Depois da morte de Elizabeth eu ainda tentava focar nos estudos. Eu precisava fazer isso de uma forma ou de outra, porque viver com os Cullen para sempre não era uma opção. Carlisle foi mesmo generoso quando me acolheu para viver com sua família, mas aqui não era meu lugar. Viver as custas dos Cullen fazia com quê eu me sentisse péssima e por mais que eu insitisse em trabalhar, Esme não deixava de forma alguma, então a única solução era continuar mantendo as boas notas e tentar uma boa universidade. Harverd era meu sonho agora, eu pretendia cursar medicina, mas não havia comentado isso com ninguém, nem mesmo com minha falecida mãe, ela pensava que eu cursaria música...ah se ela soubesse!
Meus planos mudaram quando David apareceu pela primeira vez tentando me arrastar para Creek Street. Eu ainda me lembrava bem do episódio constrangedor que ele me fez passar. Era o meu primeiro mês com os Cullen, e eu finalmente estava me adaptando a nova rotina e aos meus...han...familiares adotivos.
David havia agarrado meus braços e tentado me arrastar para seu carro. O cheiro de álcool estava explicito em seu hálito, e tive vontade de vomitar só de lembrar daquele momento. Alice de alguma forma foi meu anjo da guarda, ela avisou a Carlisle o que estava acontecendo e somente assim o Cullen pode chegar a tempo de me livrar das ameaças (e dos tapas) de David. Depois daquele episódio, Carlisle e Esme decidiram que era hora de nos mudarmos.
Fomos para Atlanta praticamente no dia seguinte. Eu me lembro de estar furiosa com Carlisle por ter fornecido meus contatos para David. Eu odiava meu Pai Otário. Nunca tive motivos para gostar de alguém como ele, mas Carlisle acreditava que ele pudesse mudar, e Esme concordava.
"Um dia, você irá perdoá-lo" Ela dizia.
Mas não, eu nunca perdoaria David. Ele havia feito da minha infância um verdadeiro inferno, e o pior de tudo : ele havia matado minha mãe, a sua própria mulher, aquela á quem ele havia prometido " amar e respeitar, na alegria e na doença, na saúde e na tristeza". David nunca a amou verdadeiramente no final das contas, ou talvez ele fosse um maníaco psicopata, mas eu ainda arriscava a primeira opção.
Eu me afastei. Todo o laço que eu havia criado com os Cullen agora parecia quebrado novamente. Estava com raiva de Carlisle, furiosa por ter concordado em morar com eles, por ter aceitado que os Cullen me fizessem um favor. Eu queria fugir...
Edward era um bom leitor de mentes, e esconder esse tipo de pensamentos dele era realmente difícil, mas eu conseguiria.
Em um dos simulados de Atlanta High School, eu decidi que era a hora de agir. Levantei da carteira ainda com a prova em branco e decidi que era hora de ir. Eu mal tinha assinado meu nome completo, e vi a aplicadora da prova me olhar de cima a baixo, como quem pergunta " O que está fazendo aqui senão estudar ? ", mas eu ignorei totalmente seu olhar de ceticismo e lhe dei as costas, saindo rapidamente do colégio.
Andei pelas ruas sem rumo. Eu não tinha dinheiro, não conhecia nada e nem ninguém em Atlanta e segundo Alice, mais tarde iria começar uma nevasca. Ótimo, eu não tinha onde ficar. Suspirei e saquei meu celular, me xingando por ser obrigada a ligar para alguém e pedir que me buscasse, pois aquela altura, eu havia me perdido.
Um vulto passou próximo a mim, e aquela altura eu sabia bem que não era um bom sinal. Eu convivia com vampiros, via Emmett sumir como um raio o tempo todo só para me distrair, então... Se não fosse um Cullen eu realmente estaria em apuros. Estremeci com a ideia e olhei ao redor. Havia pouco movimento nas ruas, afinal, eram quase seis horas da noite e o clima começava realmente a esfriar cada vez mais. Entrei na cafeteria próxima a mim e passei a mão no celular. Algo se mexeu do outro lado da rua. Engoli em seco e decidi ligar para o Cullen mais discontraído da família, e é claro, o Cullen que sem dúvidas iria ficar empolgado com uma briga.
— Emmett ao seu dispor. Onde você está Ashleyzinha ? — Ele perguntou em seu modo brincalhão.
— Emmett — meu tom de voz saiu desesperado — Preciso de um favor... - hesitei
— O que você precisar —eu podia imaginar seu sorriso enorme. Ele sempre estava tentando me agradar, e um favor vindo de mim...era tudo o que ele queria para demonstrar ser um bom irmão.
— Eu me perdi, não posso explicar agora, mas preciso que você venha rápido...Talvez Alice seja de boa ajuda — Droga! Alice não! Ela era tão pequenina para enfrentar quem quer que fosse....
— Edward! Traga o Edward, não a Alice! Ele pode me achar mais rápido. E por favor, não conte nada a Esme ou a Carlisle, não quero preocupá-los — ainda tendo raiva de Carlisle, eu não queria que ele soubesse o que eu planejava minutos atrás. Esme ficaria arrasada e ele também, e por mais que eu negasse, eu sabia que bem no fundo era grata por eles terem me adotado.
— Estou a caminho! — ele anunciou
Emmett desligou na minha cara. Eu pedi um chocolate quente, mas tive a impressão de estar sendo observada. Rezei para Emmett aparecer logo, ele deveria chegar em poucos minutos, afinal ele gostava de atingir a mais alta velocidade no carro.
Minhas mãos ficaram gélidas e eu comecei a suar frio. Onde estava Emmett ?
Olhei para meu relógio no pulso. Havia apenas dez minutos que eu tinha ligado para ele, e contando a distância que eu estava de casa ele poderia levar mais uns sete minutos, não ? Eu esperava realmente que ele levasse menos tempo, muito menos tempo.
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My imprinting
FanfictionAshley se vê perdida, sem rumo algum após a morte de sua mãe e Carlisle, tendo tamanha compaixão e apego pela garota, lhe faz a proposta para que a própria faça parte de sua família. Mesmo querendo recusar, Ashley se dá por vencida e sente que não p...
