Criança.
Pov: Calleu
Eu ainda estava parado olhando para a porta aberta, coloquei a mão na cintura e dei um suspiro seguida de uma risada. Aquela criança mimada.
Fui em direção a porta e fechei a mesma e retornei para o banheiro, eu ainda não tinha tomado banho só sai do banheiro de toalha por que tinha sentindo o cheiro dela no meu quarto.
Tirei a toalha e entrei no box, deixei a água cair sobre mim e passei a mão pele o meu cabelo, tomei um banho rápido e sair do banho mas dessa vez sem toalha na cintura e sim a mão, fui para o closet e coloquei uma cueca e uma calça moletom preta.
Voltei para o quarto e me joguei na cama tava cansado depois do dia agitado, e depois da conversa que eu tive com Leandro, entendi o porquê da filha dele está aqui já que ela nunca veio, pelo menos não quando eu estava aqui.
Ele disse que Zeus havia enviado ela para investigar os desaparecimento de algumas sacerdotisas por aqui, mas lá no fundo eu sei que tem algo a mais, ainda mais quando ela falou que tinha prometido alguma coisa para a Lunar, e que não seja o que eu estou pensando por que se for aquilo que eu a prometi em seu leito de morte eu estou ferrado.
— Oh minha deusa Lunar, por favor me dá um sinal de que não é isso que eu estou pensando. — fiz um pedido olhando para o teto e esperei uma resposta, mas infelizmente nada veio. — Ok, já vi que vou ter que descobrir sozinho o que você aprontou para mim.
Dei um suspiro e fechei os olhos, as minhas mãos estavam atrás da cabeça e as minhas pernas uma encima da outra, e não demorou muito para eu pegar no sono.
[...]
Eu estava ouvindo um cochicho e abri os olhos, passei a mão no rosto e peguei o celular que estava na mesinha ao lado da cama, liguei o mesmo e vi a hora 00:00 .
— Porra, acordei bem na hora em que os espíritos estão vagando, era só o que faltava. — coloquei o celular de volta mesinha e tentei voltar a dormir, mas o cochicho não parava.
Me levantei da cama já disposto a matar alguém abri a porta e me deparei com a maluca da Mieera do lado de fora com os cabelos bagunçado e cara amassada, eu diria que estava sexy, mas ao mesmo tempo parecendo uma maluca que não penteia os cabelos a séculos. Ela olhou para mim.
— Você também tá ouvindo isso? — perguntou passando a mão pelo cabelo na tentativa de arruma-los.
— Sim, e por um momento eu pensei que era você, já está indo te matar. — falei dando um passo e saindo do quarto e ela olhou para mim e revirou os olhos, mas depois ficou me analisando, e ficou um tempo olhando para o meu peito. — Perdeu alguma coisa aqui ? — perguntei olhando para o lugar que ela estava admirando.
— Larga de ser convencido idiota, eu só estava lembrando de uma coisa aqui.— rebateu andado em minha direção. — Tá ouvindo isso?
Eu parei um tempo e percebi que o barulho tinha parado, e que estava um completo silêncio, e com a minha audição aguçada eu apenas ouvia a nossa respiração e o batimento cardiaco dela.
— Não, eu não estou ouvindo nada, vou volta a dormir. — falei e me virei para entrar no quarto, foi quando ela pegou no meu braço e ouvi a sua respiração e coração acelerado. — Merda. — me virei para ela, não acreditado que mesma estava com medo. — Não acredito que a corajosa Mieera está com medinho ? — comecei a dar risada, mas parei quando a sua expressão ficou mais seria ainda.
— Eu não estou com medo idiota, não sei como não esta ouvindo esses sons. — ela me soltou e parou para analisar alguma coisa. — Te mihi revela, ostende illi quod audire non possumus. — ela começou a falar palavras em latim e eu comecei a ouvir um zonbido em meu ouvido.
— Bruxa. — falei colocando as mãos em meus ouvidos. — O que estava fazendo comigo? — gritei um pouco, e assim como a dor veio ela foi embora, do nada. — Porra, o que você fez. — me exaltei indo para cima dela.
— Ei grandão, calma aí eu não fiz nada, agora faz silêncio. — eu ia falar novamente quando do nada senti outra dor na minha cabeça e tudo ficou escuro. — Shiii, você não vai se lembrar de nada amanhã. — foi a última coisa que eu ouvi antes de desmaiar.
[...]
O sol batia no meu rosto quando eu acordei, coloquei a mão enfrente a mesma para que os raios não atingisse os meus olhos. Com um pouco de dificuldade levando da cama e sinto uma leve dor na cabeça, alguns flash da noite passada vem em minha cabeça, mas nada muito específico.
Saí da cama e fui para o banheiro, me olhei no espelho e vi algumas olheiras da noite mal dormida, joguei um pouco de água no mesmo, tirei a minha roupa e para tomar um ducha fria, e escovei os dentes.
Fui para o closet e pego uma calça diz preta e uma camisa com manga marrom, normalmente eu iria fazer uma corrida de rotina, mas hoje tinha alguns assuntos para resolver. Coloquei o meu relógio e passei perfume.
Pego meu celular e saio do quarto, e é como se fosse automático olhar para o lado oposto aonde fica o quarto dela, me viro para o meu caminho e continuo até chegar nas escadas, desço elas e vou em direção a sala de esta.
— Bom dia. — comprimento o meu pai que está sentado na cabeceira da mesa e eu sento na outra de frente para ele.
_ Então meu filho como foi a sua noite? — pergunta enquanto toma café russo, que era o seu preferido, eu particularmente não gosto, acho um pouco fraco.
— Foi um pouco conturbada, eu ouvi algumas coisas durante a madrugada, mas nada de mais.— falei a única coisa que lembrava, coloquei um pouco de café para mim, logo me bate uma curiosidade e resolvo pergunta.— E Mieera, aonde está? — Leandro não levanta os olhos quando me responde.
— Ela acordou cedo e foi ao templo fazer algumas oferendas, parece que não teve uma boa noite de sono. — ele levanta o rosto para mim olhar e antes de colocar uma garfada de panqueca na boca. — Igual a você, muita coincidência não acha.
Ele me olhou de um jeito que entendi o que ele queria chegar, e isso nunca tinha se passando pela minha cabeça.
— Não, eu não fiz nada se é isso que o senhor está pensando. — falei e ele continuo me olhando daquela forma que me olhou naquele dia. — Eu juro senhor, isso não vai acontecer, nem que eu tenha que ir para bem longe daqui.
Eu sabia que essa promessa iria ser quebra em algum momento, e ele também sabia e nesse momento ela chegou dando bom dia, e lá no fundo eu sabia que nada que eu fizesse irá reverter o destino, o o que estava por vim iria ser ruim.
Mas eu não sabia que ela.
Ela seria a minha ruína, e vocês vão entender o por que.
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Sacerdotisa dos deuses
Loup-garouA muito tempo alguns deuses tiveram filhos com criaturas da terra e dos céus, e algumas das mulheres nascida viravam sacerdotisas dos seus pais, esperando até completar a maior idade e poder ser um deus mas com Mieera foi diferente, pós a jovem não...