Volta Mieera
....Pov: Calleu
— Calleu, você prometeu que iria conversar com o conselho. — Nathanael estava com uma cara cansada e não era para menos. — Eles estão no meu pé, já vai fazer um mês que a Mieera sumiu e eles esperam respostas de você.
— Eles esperam que eu arrume outra companheira sendo que a minha ainda está viva. — eu estava estressado com tudo.
— Isso só piorou depois que aquele velho chegou. — disse Flávia que estava mais prestando atenção na nossa conversa do que ensinar Linar a escrever.
— Flávia, você sabe que ele é o ancião mais velho, se alguém te ver falando assim dele pode pegar mal para você. — Nathanael a repreendeu e a mesma revirou o olho.— A pior coisa já aconteceu, que é ser da mesma família que a sonsa da Lívia. — isso mesmo as duas eram da mesma família, mas só que a Flávia era rebelde e foi deserdada pelo bisavó que no caso era o ancião Carmelio.
— Eu tenho certeza que vocês já se odiavam na barriga antes mesmo de nascer.— Nathanael brincou e a mesma jogou um lápis nele.
— Tia, desse jeito eu não vou aprender a escrever nunca. — Linar cruzou os braços e ficou emburrada, e Nathanael riu da cara fofa que ela fez.
A Linar tem sido a nossa cura ultimamente, ela e a Flávia se tornaram muito amigas, e para mim ela é como uma filha já que eu não consegui pega a minha nos braços.
Ficamos um tempo conversando e lanchando um pouco e a Linar estava a todo custo tentando escrever o nome do Nathanael.
A nossa alegria acabou quando um dos guardas baterem na porta a fala que o Carmelio estava lá fora esperando para entrar.
— Eu me lembro bem que antigamente não tinha guardadas na porta da casa principal, mas hoje em dia para qualquer lugar que eu vou tem um. — ele já entrou reclamando dos guardas. — Olha só quem eu encontrei, estava se escondendo de mim Flávia? — perguntou assim que os seus olhos pousaram em Flávia. — Eu devo supor que essa não é sua filha.
— É, e parece que eu falhei miseravelmente em me esconder de você. — falou sem preocupação de levar um esporro. — E respondendo a sua pergunta, ela é não a minha filha.
— Você deveria ter respeito pelo seu bisavô. — ele a repreendeu, e ela revirou os olhos.
— Nem se o senhor fosse a da minha família, o que claramente não é, já que me deserdou, eu não iria te respeitar. — falou se levantado furiosa. — Vamos Linar, vamos para a biblioteca aprender a escrever.
Ela saiu da sala sem se despedir e foi com a Linar, que não pensou duas vezes em segui-la para a biblioteca.
— Então podemos ir para o seu escritório? — perguntou na cara de pau, e eu me levantei para irmos ao escritório, assim que chegamos eu ia me sentar na minha cadeira, mas ele sentou primeiro, e eu me sentei ao lado do Nathanael. — Bom eu vou direto ao assunto, cadê a sua companheira?
Eu respirei fundo, eu não aguentava mais isso.
— Eu já falei que ela foi visitar a família, para resolver uns assuntos. — eu estava mentindo para ele e para qualquer uma que não fosse da família.
— Ela claramente não quer ser uma suprema, e eu aposto que é igualzinha a mãe dela, egoísta. — estava tentando me controlar para não pular no pescoço dele. — E o Leandro, aonde ele está? Porque desde o dia que eu cheguei ele não apareceu, não vai me dizer que ele estava se escondendo.— perguntou com voz de deboche, e eu percebi que cada vez mais eu odiava esse homem.
— Não, ele teve que ir em umas das alcatéias resolver um assunto de brigar entre alfas. — mentira de novo, ele me olhou desconfiado, mas não disse nada.
— Eu espero que a sua companheira esteja aqui amanhã, ou eu terei que consultar os alfas e o conselho.
— Isso é uma ameaça? — perguntei um pouco alterado. — Eu não sei se o senhor lembra, mas eu ainda sou o supremo.
— Isso não foi uma ameaça, e eu tenho uma ótima memória. — ele caminho para frente da porta e abriu a mesma. — Supremo. — falou isso e saiu, fiz um sinal para que o Nathanael o seguisse para vez se realmente iria sair.
