N/A: ALGUMAS OBSERVAÇÕES DEVEM SER CONSIDERADAS:
* ISTO É UMA FANFIC, LOGICAMENTE ALGUNS FATORES PODEM SER ALTERADOS, COMO IDADE DOS PERSONAGENS, TEMPO EM QUE CADA FATO ACONTECE E ETC, ENTÃO, DEIXANDO CLARO : ISTO É UMA FANFIC!
* ELIZABETH, A MÃE BIOLÓGICA DE ASHLEY TEM SIM O MESMO NOME DA MÃE BIOLÓGICA DE EDWARD, ISSO É UM FATO QUE DEVE SER CONSIDERADO FUTURAMENTE.
* Ashley tinha 15 anos quando foi adotada pelos Cullen
PRIMEIRA TEMPORADA 01X01
David havia enchido a cara. Não era novidade nenhuma, na verdade. Ele costumava chegar bêbado em casa, cambaleando, fedendo a álcool e agressivo.
Ele sempre descontava sua raiva em minha mãe, Elizabeth, mas agora havia um segundo alvo : EU.
Era inverno. Em Ketchikan, e Creek Street estava lotada de turistas.
David era comerciante em Creek Street, e uma vez ou outra obrigava minha mãe, ou até mesmo eu a tomar conta dos negócios.
A essa altura, minha mãe finalmente tinha aberto os olhos e estava pronta para sair dali comigo. Tínhamos o plano perfeito, ou pelo menos, na minha cabeça ele era infalível. Iríamos para Califórnia, há 44 horas de carro dali.
Eu havia juntado cada centavo que tinha para sairmos o quanto antes. Deixaria tudo para trás para recomeçarmos do zero há exatas 2.233 milhas dali.
Tudo parecia perfeitamente bem, até David aparecer no seu estado natural na loja aquele dia.
Ele colocou a placa de "Fechado" na porta, e mandou que fossemos para o carro. Eu estava cansada de dizer-lhe que não andaria com ele naquele bêbado no carro, porém sabia no que isso resultaria, então não retruquei.
David sussurrou algo no ouvido de Elizabeth, e ela me olhou com pavor. Antes que eu perguntasse qual era o problema, ele me empurrou com agressividade para o carro, trancando a loja e girando a chave na ignição.
David girou a chave na ignição e sequer esperou que colocássemos o cinto de segurança. Eu bati com a cabeça contra o banco com a arrancada que ele deu com o carro.
– Quando você iria me contar sobre isso ? – Ele atirou as passagens na cara de Elizabeth ao passar a marcha do carro, ganhando velocidade.
Elizabeth engoliu em seco. Vi seus lábios tremerem uma vez ao pensar no que responder sem entregar o jogo.
– PARE DE GRITAR COM ELA, SEU ESTÚPIDO! FUI EU! EU QUEM EMITI AS PASSAGENS AÉREAS – Berrei de volta.
David riu uma vez sarcástico e me ignorou totalmente, se voltando para minha mãe que estava encolhida no banco do carro.
– Você tem uma vida fácil, e agora vou lhe ensinar que não deve esconder as coisas de mim! Eu sustento a droga dessa casa! Porra! – Ele gritava sem parar no carro. Seu hálito de bebida alcoólica espalhava pelo veículo fechado ,e tive vontade de vomitar.
Minha mãe se retraiu e não disse nada, ela sempre teve medo dele. E eu, já estava mais que acostumada.
Abri a boca uma vez para eu retrucar, mas o que quer que saísse da minha boca jamais evitaria a tragédia que estava por vir.
Os pneus do carro então começaram a cantar, David havia perdido a direção, e então fui jogada para frente ,por sorte estava de cinto e bati com a cabeça de volta no banco, mas minha mãe....
Minha visão ficou turva durante um tempo. Acordei vendo a cabeça de Elizabeth ensanguentada, e o desgraçado saindo carro cambaleando em desespero. Também havia sangue em seu corpo, mas pouco me importei.
— Mãe! — Eu tentei, mas ela nada respondia — Mãe ! — Tentei novamente, nada, e então me veio o desespero. Eu gritei em plenos pulmões desejando que acontecesse qualquer coisa comigo e não com ela.
E tudo após isso era apenas um borrão com ecos do meu próprio grito.
— Acorda! Ash! Acorda! — Abri os olhos assustada. Edward estava ao meu lado me encarando com seus cabelos cor de bronze desgrenhados e seus olhos analíticos em tom de ônix. Olhei para o redor do quarto e vi Esme preocupada na porta.
Eu suspirei.
Desde que Elizabeth havia morrido eu vinha tendo pesadelos. Segundo os Cullen, algumas vezes cheguei a me machucar, desde que perceberam que eu deveria ter uma fiscalização até dormindo, Edward se mantinha de plantão ou Esme, ou Carlisle. Raramente Emmett e Alice. Rosalie e Jasper me evitavam quase sempre. Na real, acho que eles nem lembravam de minha existência humana.
— O que aconteceu ? — Perguntei piscando para Edward, e só então percebi que eu chorava. Eu sabia bem o que havia acontecido, mas ainda me sentia constrangida com a recorrência dos fatos.
— Você teve um pesadelo — Ele disse com cuidado e abriu os braços, logo me aconcheguei ali em seu colo lhe abraçando com força.
— Desculpe, não queria perturbá-los... — Disse por fim.
— Oh querida, não foi culpa sua — Esme veio em um vulto rápido para perto, passando a mão em meus cabelos emaranhados.
— Eu pensei que isso acabaria com um tempo — Suspirei.
Esme me lembrava muito minha falecida mãe. Seu jeito delicado e carinhoso com os filhos adotivos. A única diferença entre as duas, é que eu nunca havia visto Esme com medo de algo. Por mais que Esme fosse...digamos, maternal, ela sempre sabia como agir ou o que fazer. Sempre se mantinha confiante em suas decisões.
Não que eu culpasse Elizabeth por isso, pelo contrário, eu entendia bem porque minha mãe biológica não era como Esme.
— Está quase na hora de vocês irem para a escola... — Esme disse com carinho, eu sabia que era uma forma de me distrair com a mudança repentina de assunto, entretanto, não dei importância a isso, e deixei que ela tentasse me livrar de pensar em outro pesadelo.
Eu assenti.
— Tudo bem, já vou descer — Garanti.
Ela me deu um beijo carinhoso na bochecha, me analisando preocupada, mas logo saiu.
— Você pode ir Edward — Sorri amarelo.
— Está me expulsando ? — Ele perguntou sorrindo torto, ri de sua atitude.
— Você sabe, eu te acho maior gato, mas não faz meu tipo — Eu dei uma piscadinha para ele — Quero ficar sozinha, preciso me trocar — expliquei.
— Não faço seu tipo? — Ele gargalhou — Você não pensou isso dois anos atrás.
Revirei os olhos.
— Até quando vai ficar me lembrando desse momento constrangedor?
— Vou lembrar pela eternidade — Ele deu um sorriso torto, beijou minha bochecha e saiu — Não demora, temos aula.
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My imprinting
Fiksi PenggemarAshley se vê perdida, sem rumo algum após a morte de sua mãe e Carlisle, tendo tamanha compaixão e apego pela garota, lhe faz a proposta para que a própria faça parte de sua família. Mesmo querendo recusar, Ashley se dá por vencida e sente que não p...
