De cima do palco, é fácil confundir meu trabalho.
A luz neon bate no meu corpo e realça minhas curvas já visíveis graças a pouca roupa que eu estou usando.
O pole, é como um velho amigo, ou como um amante, nos misturamos e nos unimos com graça e s...
Você me chateia, então você beija meus lábios De repente esqueço que estava chateada Nem consigo lembrar o que você fez (Hate that i love you — Rihanna feat. Ne-yo)
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É sábado noite, estou indo tomar banho para o trabalho quando o telefone toca. Dormi a tarde inteira, exausta depois de duas noites de sono perdidas. Estou muito atrasada nesse momento, o que apenas corrobora o fato de não atender a ligação.
No momento que chego ao chuveiro, o maldito celular já tocou cerca mais vezes do que minha paciência permite. Esse é o único motivo que me faz atender a ligação quando o aparelho começa a tocar novamente.
— Alô? — Digo, com minha habitual voz de poucos amigos, reservada para os momentos de mau-humor.
— Preciso que venha ao escritório, Abigail. Temos assuntos para tratar. — Suspiro quando percebo quem é do outro lado da linha.
Não posso negar que meu corpo inteiro se arrepia somente de ouvir a sua voz. Aparentemente todo o bom sexo que fiz com Joseph não serviu para apagar a mancha que Christopher deixou sobre mim.
— Não posso. Tenho trabalho hoje.
— Eu pago para vir, se é esse o maldito problema.
— Sou mais cara do que pensa. — Respondo, ultrajada com o que ele acaba insinuando.
— Não Abigail, eu sei exatamente quanto vale algumas horas em sua companhia.
A frase é quase um tapa na minha cara. Me faz lembrar da minha mãe, de quantas vezes ela teve pessoas querendo comprar o seu tempo, ainda que ela já tivesse deixado o trabalho. Não sou como ela, repito para mim mesma.
— Você é um babaca.
— Precisamos conversar Abigail.
— Não tenho nada para falar com você.
— Sou seu chefe.
— Apenas em horário comercial Christopher.
— Vou precisar ir até o clube onde você trabalha pedir para o seu outro patrão reservar seu horário para podermos conversar?
Respiro fundo. Tenho um milhão de respostas prontas na ponta da língua, mas a única coisa que sai é patética.
— Não vou ao escritório Christopher. Não tem discussão.
— Tudo bem. Me mande seu endereço. Vou até a sua casa e conversamos aí. Será rápido.
— Certo.
Sei que sou patética, não devia ceder fácil assim aos caprichos desse homem, claramente acostumado a ter tudo o que quer, mas simplesmente não pude evitar. Confesso que estou curiosa para saber o que ele quer, espero que a curiosidade não mate a gata mais tarde.