Capítulo 25 | Fúria

130 11 18
                                        

Nós não conseguimos voltar atrás
Até estarmos de cabeça pra baixo
Eu serei o vilão agora
Mas não, não tenho orgulho disso

(Circles — Post Malone)

(Circles — Post Malone)

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Christopher 

Fogo queima em meu peito. Sangue mancha meu chão, quando olho meus dedos tem as juntas machucadas do soco que dei na mesa, nem mesmo havia notado o sangue escorrer. Enquanto isso, a outra mão arde, a palma vermelha devido ao tapa dado em Abigail, droga. Maldita seja a hora que essa mulher entrou na minha vida.

Respiro fundo, frustrado e revoltado. As palavras que Abigail disse girando em minha mente. Fazendo meu ódio aumentar, transbordar. Vontade de ir atrás dela apenas para chacoalhá-la até que ela retirasse cada coisa que disse enche meu peito e preciso me conter, já perdi o controle demais por um dia.

Sento em minha cadeira, em frente a mesa manchada de vermelho e passo a mão pelos cabelos, a demissão ainda não assinada pairando como um fantasma em minha mesa. Embaixo dela a foto, espalhada por toda a empresa, mostrando ainda que não de forma nítida Joseph e Abigail fazendo sexo na sala dele. Amasso o papel e o atiro longe. Meu peito se aperta, com ódio, de tudo o que essa mulher representa, de tudo o que ela me faz sentir.

Tento me concentrar em meu trabalho, mas pensamentos involuntários insistem em aparecer, como folhas seguindo o vento. Sinto meu sangue ferver a cada vez que as palavras retornam impedindo minha concentração, o dia passa, mas pareço um garoto sentado em frente ao computador do pai, olhando as palavras sem entender coisa alguma, solto um suspiro, cada vez mais frustrado.

Deveria ter notado que essa mulher acabaria com minha vida, na primeira vez que ela apareceu em minha sala. Na primeira vez que a tive em minhas mãos. Maldita. Minha pele ainda parece arder de desejo, enquanto ela sequer se deu ao trabalho de passar na sua casa e trocar de roupa, filha da puta, deve ter tido uma noite ótima. Cerro os pulsos com força, sem dificuldade em pensar com quem ela passou a noite, maldito Joseph, maldito.

Levanto da cadeira, antes que a raiva me faça atirar o monitor para longe. Pego os papeis da demissão e saio da minha sala, pisando duro. Ninguém ousa olhar duas vezes na minha direção, como se sentissem o ódio inflamado nas minhas veias. Chego até a mesa de Abigail, mas não tem nem ao menos sinal dela.

— Onde está a Abigail? — Pergunto com uma voz ríspida ao primeiro desavisado que cruza meu caminho.

— A-acho que ela foi embora… Senhor. — O funcionário responde, não lembro seu nome.

— Ótimo. — Resmungo e viro minhas costas, deixando o pobre funcionário aliviado por trás de mim.

Faço o caminho de volta para minha sala, com o objetivo de pegar as chaves do carro e ir até sua casa. Pronto para gritar toda sorte de ofensas enquanto ela assina a demissão. No entanto, sou impedido por Joseph, que parece aguardar por mim, olhando distraído para alguma coisa em cima de minha mesa.

— O que está fazendo aqui? — Pergunto a ele, minha voz agressiva sai num tom de acusação, apesar de meu amigo nada ter feito. Talvez, a simples presença dele aqui seja indesejada o suficiente no momento.

— Imaginei que iria quer falar comigo. — Joseph responde, tranquilo demais. 

— Por que eu iria quer falar com você? — Franzo meu cenho, em raiva. As palavras de Abigail novamente soando em meus ouvidos, não é possível que ele tenha acreditado em tamanho disparate.

— A foto Christopher. Que droga está acontecendo com você? Sei que é um assunto delicado, mas realmente acha necessário toda essa agressividade? Ainda mais com tudo o que tem acontecido na empresa. — Joseph fecha a cara enquanto diz, unindo as sobrancelhas. 

Respiro fundo um momento e encaro Joseph, nem havia pensado na foto quando o questionei. Estou definitivamente enlouquecendo.

— Você passou do limite Joseph. Eu deveria estar demitindo você nesse momento e sabe disso, eu só… — Começo a falar nas sou interrompido. 

— Escute Christopher, sei que agi mal. Mas, nós dois sabemos que você já fez pior nessa sala. Tem muito pouco tempo que você e Lisa pareciam coelhos trepando por todo canto. Não seja hipócrita de me julgar por isso, eu não estou arrependido. Mas, no meio dessa confusão toda, um pensamento brotou na minha cabeça. 

Espero que ele continue, mas ele nada diz. Apenas aguarda enquanto franzo minha testa, curioso.

— Fale logo que maldito pensamento é esse, droga. 

— E se a pessoa que roubou a empresa e a pessoa que espalhou as fotos forem a mesma pessoa? — Ele revela com os olhos atentos.

— Por que acha isso? Uma coisa não tem nada a ver com a outra. — Pergunto sem entender.

— Veja bem. Talvez, quem quer que tenha roubado a empresa, não fez isso para afetar você. Fez isso para afetar a mim…

— Claro, a pessoa quer afetar você e sou eu que fui roubado. Lógica meio injusta a dessa pessoa. — É minha vez de o interromper. 

— Escute primeiro seu babaca teimoso. A pessoa, seja lá quem for, não roubou diretamente da empresa. Roubou do meu departamento em particular. Pensei muito sobre isso, por que roubariam meu departamento ao invés de simplesmente tirar direto do cofre da empresa ou de outros setores que movimentam nais dinheiro? A resposta é simples, a pessoa sabia que se roubasse meu setor a culpa recairia diretamente em cima de mim.

— E espalhando a foto, iria reforçar ainda mais a sua falta de comprometimento e caráter. Reforçando a ideia de que você não segue regras e não se importa com a empresa, fazendo você se tornar um suspeito ainda maior. — Termino o raciocínio. 

— Posso não estar certo, mas se descobrirmos quem espalhou essas fotos, teremos nosso maior suspeito.

— Posso não estar certo, mas se descobrirmos quem espalhou essas fotos, teremos nosso maior suspeito

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
The stripper Histórias para pegar e não largar. Descubra agora