Me sentei na minha cadeira e comecei a massagear as minhas os lados da minha cabeça.
— Ele saiu da casa e parecia muito tranquilo. — falou se sentando, e eu levantei a minha cabeça para obseva-lo. — Eu tenho quase certeza de que ele estava armando alguma coisa.
— Eu também penso isso, ele nunca vem tão calmo assim. — ficamos em silêncio pensando. — E isso me faz lembrar, aonde está o Leandro mesmo?
— Ele foi se consultar com os elfos, para entender o que esta acontecendo com a Mieera.
— Eu só quero que isso acabe.
— Eu também, eu não consigo dormir de noite, aquele velho tem muita artimanhas.
Concordei, nós resolvemos ligar para o Leandro e pedimos para ele vim, por que a coisa tava feia, e ele disse que já estava a caminho e perguntou se tinhamos alguma notícia da Mieera, e nós respondemos que não.
Depois do jantar eu resolvi ir dormir, e dessa vez a Mieera não veio me visitar nos meus sonhos , foi a primeira vez eu consegui dormir a noite toda, acordei de manhã com um ótimo humor, fiquei um pouco desconfiado, tomei banho e vestir uma calça e uma camisa de manga, calcei os meus sapatos e sai do quarto.
Pelo caminho eu amarrei os meus cabelos, que já estava bem grande, desci as escadas e a casa estava em silêncio, por que as barulhentas não tinha acordado ainda.
Na sala de jantar só está o Nathanael, dei bom dia e ele respondeu, demorou um pouco desceu a Flávia e Linar, estávamos todos tomando café em paz quando o Leandro chegou.
— Bom dia. — respondemos ele, e mesmo não estava com a cara nada boa. — Por um acaso você chamou os alfas e os anciãoes?
Assim que ele perguntou isso eu me levantei.
— Aquele desgraçado. — sai da casa furioso, e o Nathanael e Leandro me segueram, fomos para o celeiro e assim que eu entrei estava todos lá. — Eu não pensei que você iria passar por cima do que eu falei. — disse para o senhor que estava sentada em minha cadeira na mesa da reunião. — Você esqueceu que eu sou supremo e passou por cima de mim.
— Você é o supremo, mas como o ancião mais velho eu tenho o direito de reunir o conselho. — falou se levantado e viu o Leandro atrás de mim. — Veja só quem apareceu, então resolveu os assuntos da alcatéia, a deixe-me adivinhar. — colocou a mão no queixo. — Não resolveu, até por que não tinha alcatéia nenhuma, você mentiu para mim, mais um motivo para reunir todos.
Eu ia falar outra coisa, até que eu vi a Lívia entra e ir até o avô, ela falou alguma coisa não consegui ouvir, mas pelo o seu semblante alguma coisa saiu como ele queria.
— Ah, mas antes que eu me esqueça, Calleu. — começou a andar até mim. — Cadê a sua companheira? — ele deu um sorriso macabro, então eu soube que tinha alguma coisa errada, o meu corpo ficou rígido.
Eu estava prestes a pula em cima dele quando a porta se abriu e eu senti o cheiro que tanto tinha sonhado, eu não precisei me vira para ver quem era.
— Eu estou bem aqui. — não resisti e mim virei para olhar ela, está tão diferente, e mais forte. — Surpreso em mim senhor. — fez uma pausa e andou até mim. — Ex ancião.
Todos ficaram em choque, o pai dela estava com um sorriso no rosto, e o Nathanael estava de boca aberta.
— O senhor não queria que eu voltasse. — ela sorriu. — Vai desejar ter me matado. — ela passou por ele e se sentou na cadeira que é dela por direito.— Vamos começar a reunião. — ele ia se sentar no meu lugar quando ela suspendeu a mãe para que ele parasse. — Aqui é o lugar do supremo alfa.— olhou para mim. — Então meu amor, vai se sentar ou vai ficar em pé.
Eu obedece ela me sentei ao seu lado.

Carmelio
Ancião mais velho
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Sacerdotisa dos deuses
WerewolfA muito tempo alguns deuses tiveram filhos com criaturas da terra e dos céus, e algumas das mulheres nascida viravam sacerdotisas dos seus pais, esperando até completar a maior idade e poder ser um deus mas com Mieera foi diferente, pós a jovem não...