isso o tempo inteiro). Aly tentou esconder que ainda estava machucada. Mesmo os pesadelos tendo diminuído em cerca de 60% durante as madrugadas, ela ainda sentia a falta da vida antiga com a avó, e tinha medo de nos contar isso, ela confessou que não queria nos magoar e nos preocupar.
Agora, diante do clouset, eu estava parada observando as roupas enquanto me lembrava perfeitamente do que havia acontecido na noite anterior.
Seth pegou o carro preguiçosamente, eu não o culpava, ele estava cansado do trabalho. Colocamos Alyssa aconchegada no banco traseiro, e logo seguimos em direção a antiga casa de nossa menina.
Era uma casinha simples, quase me fazia lembrar da casa em Creek Street. A casa era toda pintada de amarelo, como se fosse para alegrar o ambiente frio e sem graça de Forks. Haviam degraus na entrada, e uma velha porta de madeira, que ranhou quando abrimos.
O local era bem aconchegante por dentro. Haviam almofadas no sofá de estampa florida, é uma lareira que Alyssa afirmou jamais ser ligada.
— Ainda tem cheiro da vovó — ela murmurou ao se jogar no sofá e abraçar uma das almofadas.
Haviam alguns retratos dos pais de Alyssa espalhados na sala. Eu peguei um porta retratos para encarar os pais biológicos da minha filha adotiva.
Um militar uniformizado abraçado a sua esposa estampava o quadro. Eles sorriam felizes em frente a uma casa com campo florido. Mas por trás dos belos olhos escuros da mãe, eu vi a preocupação com sua filha, que ainda estava em sua enorme barriga.
" Vou cuidar dela, prometo" , eu pensei, como se realmente tivesse alguma conexão com aquela mulher.
— Ash! — ouvi Aly gritar, então coloquei o retrato no lugar e fui seguir o som da sua voz apavorada.
— Para! — dizia ela entre gargalhadas. Seth também não parava de rir, e eu acabei caindo na brincadeira com eles, ajudando meu marido a fazer cócegas em Alyssa. Só a largamos quando ela estava chorando de rir.
— O que você quer levar daqui, Aly ? — perguntou Seth docemente.
— Minha boneca, e algumas fotos... — ela ruborizou e olhou para baixo.
Sai rapidamente do quarto, sabendo bem que foto ela iria querer. Peguei rapidamente os porta retratos e votei para o quarto. Seth já estava ajudando Aly a arrumar a boneca dentro de seu mochila.
— Essas duas, ou você precisa de mais ? — perguntei.
Eu havia pegado a foto que olhava anteriormente de seus pais, e uma outra de um dos aniversários de Alyssa, quando ela estava abraçada com a avó.
— Essas aí mesmo, vai combinar com o criado-mudo — ela sorriu empolgada.
— Então, podemos ir ? — Seth fechou a mochila cor de rosa e a colocou sobre os ombros.
Aly assentiu, pegando a mão estendida de Seth, e logo em seguida a minha. Caminhamos lentamente em direção à porta, e quando já estávamos quase no carro, ela se livrou de nossas mãos.
— Alyssa ! — o pânico tomou conta de mim.
Naquele segundo, eu pensei que aquela fosse a oportunidade perfeita para que Alyssa fugisse, e finalmente dissesse que não queria uma nova família. Mas quando ela entrou de volta na casa, Seth me segurou pela cintura e beijou o topo de minha cabeça.
VOCÊ ESTÁ LENDO
My imprinting
FanfictionAshley se vê perdida, sem rumo algum após a morte de sua mãe e Carlisle, tendo tamanha compaixão e apego pela garota, lhe faz a proposta para que a própria faça parte de sua família. Mesmo querendo recusar, Ashley se dá por vencida e sente que não p...
